Pages

  • INÍCIO
  • ÍNDICE DE RESENHAS
  • PROMOÇÕES
  • SEJA PARCEIRO DO BLOG

Cachola Literária

Uma declaração de amor ao mundo mágico dos livros



Eu não duvido do poder da música. Em um dia preto e branco ela me colore. Em um momento de tristeza ela traz de volta um meio sorriso. Em uma situação delicada ela me socorre.

Eu não duvido do poder do abraço. Ele transforma corações. Aproxima uma alma da outra. É a ponte para o reencontro. Traz de volta a paz. Remove qualquer impureza do espírito.

Eu não duvido do poder da chuva. Ela manda embora toda a desgraça, desamor e sujeira. Deixa tudo mais puro e renovado.

Eu não duvido do poder de um sorriso. Ele quebra qualquer gelo, desmonta uma cara feia, desarma quem trouxe munição no peito.

Eu não duvido do poder do olho no olho. Ele traz a confiança, a vontade de acreditar, a certeza de que ainda existe salvação.

Eu não duvido do poder do sol. Ele traz a saúde, devolve a beleza e de quebra ainda esquenta quem já congelou por dentro há tempos.

Eu não duvido do poder do perdão. Ele faz as cicatrizes ficarem mais suaves, devolve o viço da pele, ilumina o dia e o passado.

Eu não duvido do poder do amor. Ele traz o apoio, oferece o suporte, segura forte a mão, ajuda a segurar qualquer fardo, por mais pesado que possa parecer.

Eu não duvido do poder da fé. Ela ampara, acalenta, acolhe, aconchega, nos pega no colo e cantarola uma linda canção de ninar.

Eu não duvido do poder da vida. Ela ensina, reconstrói, resgata, ajuda, reencontra. E cura.

Desejo a todos os leitores da Cachola um Feliz Natal! Muita saúde e paz!


Share
Tweet
Pin
Share
5 comentários

Acredito que uma pessoa é e sempre será a maior inimiga dela mesma. Infelizmente, tenho provas disso todos os dias, mesmo sem querer. É claro que conscientemente ninguém vai se maltratar ou se ferir. Mas existe um universo desconhecido dentro de nós mesmos e no fundinho dele tem uma parte chamada boicote.


É como uma espécie de anjinho e diabinho: o anjinho caminha para o lado do bem, o diabinho puxa com força seu braço para o caminho da lama. E a vida nada mais é que uma tentativa absurda, diária e árdua de equilíbrio.

Nem sempre consigo ser tão equilibrada, ponderada e organizada quanto gostaria. Alguns dias são bem perturbadores e nunca sei direito como lidar com eles. De certa forma resisto um pouco em dar o braço a torcer para a falha. Eu não sei perder, tampouco gosto de não ter razão. Um lado orgulhoso ainda tem muito o que aprender sobre os precipícios. Nem sempre quero cair, às vezes, mesmo torta, exausta e me arrastando quero continuar andando. Preciso aprender a me deixar levar, a aceitar que chega um momento em que a gente perde a força e a própria verdade. Mas sou turrona, durona, não desisto tão fácil. Juro que quando bate o desânimo eu o aceito, acolho, beijo, abraço e mando embora. Muitas vezes o desânimo só quer um carinho, por isso faz essas visitas inesperadas.

Existe também a famosa culpa. Por que fiz isso? Por que não fiz aquilo? Esqueço que o que eu fiz já está feito. E às vezes remendar só fica pior. Então é preciso inspirar, expirar e não pirar. Volta e meia chega aquela insanidade travestida de esperança, o tal do "e se". E se eu tivesse tido uma chance? E se não estivesse chovendo? E se eu não tivesse me calado? É pura insanidade, pois o momento que passou não volta. E não adianta ficar filosofando incansavelmente sobre ele, isso nunca vai mudar aqueles milésimos de segundos que já se foram e não mais voltarão. 

Quando tenho uma meta muitas vezes pego alguns caminhos alternativos, desvios, esconderijos secretos. Nada que me desvie completamente do rumo escolhido, mas o caminho é mais longo e muitas vezes um pouco espinhoso. E olha que tenho pressa de chegar ao destino, não sou nada paciente, mas me boicoto frequentemente. Talvez não me ache capaz ou merecedora de bençãos e alegrias. Talvez. Ou talvez eu pense que vida bonita é coisa de filme. Talvez. Ou talvez eu ainda ache que essas coisas não são pra mim. Talvez. Penso demais e isso me atrapalha, fico tentando concatenar fatos, coisas, pessoas, situações e acabo no vazio, na imensidão, no questionamento. Ao invés de me aquietar, focar e ir atrás dos meus objetivos fico com interrogações mentais que nunca são solucionadas. Não entendo por qual razão penso tanto, às vezes, mesmo no silêncio, o pensamento está lá, lavando, passando, cozinhando, conversando, divagando. E eu fico ouvindo, afinal, não posso virar as costas para o coitado. Ele é sempre tão generoso e solícito comigo, seria uma injustiça bater a porta na cara dele. Então eu ouço. E por vezes ele tem um quê de inconveniência, sinto vontade de mandá-lo embora, mas me calo e escuto. Já me falaram dá-um-chega-pra-lá-nele, mas não consigo. Preciso aprender a ser mais dura, a pensar menos, a me equilibrar mais, a me estragar menos. Tomara que um dia eu chegue lá.


Fonte

Share
Tweet
Pin
Share
7 comentários
Sei que a gente vive em um mundo onde as pessoas estão cada vez mais ocupadas. É trabalho, casa, conta pra pagar, família, amigos, filhos. Temos que dar conta de tudo, dar atenção para todos e ainda cuidar para ninguém sair magoado, afinal, sua amiga reclama que você anda atarefada demais, sua mãe diz que você antes ligava mais vezes, sua irmã fala que você nunca tem tempo para um almoço no meio da semana.

Share
Tweet
Pin
Share
7 comentários
A gente podia ser mais tolerante um com o outro. Fazer uma corrente do bem, dos bons pensamentos, da sinceridade, da tribo do romance e da delicadeza. E pedir mais. Muito mais. Mais amor. Mais gente fina, elegante e sincera.

Share
Tweet
Pin
Share
8 comentários
Próximo post

Quem escreve


Quem escreve


Oi, eu sou Zilda Peixoto! Comando a Cachola desde 2009. Aqui compartilho um pouquinho sobre meu universo particular: resenhas de livros, séries, filmes, música boa, paixão por plantas, pugs, decoração afetiva, maternidade real e o que mais der na cachola..rs.. Sejam muito bem vindos!!!

Redes sociais

  • facebook
  • twitter
  • Instagram

IG @cacholaliteraria

Facebook

Cachola Literária

Assine nossa Newsletter

Livros com Desconto

Posts recentes

STATUS DO BLOG

Domínio: Cachola Literária
Endereço: www.cacholaliteraria.com.br
Desde: 15 de novembro 2009

Seguidores

RESENHAS

Created with by ThemeXpose