Melancolia
Sinto uma melancolia que me empurra ao poema. Uma força motriz, invisível, porém sentida. Os versos brotam da melancolia da vida, da saudade, de um momento de descanso; ou de cansaço. Somente quando inevitável, é que de quando em quando eu faço um poema. Vida serena, que segue. O poema é interrupção, coisa inútil e leve. Coisa útil e entregue, do poeta ao mundo, em um segundo, ou em horas. Deus sabe como custam os poemas a sair da cabeça e tingir o papel. Melancolia. Desta palavra tão vazia e cheia de sensações incertas é que nasce minha poesia e deságua em mim o poeta.




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