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Cachola Literária

Uma declaração de amor ao mundo mágico dos livros

Olá, pessoal!

Estamos de volta com mais uma super promoção para vocês. Com o apoio da editora @galerarecord iremos sortear um exemplar do livro Todo dia, de David Levithan. #todoscomemoram



Quem ainda não pode conferir o quanto esse livro é PERFEITO aproveite e confira a resenha aqui. Tá esperando o quê para participar? Preencha o formulário abaixo e boa sorte!

Atenção as regras:

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a Rafflecopter giveaway

Observações

- Siga as regras obrigatórias para validar sua participação
- A promoção é válida até 20/10. 
- O envio do livro é de responsabilidade da editora Galera Record. A editora tem o prazo de 30 dias após o recebimento dos dados do vencedor para o envio do prêmio.
- O vencedor tem o prazo de 2 dias para responder o e mail que lhe será enviado solicitando seus dados.
- O resultado da promoção será divulgado nas redes sociais do blog (twitter e página no Facebook.)
- O vencedor deverá residir em território nacional.
- As demais entradas no formulário são opcionais Caso queira aumentar suas chances, não esqueça de comentar na resenha.

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Até mais!

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Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia.
Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.


Desde o anúncio do lançamento do livro que venho segurando minha ansiedade. E como era de se esperar cá estou: completamente extasiada diante tamanha grandiosidade de David Levithan. Penso que descobrir um livro que toque profundamente nossa alma é como ganhar na loteria, aliás, é algo muito melhor. Só quem já teve essa experiência sabe do que eu estou falando.

David Levithan me impressiona com sua genialidade. Sinto-me estranha. É como se perdêssemos o controle de nossas emoções a partir do momento em que adentramos em sua narrativa. É como andar de bicicleta pela primeira vez ou como quando conseguimos algo que desejávamos muito e por fim conseguíssemos realizar. Sinto a necessidade de esboçar os sentimentos que a leitura de “todo dia” me causara. 

Meu primeiro contato com Levithan foi através de”Will & Will, Um Nome- Um Destino”, outro grande sucesso lançado recentemente pela editora Galera Record, escrito em parceria com John Green. Quem teve a oportunidade de ler o livro sabe do que estou falando e, quem ainda não leu precisa urgentemente adicioná-lo a sua lista de compras. Em Will & Will, David já dera o gostinho do que poderíamos encontrar em um livro onde ele pudesse explorar todo seu talento. Por esse motivo gerar expectativas sobre qualquer trabalho que leve sua assinatura é completamente compreensível. Fico muito feliz em dizer que as minhas expectativas foram preenchidas e digo mais, “todo dia” transcende a perfeição.

Como homossexual assumido Levithan tende a abordar o assunto em suas narrativas com toda a naturalidade e delicadeza que lhe competem. Num primeiro momento fiquei um pouco confusa em relação à identidade, ou melhor, o gênero de seu personagem.

Em determinados momentos pude configurar A. como um individuo ora do gênero masculino, ora do gênero feminino. O que percebemos é que A. não necessariamente precisa se enquadrar em nenhum dos dois. A todo o momento Levithan enfatiza que não importa o corpo a qual A. esteja hospedado. E de fato isso realmente não importa porque o amor vai muito além de uma mera classificação. A. é um personagem “sem gênero”. Levithan expõe isso claramente: não importa se você é menino e gosta de menino. Ou se, é menina e gosta de outra menina, ou se é um menino que se sente menina ou vice-versa; o que importa é o amor. Esse sentimento que nos une e que tanto nos completa.

Gosto da maneira como Levithan discorre sobre a homossexualidade. É evidente que o autor não tem intenção de fazer apologia ou levantar qualquer bandeira, pois “todo dia” é um livro que tem como único objetivo encantar o leitor.

Todos os dias A. habita um novo corpo e tenta não interferir na vida das pessoas. Não se sabe direito como A. chegara nessa situação. A única coisa que sabe é que durante 16 anos de vida ele habita um corpo diferente todos os dias. Apesar de já ter “vivido” muitas vidas A. nunca se conectara a ninguém. Não até ser Justin por um dia e se apaixonar perdidamente por sua namorada Rhiannon. A. nunca sentira nada igual e não sabe muito bem lidar com a situação. 

Rhiannnon é obcecada por Justin e não consegue enxergar o quanto seu namorado é frio e distante. Juntos há um ano, Rhiannon não consegue imaginar sua vida longe de Justin. Até uma pedra de gelo seria uma companhia muito mais interessante para Rhiannon. Por esse motivo, A. decide presentear Rhiannon com algumas horas de felicidade. Um simples passeio à beira-mar está prestes a alterar a vida de ambos. A. sente-se conectado a Rhiannon e sabe que não será nada fácil levar essa história adiante. Como seria possível amar alguém sendo uma pessoa diferente todos os dias? 

Levithan já fora genial em criar um personagem que não têm nome, corpo e gênero, mas sua criatividade vai além ao criar tantos personagens “secundários” que na verdade atuam como primários ao decorrer da leitura. A cada corpo habitado A. nos relata como é acordar todo dia em um corpo diferente, mas as características físicas estão muito longe de ser o foco principal. São os sentimentos, anseios, angústias e conflitos pelos quais todos estão envolvidos que nos chamam a atenção. São histórias paralelas que se confrontam e possuem muitas características em comum. Em cada uma delas Levithan nos convida a refletir sobre um determinado assunto, alguns leves outros nem tanto, como: depressão, alcoolismo, religião, trabalho escravo, bullying entre outros. Contive-me em segurar as lágrimas em determinados momentos. Não há como não se identificar em algumas das histórias narradas por A. Sempre muito objetivo em ilustrar situações corriqueiras, Levithan disseca sobre situações que qualquer adolescente de 16 anos poderia vivenciar. A maneira como o autor escreve é muito peculiar. 


"Ao longo doa anos, fui a muitas cerimônias religiosas. Cada uma que frequento apenas fortalece minha impressão geral de que as religiões têm muito, muito mais em comum do que gostariam de admitir. As crenças são sempre praticamente as mesmas; apenas as histórias diferem. Todas as pessoas querem acreditar num poder superior. Todas querem pertencer a algo maior do que elas mesmas, e todas querem companhia ao fazer isso. Querem que haja uma força do bem na Terra; e querem um incentivo para fazer parte disso. Querem ser capazes de demonstrar sua crença e sua participação por meio de rituais e de devoção. Querem tocar o que é grandioso.
É somente nos pontos mais delicados que fica complicado e controverso, a incapacidade de perceber que, não importa qual seja nossa religião, sexo, raça ou localização geográfica, todos nós temos cerca de 98 por cento em comum com todos os outros. Sim, as diferenças entre homens e mulheres são biológicas, mas se você observa a biologia como mera questão de porcentagem, não há muita coisa diferente. A raça é diferente apenas como construção social, e não como uma diferença inerente. E quanto à religião, quer você acredite em Deus, Javé, Alá ou qualquer outra coisa, é provável que, em seu coração vocês queiram a mesma coisa. Por uma razão qualquer, nós nos concentramos nos dois por cento da diferença, e a maior parte dos conflitos que acontece no mundo é consequência disso.

É difícil optar por apenas um corpo pelo qual A. tenha habitado, pois cada um preencheu um espaço importante mesmo não sendo esse o foco principal do livro. Foi difícil segurar as lágrimas e conter o riso por diversas vezes. O pior é que li grande parte do livro durante uma viagem de trem e, imaginem o quanto foi complicado disfarçar minhas emoções. No começo foi estranho porque algumas pessoas ao meu redor simplesmente me olhavam com uma cara bem esquisita, achando no mínimo que eu era louca por estar falando ou rindo sozinha. Bem, Levithan é desses que nos faz corar facilmente. Depois desencanei. Deixei-me levar pela emoção e fiquei pensando em quanto esse momento era único.

Levei muito mais tempo do que o normal para finalizar a leitura, pois não conseguia me desligar de A. Prolonguei ao máximo esse momento para guardá-lo em minha memória, pois não é todo dia que nos deparamos com histórias tão intensas. 
Marcado de post-its do início ao fim, “todo dia” é um livro para se ler em doses homeopáticas. Todo dia uma dose diária de amor, em contas gotas, para que seu efeito seja duradouro.


"Queria que o amor conquistasse tudo. Mas o amor não conquista tudo. Ele não pode fazer nada sozinho. 
Ele depende de nós para conquistar em seu nome."

O desfecho da narrativa é simplesmente perfeito. Por mais que as coisas parecem óbvias, Levithan nos surpreende a todo o momento. Afirmo que “todo dia” é um dos melhores livros que li até o momento. Se houvesse uma classificação acima de favorito certamente ele a levaria. Por isso, recomendo a leitura a todos mesmo que isso pareça redundante. Como diz minha amiga Lele: Levithan é vida. Eu acrescentaria: Levithan é amor.





FICHA TÉCNICA
Título: Todo Dia
Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
N° de Páginas: 280
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Oi, eu sou Zilda Peixoto! Comando a Cachola desde 2009. Aqui compartilho um pouquinho sobre meu universo particular: resenhas de livros, séries, filmes, música boa, paixão por plantas, pugs, decoração afetiva, maternidade real e o que mais der na cachola..rs.. Sejam muito bem vindos!!!

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