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Cachola Literária

Uma declaração de amor ao mundo mágico dos livros

LeYa lança Delírio, livro da série que vendeu mais de um milhão de cópias nos Estados Unidos e traz ao Brasil 6 de Abril, novo livro de Sveva Casati Modignani.


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A filha de uma estrela de cinema narcisista e de um bilionário, Madison, é abandonada em uma escola interna na Suíça durante o Natal enquanto seus pais estão divulgando seus novos projetos e adotando mais órfãos.Ela morre de uma overdose de maconha– e a próxima coisa que sabe é que está no inferno.
Madison compartilha sua cela com um grupo heterogêneo de jovens pecadores que é quase bom demais para ser verdade: uma líder de torcida, um atleta, um nerd, e um punk, unidos pelo destino para formar a versão “six-feet-under” do filme favorito de todos. Madison e seus amigos caminham através do Deserto de Caspas e escalam a Montanha Traiçoeira de Unhas para enfrentar Satanás em sua cidadela. Todos os doces, que servem como moeda no inferno, não poderão comprá-los.


Pra começar vou logo dizendo que me sinto outra pessoa após a leitura de Condenada. Se antes eu já me sentia esquisita, meio fora do esquadro agora, as coisas pioraram. É sério. Chuck Palahniuk despertou em mim uma sensação bem estranha, uma vontade de libertação, de desapego, sabe. Pode parecer confuso, mas o que de fato quero externar é o meu desequilíbrio emocional após a leitura. 

Ao receber o review do livro por e mail foi amor à primeira vista. Primeiramente pela capa que é simplesmente linda e expressiva. Depois a sinopse me conquistou de vez. Normalmente quando me apaixono logo de cara por um livro não procuro por nenhuma informação extra. Nada de resenhas alheias. Vou ao encontro do inesperado. Às vezes o resultado é positivo. E foi acreditando nisso que me aventurei a conhecer o inferno criado por Palahniuk.

Sabe aquela ideia que temos de inferno? Labaredas, criaturas demoníacas e coisas do gênero? Bem, o inferno descrito pelo autor segue uma linha paralela. Alguns elementos permanecem, outros fogem totalmente do “real”. Por um acaso você imagina que o chão do inferno seja repleto de doces? Do tipo pipoca doce e jujuba? Pois bem, até que o inferno parece um lugar bem interessante, não é mesmo? Mas espere! Antes de sair por aí achando que o inferno pode parecer um lugar tão legal para se passar a eternidade quanto o céu espere por informações preciosas. 

Madison Spencer está condenada a passar o resto de sua eternidade no inferno. Madison vai parar no inferno por uma causa completamente absurda. Acredita ter morrido por overdose de maconha. Imagina só! Seria possível uma coisa dessas? Com certeza não. Mas os absurdos de Palahniuk não param por aí.

Madison é uma garota rica de 13 anos. Sua mãe, atriz de cinema e seu pai, roteirista não dão a mínima para a filha. Aliás, os pais de Madison são adeptos da erva milagrosa e acreditam que todos os problemas possam ser resolvidos com uma boa chapada. Madison é muito careta. Sempre recusara a ervinha e ainda sentia-se solitária por não receber o carinho e a atenção dos pais. Madison vive reclusa num colégio interno na Suíça. Rica, boca virgem, fora dos padrões de beleza ditados pela sociedade, e apaixonada por seu irmão de criação Goran, definitivamente Madison não tem a vida que gostaria. E por esse motivo a morte pode significar um alívio.

No inferno Madison conhece quatro adolescentes que ao seu lado irão desbravar o inferno. Leonard, o nerd que conhece todos os jogos e por esse motivo conhece a hierarquia dos demônios; Patterson, um jogador de futebol americano; Archer, um punk de cabelo moicano azul e Babette, uma patricinha que curte usar bolsas e sandálias de grife “falsas”.

Desbravar o inferno requer muita coragem já que no inferno de Palaniuk não encontramos apenas fogo, lama e larvas. Que tal começar a desbravá-lo pelo Lago de Vômito Fervente? Dar um role pelo Rio de Saliva Quente? Com certeza você não gostaria de ir ao Lago de Merda. Outras paisagens exóticas estão por vir como: o vasto Vale das Fraldas Descartáveis Usadas, As Grandes Planícies de Caco de Vidro, o Pântano de Abortos dos Semiformados, o Mar dos Insetos e o desprezível Grande Oceano de Esperma Desperdiçado. Se minhas descrições não lhe agradaram que tal você pensar em onde despejar suas unhas sujas cortadas e caspas? Tudo isso vai parar no inferno.  
Se soubéssemos o que deveríamos evitar para não garantir nosso futuro nesse ambiente, tenho certeza que faríamos de tudo. Mas caso você pratique as seguintes ações, CUIDADO! Você está ferrado!
"A maioria das pessoas não tem a menor ideia de como é fácil ser condenado, mas, se alguém disser porra pela 701a vez, ele ou ela será condenado(a) de modo automático. Regras similares se aplicam à higiene pessoal; por exemplo, na 855a vez que você deixar de lavar as mãos depois de esvaziar os intestinos ou a bexiga, está condenado. A 300a vez que você usar a palavra neguinho ou a palavra bicha não importa sua raça ou preferência sexual, você acaba comprando aquele temido bilhete só de ida para o submundo." 

Até outro dia eu só conhecia Chuck Palahniuk por seu célebre e memorável Clube da Luta (o filme). Não sei por que cargas d'água nunca me arrisquei a ler o livro. Enfim, isso é praticamente uma heresia se tratando da obra mais importante do autor. Mas o fato é que a partir de Condenada o equivoco será corrigido. Toda e qualquer obra que esse carinha, digo “gênio” vier a publicar não passará em branco. Com seu humor sardônico e sua toda sua escrita mordaz e desconfortante, Condenada é a prova de que existe salvação nesse mundinho de narrativas com fórmulas prontas. 

Ler Condenada foi uma experiência surreal. Condenada é um livro altamente corrosivo. Feito pra impactar, feito pra tocar na ferida. Um livro que fala da fragilidade das relações, da busca infindável pela perfeição e acima de tudo ela fala de verdades absolutas fajutas impostas por essa sociedade preconceituosa na qual vivemos. E por aí. Perdoem minha vã filosofia. Madison é apenas uma menina de 13 anos, tímida e que sofre bullying. Dos pais, dos colegas da escola, e que busca respostas para compreender a si mesmo. 

O que mais me chamou atenção no livro foi a maneira como Palahniuk construiu essa atmosfera. Alguns elementos inseridos no contexto pareciam desconexos. E cheguei a pensar que o cara era meio louco. Bem, fui á procura de resposta para tentar sanar minhas dúvidas. Descobri que de louco o cara não tem nada. Ele é apenas um gênio que decidiu escrever sobre um inferno que muitos de nós já conhecemos. 

Em suma, Condenada é um livro que fala especificamente sobre dor e perdão. Utilizando uma linguagem sarcástica, Palahniuk prende o leitor a cada parágrafo.

"E aí, Satã? Sou eu, Madison. Por favor, não fique magoado, Satã, mas meus pais me criaram para que eu não acreditasse em sua existência. Minha mãe e meu pai disseram que você e Deus foram inventados pelo cérebro de ervilha, atrasado e supersticioso, de pastores caipiras e republicanos hipócritas."

Gosto dessa abordagem. Gosto de autores ousados, provocadores, que nos tiram da zona de conforto. Autores que se propõem a escrever sobre coisas desconfortáveis, que aos olhos da maioria são considerados extravagantes, esquisitos. Palahniuk é tudo isso e Condenada é o seu retrato.

Condenada é o primeiro livro de uma trilogia. O segundo, Doomed (Sentenciada) tem previsão de lançamento nos EUA para o dia 8 de outubro deste ano. E para os fãs que curtem seu trabalho, Palahniuk anunciou na Comic-Con, evento sobre cultura pop em San Diego, que está trabalhando em uma continuação em quadrinhos de seu maior sucesso: Clube da Luta.
Segundo Chuck o projeto já foi apresentado a Marvel, DC e Dark Horse. A série de livros vai atualizar a história, contando o que aconteceu 10 anos após o fim aparente de Tyler Durden. O livro já foi adaptado para o cinema em 1999 pelas mãos de David Fincher.

Nem preciso dizer que recomendo a leitura. É óbvio que sim! Não basta lê-lo. Condenada é um livro para ser relido. Grifado. Cinco estrelas é pouco. Muito pouco. Uma temporada no inferno vai ser no minimo interessante.

“Sim, todos parecemos um pouco misteriosos e absurdos uns aos outros, mas ninguém parece tão estrangeiro quanto alguém morto. (...) Pior do que alcoolismo ou vício em heroína, morrer parece ser a maior fraqueza; e, num mundo onde as pessoas dizem que você é preguiçosa por não depilar as pernas, ser morto parece ser a derradeira falta de caráter.”




FICHA TÉCNICA
Título: Condenada 
Título Original: Damned 
Autor: Chuck Palahniuk 
Editora: LeYa 
ISBN: 9788580448214 
Páginas: 229 
Ano: 2013 
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O selo Quinta Essência, da Editora LeYa lança “Juliette Society”, livro de estreia de Sasha Grey, ex-atriz de filmes pornô,cinéfila e amante de literatura e filosofia.


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Alice Love está para fazer quarenta anos e sofre um acidente, perdendo dez anos de sua memória.



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No ano em que Mônica completou 50 anos e o Brasil homenageou Portugal, a turminha se reuniu numa viagem para desbravar a nossa Pátria Mãe.


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A editora LeYa lança em junho “O trono do Sol – a magia do anoitecer” segundo livro da saga fantástica O Ciclo de Nessântico de S.L.Farrell, aclamado como uma nova voz para o gênero de literatura de fantasia.



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Em edição de luxo e com tiragem limitada, este guia mergulha no universo criado por George R.R. Martin que ganhou vida pela HBO revelando as curiosidades dos bastidores de uma das séries mais populares da TV no mundo.


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Saiba como livros de esoterismo e autoajuda distorcem a Ciência para enganar as pessoas...




Quantas vezes você já não leu que, se desejasse (muito), aquilo seria realizado? Ou que ao juntar x + y + z as coisas seriam explicadas? Ou que precisava manter os pensamentos de maneira positiva para que as coisas também fossem positivas? É tudo mentira, é tudo armadilha. Pelo menos é isso que os autores Daniel Bezerra e Carlos Orsi vão tentar explicar no “Pura Picaretagem”, um livro que promete te fazer entender o que funciona ou não funciona: na ciência, no esoterismo e na autoajuda.


“O livro que você tem em suas mãos é real. É sólido. É feito de átomos reais. (...) Isso apenas reafirma um fato óbvio da vida – de todas as vidas ‑, o de que objetos materiais têm uma realidade objetiva que independe do estado mental e da disposição de quem os completa ou deixa de contemplá-los. E essa obviedade precisa ser reafirmada”.



A editora LeYa lança em junho “Pura Picaretagem”, uma obra que explica como livros de esoterismo e autoajuda distorcem a Ciência para nos enganar e nos colocar em armadilhas. Escrito pelo bacharel em Física Daniel Bezerra e o escritor e jornalista Carlos Orsi, “Pura Picaretagem” vai explicar o que é, realmente, a Física Quântica e que tipos de fenômenos ela poderia explicar...

O poder da mente pode mesmo fazer com que coisas se concretizem? Pode aliviar males ou até mesmo curar problemas de saúde? Com as surpreendentes descobertas da Física Quântica, muitos “picaretas” passaram a afirmar que ela justificaria diversos pressupostos. Não foi à toa que, inclusive, a dupla de escritores criou o aplicativo QuantumH que promete usar o poder da Mecânica Quântica para pôr sua vida em harmonia com o Universo, com ajuste de frequências e poder da atração. É tudo uma grande farsa, é claro, mas é esse o objetivo central desse livro e do trabalho dos escritores que tentam desmascarar os picaretas quânticos de uma maneira divertida e bem explicativa.


Ficha Técnica
Título: Pura picaretagem
Autor: Daniel Bezerra e Carlos Orsi
Nº de páginas: 171
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 29,90

Sobre o autor
Daniel Bezerra é bacharel em física pela UERJ e tradutor. Escreve sobre ciência e faz resenhas de livros para o site Amalgama.blog.br. Pura Picaretagem é sua primeira obra de divulgação científica publicada.
Carlos Orsi é escritor e jornalista, autor da obra de divulgação científica Livro dos Milagres e do romance Guerra Justa. Escreve sobre ciência, literatura e sociedade no blog carlosorsi.blogspot.com

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O que você faria se pudesse sentir o gosto das emoções? Rose Edelstein é uma menina que descobriu ter um talento incomum: ela sente o sabor das emoções das pessoas que preparam aquilo que come.
E tudo começou semanas antes de seu aniversário quando, depois de uma briga com seu pai, sua mãe resolveu fazer um delicioso bolo de limão. Imagine o que você faria se seu paladar pudesse decifrar o gosto das emoções? É com isso que Rose tem de conviver daqui para frente. Com apenas nove anos, a curiosa menina sabe o que cada um sente secretamente e percebe que nunca mais comerá seus pratos preferidos do mesmo jeito. E o que ela pode fazer para lidar com isso?


Desde seu lançamento, “A Peculiar Tristeza Guardada num Bolo de Limão” atraíra minha atenção. A peculiaridade não está somente presente no título, mas em toda a sua composição. Com uma narrativa gostosa e envolvente Aimee nos presenteia com um dos livros mais bem escritos dos últimos tempos.

Narrado em 1ª pessoa, o livro conta a história de Rose Edelstein, uma garota que aos nove anos sente pela primeira vez o gosto das emoções em suas refeições. Para comemorar seu nono aniversário sua mãe prepara uma de suas receitas prediletas: bolo de limão com cobertura de chocolate. O que Rose não esperava era sentir um gosto acentuado de tristeza e solidão entre os ingredientes do bolo.

“[...] enquanto eu saboreava aquele primeiro pedaço, quando aquela primeira impressão desapareceu, senti uma mudança sutil por dentro, uma reação inesperada. Foi como se um sensor, instalado bem no fundo, dentro de mim, erguesse sua antena para vasculhar ao redor, chamando a atenção da minha boca para alguma coisa nova. Porque a qualidade dos ingredientes _ o bom chocolate e os limões frescos_ parecia cobrir algo maior e mais sombrio, e o sabor do que estava escondido estava começando a sobressair naquele pedaço. Eu podia sentir claramente o sabor do chocolate, mas nos recantos da boca , e, como se estivesse se expandindo e abrindo, parecia que ela também se enchia com o sabor da pequenez, da sensação de encolhimento, de irritação, um sabor de distanciamento que eu de algum modo sabia que estava ligado à minha mãe.”

Entre fatias de ausência, desejo, solidão, raiva e tantos outros sentimentos reprimidos, Rose vai descobrindo o quão dolorosa pode ser uma simples refeição.

A premissa do livro baseia-se na construção afetiva estabelecida entre pais e filhos. Rose é uma menina muito inteligente, mas é seu irmão Joseph a criança prodígio da família. Cinco anos mais velho que Rose, Joseph é um menino extremamente introvertido. Completamente absorto Joseph vive recluso no seu mundinho particular. Seus pais o consideram apenas um menino reservado, mas Rose é a única que percebe o quanto seu irmão precisa de ajuda. 

Em alguns momentos a narrativa torna-se densa, pois o tema abordado pela autora é extremamente delicado. Mas é preciso cautela para não condenar o enredo como um todo. O livro aborda diferentes temas relacionados à constituição familiar e a socialização do indivíduo. 

O livro é dividido em quatro partes tendo Rose como personagem central estabelecendo conexões com o drama vivenciado pelos demais personagens. Vamos acompanhando a trajetória de Rose desde os nove anos, período onde seu dom fora descoberto até seus 22 anos de idade. Cada período é detalhadamente explorado. Vamos estabelecendo uma relação de intimidade com a personagem através de pequenos relatos de sua infância. 

O talento de Rose vai além de sentir o sabor das emoções. Com seu jeito dócil e inocente vamos acompanhando uma evolução paulatina de seu crescimento. Quando iniciei a leitura imaginei algo completamente diferente. Fui surpreendida por uma história onde a personagem principal destaca-se pela sua maturidade, apesar de sua pouca idade e aparente fragilidade. A capa nos dá uma impressão um pouco equivocada. E não pensem que o drama toma conta das páginas com descrições lamuriosas. Não. É exatamente o contrário. 

Aimee constrói uma narrativa fascinante capaz de enfeitiçar o leitor desde o primeiro momento. Porém, é importante frisar a sua complexidade. O leitor deve atentar-se as minúcias presentes na narrativa que conectam os personagens. Rose é o grande elo entre eles, porém cada personagem se destaca por sua particularidade. Cada um enfrenta um problema específico e cabe o leitor discernir a transição dos acontecimentos. 

Descrever sensações e emoções sem recorrer à banalidade usual é tarefa difícil, mas Aimee conseguiu estabelecer essa tarefa com afinco até a última página.
A linguagem utilizada pela autora é de fácil entendimento. É praticamente impossível não se conectar com os personagens. Em alguns momentos sentimos-nos inebriados com as divagações de Rose, em outros, a confusão entre seus pensamentos e atitudes tomam conta da narrativa. Mas, nada que comprometa o seu bom desenvolvimento.

A Peculiar Tristeza Guardada num Bolo de Limão é uma leitura que nos fará refletir sobre a relação que estabelecemos com aqueles que consideramos mais importantes em nossas vidas. O drama que envolve cada um dos personagens nos fará enxergar a família de um modo especial, como ela realmente deve ser enxergada. A relação de autoconfiança é outro ponto memorável a ser destacado. 

Recomendo a leitura a todos os leitores. Mas atenção! Saboreie o livro como se estivesse diante de uma fatia de bolo, sinta o aroma dos sentimentos e se deixe envolver por cada uma das emoções adicionadas nesta mágica receita literária.





FICHA TÉCNICA
Título:A Peculiar Tristeza Guardada Num Bolo de Limão
Autor(a): Aimee Bender
Editora: Leya
Nº de páginas: 304
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Depois de arrebatar milhares de fãs com a saga épica As crônicas de gelo e fogo, George R. R. Martin resolveu interferir na nossa realidade, e o resultado é um novo conceito de super heróis.








































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A editora LeYa lança em maio “A Peculiar Tristeza Guardada num Bolo de Limão”, da escritora americana Aimee Bender, que já foi traduzida para dezesseis idiomas e ganhadora de uma série de prêmios por suas ficções. 


Neste livro, Bender nos traz uma história forte e promissora que já rendeu o prêmio da SCIBA e Alex Award como melhor ficção.


Rose Edelstein tem um talento incomum: Ela sente o sabor das emoções das pessoas que preparam sua comida.

Rose Edelstein é uma menina de nove anos que descobriu ser dona de um talento um tanto quanto estranho: ela sente o sabor das emoções das pessoas que preparam toda a comida que come. E tudo começou semanas antes de seu nono aniversário quando, depois de uma briga com seu pai, sua mãe resolveu fazer um delicioso bolo de limão. Delicioso pelo menos na receita.


“Mas lá fora escurecia e, enquanto eu saboreava aquele primeiro pedaço, quando aquela primeira impressão desapareceu, senti uma mudança sutil por dentro, uma reação inesperada. Foi como se um sensor, instalado bem no fundo, dentro de mim, erguesse sua antena para vasculhar ao redor, chamando a atenção da minha boca para alguma coisa nova.” Página 18

Imagine o que você faria se sempre sentisse o gosto das emoções? A raiva poderia ser gosmenta e espessa, a tristeza poderia ser insossa, a ansiedade ácida e todas as comidas teriam o gosto oco. É com isso que Rose tem que conviver. Com apenas nove anos, a curiosa menina sabe o que cada um sente secretamente e começa a perceber que nunca mais poderá comer suas comidas preferidas do mesmo jeito que antes. Mas, o que fazer para lidar com isso?

Ficha Técnica
Título: A peculiar tristeza guardada num bolo de limão
Autor: Aimee Bender
Editora: Leya
Nº de páginas: 304
Formato: 16x 23 cm

Leia o 1º capítulo


Achei a premissa do livro muito interessante e por isso, já o solicitei para resenha. Em breve, vocês poderão conferi-la aqui na Cachola. E vocês, o que acharam do livro?

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Kara Crawford é uma advogada que sabe como guardar um segredo, ainda mais depois de ter sido desprezada por um ex-namorado ao lhe ter revelado suas fantasias sexuais. Ela não esperava encontrar alguém que pudesse realizar seus desejos mais íntimos e extremos, até vivenciar uma das noites mais incríveis de sua vida ao lado de um homem que há muito admirava.
O sexualmente dominante Dante de Matteo conhecia Kara dos tempos do colégio e jamais havia imaginado que as fantasias mais sombrias de uma mulher pudessem ser tão compatíveis com as suas. Mas nenhum dos dois acreditava que aquela paixão pudesse passar de uma noite.
Quando Dante é contratado pelo escritório onde Kara trabalha, os dois são confrontados diariamente com as faíscas daquela química explosiva e não sabem como lidar com isso. À medida que o desejo intenso os aproxima, temores bem profundos ameaçam separá-los e eles precisam aprender a abraçar da mesma maneira o medo e o prazer do amor. 


No Limiar do Desejo é o segundo volume da trilogia Luxúria de Eve Berlin. Seguindo a fórmula atração imediata + excitação incontrolável a autora perde totalmente o controle e a habilidade criativa, marca presente nos demais livros da série. 

Lamento profundamente que Eve Berlin tenha errado na mão durante a criação do livro. Luxúria, o primeiro volume é um livro excelente  com personagens bem construídos e uma trama que vai muito além do ato sexual e das conhecidas práticas BDSM. Já em Tentação, o terceiro volume da série, ela repete o sucesso e escreve uma história fascinante. Sim, eu já li e resenhei o livro. Ainda nesta semana irei compartilhar a minha opinião. Aguardem! 

É possível ler os livros alternadamente já que as histórias são independentes. A amizade entre os personagens principais e o clube de BDSM Pleasure Dome são os elementos em comum em todos os livros. 

Após externar meu descontentamento é preciso destacar o que, em minha opinião, a autora deixou a desejar: 
Primeiramente o que mais me incomodou foi a aproximação do casal principal: Kara Crawford e Dante De Matteo. Tudo aconteceu rápido demais. 

Após 12 anos sem se ver, os dois se encontram na casa de Lucy, uma amiga em comum da época de faculdade. Durante a festa o casal conversa muito pouco e PIMBA!!! Kara e Dante saem em busca do tempo perdido! E claro, cada um possui um passado cheio de mágoas e perturbações. 
Nesse ponto, autora se utiliza de situações tão irrelevantes que não convencem. Kara é advogada, assim como Dante e, por incrível que pareça nenhum dos dois dominam muito bem o poder de persuasão. 

Como praticante de BSDM, Dante é um dos personagens menos convincentes da trilogia. Seus diálogos altamente didáticos tornam a narrativa metódica. Kara é uma mulher muito chata e omissa. Ainda que, tais características sejam necessárias para compor o perfil da personagem, a maneira como Eve as aplicou é que fora desastrosa. 

Tive a impressão que a autora ficou com um pouco de preguiça e decidiu escrever uma história comum só para preencher a posição na trilogia. O relacionamento de Kara e Dante é muito sem sal. A tirar pelas cenas ininterruptas de sexo, o livro se resume praticamente a isso, já que o casal não troca nada além de saliva e outras substâncias. A autora poderia ter explorado mais os personagens. 
A única coisa que me consola é que no terceiro volume da trilogia Eve Berlin tenha acordado da sua hibernação. 

O projeto gráfico da editora mantém seu padrão. Folhas amareladas e o tamanho da fonte utilizada facilita a leitura. A capa não é uma das mais bonitas. Continuo preferindo as capas de Luxúria e Tentação. 

Mesmo após o deslize infeliz de No Limiar do Desejo continuo apreciando o talento de Eve Berlin. Felizmente, em Tentação ela retoma o seu lugar na categoria das melhoras autoras do gênero erótico. De qualquer maneira, indico a leitura a todos que curtam o gênero, pois cada um tem um olhar diferenciado. 



FICHA TÉCNICA
Título: No Limiar do Desejo
Autora: Eve Berlin
Editora: Quinta Essência
Volume 2
Número de Páginas: 223
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O que pode restar de uma pessoa que doa parte de seu corpo para salvar a mãe que morre em seguida? O que se passa nas entranhas de alguém que sente a vida de forma intensa é o que se lê em Tudo o que mãe diz é sagrado.As amarguras da vida deixam feridas profundas às vezes, e conviver com uma dor que parece infinita é só o que se pode fazer. A autora passou por um longo período de luto e foi por meio da escrita e da companhia de seu fiel cachorro, Astor, que ela - aos poucos - voltou a viver. Paula Corrêa é visceral, densa e doce ao mesmo tempo. Este livro leva a uma viagem vertiginosa, mas bela! Vertiginosa e bela como a própria vida.


Em Tudo o que Mãe diz é Sagrado, a jornalista Paula Corrêa descreve a dor causada pela morte de sua mãe. O livro é um relato poético sobre um período de solidão profunda. A autora nos apresenta inicialmente toda sua agonia em ver sua mãe na UTI de um hospital. Sua mãe sofria de uma doença crônica no fígado e precisava de um transplante. Paula é compatível, mas sua mãe não resiste após a cirurgia. 

“Quem não daria um pedaço de si para salvar a vida de quem lhe carregou na barriga e lhe gerou, num sacrifício que é a gestação, os primeiros meses, a dor no peito, a perda da privacidade e a doação infinita de amor que é a maternidade?”

Através de uma narrativa visceral e sufocante Paula expõe toda sua agonia e descontentamento com o mundo. Sob uma visão crítica, a autora relata situações cotidianas que a tormenta. A correria da cidade grande, o comportamento das pessoas diante do sofrimento alheio, entre outros fatores que colaboram para que o indivíduo se distancie das pequenas coisas valorosas. 

O processo de aceitação é doloroso, porém necessário. A morte também é renascimento. É uma forma de enxergar o mundo por um ângulo diferente. É como se Paula tivesse frente a um espelho tentando se reconhecer. A sensação é que estamos lendo uma poesia em forma de prosa e vice-versa. 

A relação de sacralidade não está presente apenas no título do livro, mas em todo o seu conteúdo. Ele está presente em todos os momentos, seja nos pequenos gestos protetores de sua mãe, como em situações corriqueiras do dia-a-dia. Seu cachorro Astor, amigo fiel e inseparável, tem deveras importância durante esse período de solidão. Após a perda, Paula redescobriu nas pequenas coisas o sentido de estar vivo e o valor que isso representa. 


"Sinto que vivemos em meio à barbárie num mundo de selvagens, onde a delicadeza definha. Ninguém ouve. O barulho das buzinas é alto demais." 
[...] Estou fora do mundo. Não tenho mais com quem conversar. As pessoas querem ouvir somente o que lhes cabe. Prefiro então, ficar sozinha e calada. Há um vendaval lá fora. São os loucos do trânsito, os loucos do metrô, os tratores do mercado de trabalho que trituram qualquer sensibilidade todos os dias, e nada sobra para pensar."
(pág.68)

Mesmo tratando-se de um livro que fale de perda e solidão, a leitura não se torna exaustiva. O livro é curto e, em poucas horas é possível terminá-lo. Contudo, ele também pode ser “consumido” em pequenas doses diárias. Basta abri-lo em qualquer página. E o resultado é instantâneo. Emoções à flor da pele.

Apesar do sofrimento causado pela perda, Paula encontra nas palavras a maneira de expressar o seu devotamento, o amor incondicional que sentia por sua mãe. Tudo o que mãe diz é Sagrado é um livro que versa poesia e desabafo. Sua escrita é agressiva, impactante e ao mesmo tempo sensível.


"Eu escrevo. Não existe nada no mundo. A palavra é única. E ainda assim é pouco"
(pág.37)

A autora ainda possui mais dois livros publicados, o primeiro, In Vitro, lançado em 2004, e o segundo As calotas não me protegem do sol, edição de autor costurada à mão e com desenhos da artista Amanda Justiniano, em 2010. Visite seu blog As Calotas não me protegem do sol.

Gostei muito da experiência e deixo um lugar reservado com muito carinho para esta obra. Leitura prazerosa e recomendada!





FICHA TÉCNICA
Título: TUDO O QUE MÃE DIZ É SAGRADO
Formato: ePub
Autor: Paula Corrêa
Editora: Leya Brasil 
Ano de Lançamento: 2013
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Chega às livrarias "A Felicidade", de Paul Richard Evans. O terceiro volume da série Caminho será publicado pela Editora Leya, através do selo Lua de Papel. Confira a capa e sinopse:

Sinopse: 
Ainda cambaleante pela perda súbita da esposa, da casa e da empresa, Alan Christoffersen, um ex-publicitário de sucesso, deixou tudo que conhecia para trás e partiu numa extraordinária travessia pelo país.

Levando somente sua mochila, saiu de Seattle em direção a Key West, ponto mais distante em seu mapa. Agora, já quase na metade de sua trilha, Alan segue caminhando quase 160 km, entre o Dakota do Sul e St. Louis, mas são as pessoas que ele conhece ao longo do caminho que dão o verdadeiro sentido de sua jornada: uma mulher misteriosa que segue Alan por quase dois quilômetros, o caçador de fantasmas que percorre túmulos à procura da esposa, o idoso polonês que dá uma carona a ele e compartilha uma história que Alan jamais esquecerá.

Repleto de verdade e sabedoria, A Felicidade é um romance inspirador sobre esperança, cura, graça divina e o significado da vida.


Sobre o autor:

Richard Paul Evans é autor de The Christmas Box, que figurou no primeiro lugar da lista de mais vendidos do New York Times. Há mais de 14 milhões de cópias impressas de seus livros, ao redor do mundo. Suas obras já foram traduzidas para mais de vinte e duas línguas e várias foram best sellers. Evans é o ganhador do American Mothers Book Award, de 1998, duas vezes vencedor do Storytelling World Awards, por seus livros infantis, e do Romantic Times Best Women’s Novel of the Year Award, de 2005. Quatro de seus livros foram transformados em filmes produzidos para a televisão. Evans recebeu o Washington Times Humanitarian of the Century Award, por seu trabalho de ajuda a crianças que sofreram abuso. Ele mora em Salt Lake City, com a esposa Keri e seus cinco filhos.


Ficha técnica
N.º Páginas: 256
Preço de capa: 29,90
Preço de ebook: 19,99
ISBN: 978-85-8044-655-5
1ª Edição: Abril de 2013


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A editora LeYa lança em abril o livro “Você não é tão esperto quanto pensa”, do jornalista norte-americano David McReaney, baseado no blog de mesmo nome, You are not so smart, em que o autor, apaixonado por psicologia, analisa as desilusões vividas na carreira de jornalista literário e leva essas experiências para temas do cotidiano.


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Um suspense eletrizante onde qualquer movimento em falso pode ser fatal. Penélope Marin, ou simplesmente Lo, é uma adolescente um tanto incomum – ela sofre de transtorno obsessivo compulsivo, que ficou mais intenso depois da morte de seu irmão Oren. Além disso, Lo adora colecionar bibelôs, mesmo que tenha que roubá-los (Ela também tem traços de cleptomania). Num desses “resgates” – como ela mesma diz – Lo encontra uma bela borboleta, que pode ter colocado sua vida em perigo. Essa figura está ligada a um assassinato e Lo pode ser a única testemunha desse crime.


Romance + Drama + Suspense = Um Livro perfeito. Apresento-lhes O Enigma da Borboleta, de Kate Ellison publicado pela editora Leya.

Em seu primeiro romance Kate Ellison disse a que veio. O Enigma da Borboleta é um livro E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R. Não me levem a mal se já começo a resenha jogando confetes e inflando o ego do autor. Mas é praticamente impossível não se render ao talento da autora. 

O Enigma da Borboleta narra à história da jovem Penélope. Lo está cursando o último ano do ensino médio e enfrenta problemas escolares comuns nessa idade (bullying, problemas com garotos) entre as modificações hormonais que mexem com a cabeça de qualquer garota. Lo sofre com uma doença denominada Transtorno Obsessivo-Compulsivo. TOC é um distúrbio psiquiátrico e sua principal característica é a presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões. 

Para conter sua ansiedade Lo costuma “furtar” pequenos objetos. Nada que lhe seja realmente necessário. A autora aborda o tema cuidadosamente e faz com o leitor possa compreender as causas que motivaram a personagem adquirir tal transtorno. 

 "O negócio é o seguinte: eu não escolho pegar as coisas. Eu tenho que fazer isso.Sempre tive que fazer certas coisas, desde o dia em que fiz sete anos e comecei a insistir que queria continuar com seis. Eu não sabia o motivo, mas, de alguma forma, sete me fazia sentir como se o mundo estivesse inclinando demais para um lado".(pág.19)

Lo acredita que, se não agir assim, algo terrível possa lhe acontecer. Alguns números representam sinais para Lo. 3 e 9 lhe transmitem segurança, já o 2 significa perigo à vista. Para externar toda sua ansiedade Lo repete inúmeras vezes a frase “ tap tap tap, banana” como se fosse um “mantra da sorte”. 


Em geral, seus rituais se desenvolvem de diferentes maneiras. Desde colecionar coisas até a organização sistemática de objetos. A contagem e a relação de segurança que os números lhe causam são uma das características do transtorno que mais se destacam. 

Como se não bastasse os problemas familiares, Lo ainda se mete numa grande enrascada. Numa das investidas para conseguir mais um objeto para sua “coleção” ela presencia o momento em que uma garota é assassinada. Sapphire é uma jovem dançarina da boate Tens, localizada em NeverLand. 

A morte de Sapphire torna-se mais um dilema na vida de Lo. Obcecada pela morte da jovem, Lo irá se envolver com situações bem mais perigosas do que os pequenos furtos que pratica.
"De todas,é a parte do "para sempre" que mais me assusta. A eternidade da morte. Sinto-me oscilando entre dois mundos _ carne e ar, osso e pó." (pág.263)

Narrado em 1ª pessoa o livro convida o leitor a conhecer os mistérios que envolvem os transtornos de Lo e o assassinato de Sapphire. Com uma narrativa angustiante O Enigma da Borboleta se destaca por misturar elementos característicos de um romance policial com a subjetividade presente nas narrativas dramáticas. Todos os conflitos estão intrinsecamente relacionados colaborando com o bom desenvolvimento da história. 

Apesar da idade, não é impossível imaginar que uma garota enfrente tantos problemas e que se envolva a tal ponto com a morte de uma pessoa completamente desconhecida. É perceptível o envolvimento da autora em compor uma história tão delicada, com personagens marcantes e bem construídos. Livros do gênero normalmente não me atraem por caírem na mesma armadilha. Personagens clichês que vivem aventuras mirabolantes e enfrentam todo e qualquer tipo de perigo sempre me cansam. Felizmente, isso não ocorre na narrativa construída por Kate e por isso, eu o recomendo. 

Apesar de a história estar relacionada diretamente ao assassinato de Sapphire e aos transtornos de Lo, a autora construiu personagens tão incríveis que também ganham destaque. A começar pelo “mocinho” da história. Obviamente que um romance entre jovens da mesma idade não poderia faltar. Só que nesse caso ele foge totalmente aos padrões. Flynt não tem os característicos olhos azuis, cabelos lisos e roupas transadas. Nosso mocinho usa dreadlocks, um boné com orelhas de urso, não estuda, usa roupas remendadas e faz obras de arte com lixo. Que tal? 

O Enigma da Borboleta entra para a categoria dos melhores livros do ano. Sem recorrer aos estereótipos, Kate Ellison criou uma história fascinante que envolve o leitor imediatamente. A narrativa segue um ritmo cadenciado e hipnotiza o leitor. O final do livro é perfeito. Fico imaginando uma adaptação do livro para as telonas. Daria um roteiro e tanto! 

Para finalizar com "chave de ouro", o livro ainda conta com excelente diagramação e trabalho gráfico realizado pela editora Leya. As folhas são amarelas e o tamanho da fonte utilizada é agradável. Na divisão dos capítulos encontramos ilustrações belíssimas de uma borboleta. A capa do livro é linda e têm tudo a ver com o mistério relacionado entre a borboleta de Sapphire e os números que acompanham a trajetória de Lo.  


É isso aí,pessoal! Espero que tenham curtido. Cinco estrelas? Ah não! Ele merece muito mais! Leitura MEGA recomendada! 






FICHA TÉCNICA

Título: O Enigma da Borboleta
Autora: Kate Ellison
Editora: Editora Leya 

Número de páginas: 312

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Confiram a resenha de Sangue Quente, de Isaac Marion publicado pela editora Leya. Vocês nunca mais irão enxergar os zumbis com os meus olhos.


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Um dos maiores publicitários brasileiros conta histórias (não sobre publicidade) nesta obra que chega às livrarias em março.


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Um thriller que levará o leitor a uma alucinante busca por um assassino misterioso, que pode ser quem menos se espera..


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Quando achava que era hora de parar... Ela então pediu por mais... Quando Dylan Ivory, escritora de romances eróticos, recebe o contato de Alec Walker, nem imagina o quanto esse homem pode mexer com seus pensamentos. Conhecido por ser um famoso dominador em relações sadistas e sadomasoquistas, Alec tenta convencer Dylan de que a melhor forma de se aprofundar no assunto - e então escrever um livro o mais próximo possível da realidade - é viver uma experiência como submissa e sentir na pele a sensação desse tipo de relação. Para Dylan, essa proposta será difícil de ser aceita - uma vez que ela é fanática por ter o controle de tudo em sua vida. Embalados por um misto de prazer e apreensão, o casal se vê em uma situação tentadora enquanto evitam entregarem-se ao sentimento que nasce entre eles.

“Alec Walker era um homem que devia vir acompanhado de um alerta de perigo.” (Pág. 10)


Depois de uma enquete na página do blog no Facebook, os leitores escolheram qual livro gostariam de ver resenhado aqui na Cachola. Por isso, atendendo os pedidos dos leitores do blog, a Cachola Literária compartilha a leitura de um melhores livros da literatura erótica. Conheçam Luxúria de Eve Berlin publicado pela editora Lua de Papel.

No embalo da febre literária dos últimos meses, a Cachola Literária apresenta mais uma resenha hot para os fãs do gênero. Já declarei diversas vezes que sou fã do gênero e por esse motivo, não perco a oportunidade de adquirir um livrinho hot. Sendo assim, hoje quero compartilhar a minha admiração pelo livro de Eve Berlin. Vamos lá? 

Luxúria é o primeiro volume da trilogia erótica de Eve Berlin. Tive o desejo de ler o livro assim que vi sua capa pela primeira vez na net. Imediatamente comprei o livro e não perdi mais tempo. Li o livro em apenas 7 horas initerruptas. Só decidi largá-lo às 05:00 da manhã, ou seja, devorei as páginas desesperadamente. Luxúria até o momento é o melhor livro erótico de todos. Esse título era de Toda Sua, mas Eve Berlin ocupa o lugar de Sylvia Day merecidamente, porém com algumas ressalvas. 

Luxúria narra à história da escritora erótica Dylan Ivory e do escritor Alec Walker. A trama se desenvolve a partir do momento em que Dylan decide escrever um novo livro e para compor a história com mais veracidade, ela decide procurar por Alec, frequentador assíduo do clube Pleasure Dome onde põe em prática suas habilidades sexuais .

Alec Walker é tido como referência por muitas mulheres por ser um dos praticantes mais dominadores da prática sadomasoquista. Por esse motivo, Dylan propõe que Alec tira algumas dúvidas a respeito do assunto. Em troca de conhecimento, Alec explica a Dylan que para ela escrever sobre o assunto ela tem que vivenciar aquilo para que seus leitores sintam-se mais próximos da narrativa. De cara, Dylan não aceita porque é muito controladora, autossuficiente e não admite ser dominada. E obviamente, isso não seria possível já que para participar e ter acesso àquela prática ela deveria ceder e assumir-se como uma mulher absolutamente dominada na relação sexual. Dylan acaba cedendo e concorda que Alec demonstre seus “dotes sadomasoquistas”. 

Inevitavelmente Dylan sente-se atraída por Alec e vice-versa. Dylan não se contém perto do "maravilhoso homem dos dedos". Ah! Me desculpem mais eu tinha que frisar esse poder. Apesar de não aceitar a submissão a qual é imposta, Alec consegue convencê-la facilmente. De certa maneira isso não pode ser considerado uma fraqueza já que Dylan está fortemente atraída por esse homem.

Agora, vocês devem estar se perguntando: Ah! De novo essa história! Mais chicote, algemas e "pega-pa-cá-pa"! É com muita alegria que eu lhes respondo: _ “Não, meus queridos!” Isso não é mais uma Xerox barata a lá Grey! Luxúria não é um livro hot completo. Não se prende ao sexo como âncora. Não cai na mesmice dos livros do gênero.

Uma das coisas mais legais do livro é o enredo. A narrativa é consistente. Os personagens Alec e Dylan são personagens comuns com características fortes. Nada de homens super p*c@ e mulheres bobas, inseguras e infantilizadas. Em Luxúria os personagens possuem fraquezas e passam por situações que os tiram da zona de conforto, porém, isso é bem explorado e desenvolvido sem parecer piegas Como em outros livros eróticos, um trauma tem que ser superado, mas no caso de Luxúria ele é diferente e foge da mesmice.

A riqueza dos detalhes eróticos é outro ponto favorável. Com uma linguagem elegante e sensual, Eve Berlin descreve um relacionamento de tirar o fôlego. Sem recorrer ao palavreado chulo, a autora prende atenção do leitor pelo carisma dos personagens e pela maneira como conduziu a trama. Outro ponto favorável foi a maneira como a autora explicou a prática sadomasoquista. Até mesmo aqueles que não admiram sentem-se à vontade com a história. É possível entender ou aceitar facilmente o desejo dos praticantes.

São muitos os elogios que tenho a fazer, mas como nada na vida é perfeito a obra de Eve Berlin tem seus percalços. Um deles foi à escrita propriamente dita. No início tive certa dificuldade em me adaptar ao ritmo da narrativa. Inicialmente, os parágrafos são curtos. É como se a autora estivesse escrevendo o livro numa pista de corrida. A narrativa era meio ofegante. O uso da vírgula foi explorado ao extremo e dessa maneira, alguns períodos ficavam sem sentido. As ideias fragmentadas. Teve momentos que tive de retornar para compreender certas colocações. Depois, fui me identificando um pouco mais com a maneira como Eve Berlin escrevia. 

Acredito que a tradução do livro colaborou muito para esse incômodo inicial. Algumas frases estavam sem sentido, mas como eu estava num embalo frenético da leitura fui ultrapassando esses pormenores e fui avançando na leitura. Eu espero que no próximo livro da trilogia Eve contenha esse arfar durante o processo de escrita. 

Dou o crédito final para Even Berlin por escrever uma história tão diferente, completa, que trabalha o sadomasoquismo com clareza e muita convicção. Ela é capaz de envolver o leitor facilmente misturando romance e erotismo. Falar sobre submissão e sadomasoquismo sem clichês é para poucos. Indico a leitura a todos que queiram conhecer mais sobre esse gênero literário que vem encantando leitores por toda a parte. Luxúria é uma boa pedida e você corre o sério risco de gostar.


FICHA TÉCNICA
Luxúria 
Série: Trilogia Luxúria
Volume: 1
Autora: Eve Berlin
Editora: Lua de Papel
Ano: 2012
Páginas: 256
Skoob

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Oi, eu sou Zilda Peixoto! Comando a Cachola desde 2009. Aqui compartilho um pouquinho sobre meu universo particular: resenhas de livros, séries, filmes, música boa, paixão por plantas, pugs, decoração afetiva, maternidade real e o que mais der na cachola..rs.. Sejam muito bem vindos!!!

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