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Cachola Literária

Uma declaração de amor ao mundo mágico dos livros

Hoje é o meu aniversário. Chego aos 3.7 sem nem ao menos ter me dado conta de como a vida foi generosa comigo. Apesar de todas as merdas que enfrentei ao longo dos últimos anos, hoje não quero me queixar, só agradecer.


Agradecer primeiramente a Deus por ter me concedido a oportunidade de estar nesse plano. Segundamente porque ele me deu a oportunidade de ser mãe, duas vezes, de duas lindas meninas. Samara e Melissa, razão por eu ainda estar aqui, vivendo um dia de cada vez, errando, mas tentando ser a melhor mãe que vocês poderiam desejar. E, em terceiro lugar, não menos importante, quero agradecer a você, leitor, que esteve e permanece ao meu lado desde o comecinho da Cachola.

Mas você deve estar se perguntando o motivo pelo qual resolvi fazer um post desses,  que mas parece uma sessão de terapia. Ahhhh...se você está aqui, desde o comecinho, vai lembrar que eu usava o blog como ferramenta de escape. Bem no início eu escrevia sobre a vida, era aqui que eu me jogava por inteira, falava das minhas frustrações, compartilhava meus sonhos e tudo mais. Bem, o tempo foi passando e o prazer da leitura foi amadurecendo junto com o desejo de compartilhar minhas opiniões dessas leituras e, a Cachola foi tomando outro rumo e ganhando outra dimensão.

Hoje existe o Twitter como o melhor terapeuta e o mais barato de todos. E, olha que eu já passei hoje por lá viu! Quem quiser me seguir por la óh (@zildapeixoto) Não há quem o utilize de outra maneira. Aah claro, existem muitos babacas que o utilizam por outros motivos, mas isso é papo para um outro momento. Voltemos a razão pela qual estou aqui escrevendo esse post cheio de saudosismo.

Hoje acordei mais velha e, assim como nos outros anos, com uma vontade imensa de voltar pra dentro do útero da minha mãe. Ops, uma ressalva: para dentro de outro útero, meu Deus! De preferência para dentro do útero da minha mãe adotiva.
Nunca gostei muito dessa data, sempre achei tedioso comemorar uma data sem que ao menos eu estivesse verdadeiramente feliz. Talvez eu tenha guardado na minha mente más recordações, mas uma coisa de bom eu guardei com muito carinho. 
Morei com a minha família até meus 22 anos, até o momento que saí de casa para casar. Lembro bem, que não houve um ano sequer que eu não tenha acordado no dia do meu aniversário ao som do Parabéns pra você da Xuxa. Sim, sim, eu sempre amei a Xuxa e minha mãe sabia disso. Minha mãe sempre fazia alguma coisinha. Podia ser uma simples janta, um bolo de chocolate, mas nunca, nunca deixou de colocar meu disco de vinil da Xuxa para tocar. E o engraçado que era uma tradição e hoje tornou-se uma boa lembrança de tempos tão difíceis.

Depois desse dejà vu foi a derrocada para eu me sentir ainda mais na merda e emotiva. Lembrei da minha amiga de infância Vanessa, Badê, para os íntimos. Nossa, como eu tenho saudades da nossa amizade. Lembrei de todas as vezes que ficávamos no portão de casa, conversando horas a fio, sonhando, divagando, imaginando nossas vidas no futuro. Éramos duas adolescentes cheias de sonhos. Quando criança brincávamos na rua de bandeirinha, pique cola, taco e tantas outras brincadeiras que só quem viveu essa fase sabe o quanto ela é deliciosa.
O fato é que o tempo e as circunstâncias nos separou. Cada uma foi para um lado, ambas casamos, ela formou-se, passou a lecionar, constituiu uma família linda e é mãe de duas lindas meninas também. Isso a gente não combinou né amiga?! ahahahaha...
Que saudades daquele tempo. Tempo de muita inocência, tempo que acreditávamos em príncipes encantados, ou pelo menos que todos seriam sarados. Quanta inocência...
Hoje colecionamos muitos sapos e desencontros, mas com a certeza de que foi necessário. Cada uma escolheu um caminho a seguir.

A ideia de postar sobre o que estou sentindo no dia de hoje foi algo bem difícil. Sei que muitos devem estar achando um mimimi da porra tudo isso, e a vocês peço desculpas. Só queria dividir, compartilhar e receber em troca afeto, verdades e amor. Sem vitimismo, sem hipocrisia, por favor.
Com o tempo a gente meio que vai se acostumando a receber pouca verdade, pouco afeto, pouco amor e vai deixando pra trás um pouco do que a gente era e sonhava ainda quando bem pequeno.

Por último quero dizer que estou bem, apesar desse texto tão deprimido. Perdoem essa mortal que vos fala. É que todo ano é essa mesma merda. O tempo vai passando e a gente se desespera, acha que não viveu tudo que tinha que viver, sei lá, acho que é só crise de meia idade mesmo. No mais quero agradecer pelo carinho de quem ainda permanece por aqui. Tenham paciência comigo. Prometo enchê-los de boas resenhas, papo furado e boas notícias logo adiante. Só esperem esse dia de chororô passar.

Bjs. Nos falamos em breve.

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Quando criança eu sonhava em ser tanta coisa. Hoje, após tantos anos eu fico relembrando alguns desses sonhos e fico imaginando o quanto eu era esquisita. É sério, gente! Se eu tivesse que citar tudo que passava por essa cabecinha engenhosa e criativa aqui vocês nem imaginam. Eu sonhava com coisas concretas sabe, aquelas que estão ao nosso alcance até as mais absurdas possíveis. Obviamente que, as coisas absurdas predominavam no tempo em que eu era apenas uma criança. Hoje, muitos anos depois alguns sonhos foram esquecidos, outros deixados de lado temporariamente, mas de qualquer forma o que vale é a recordação bizarra que cada um ocupa na minha lembrança. 

Quando eu digo bizarra é porque uma coisa é certa: quem em sã consciência desejaria tais coisas?


1-   Apresentadora de Tv



Mas não é qualquer apresentadora não, minha gente! Eu queria ser a Xuxa, a Rainha dos Baixinhos. Imagina só: a pessoa tinha um cabelo todo encaracolado, uma cabecinha meio redondinha, olhos castanhos escuros, estava bem abaixo da estatura aceitável e... chega de bullying! Gente! Não ia rolar,né! Nem pra paquita eu tinha o perfil, quem sabe para ocupar o lugar do Praga. 
Eu tinha o costume de recortar imagens de pessoas e bonecos de revistas e gibis para criar o meu auditório. Rolava brincadeira e tudo. Tinha a hora do café da manhã, mas o melhor de tudo era a hora que eu descia da nave – a minha nave era uma escadinha de cozinha, tá! Sei que pode parecer insano, mas eu passei toda a minha infância idolatrando essa mulher e sempre imaginei que um dia eu seria como ela. Aí, eu cresci.

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O papo de hoje é sério, meio brabo, porém estritamente necessário. Quem acompanha o blog pode notar a minha ausência seja nas postagens das resenhas, na formulação de promoções independentes, ou até mesmo num simples divulgação ou release das editoras. 
O fato é que para tudo isso há uma explicação e, infelizmente, ela não é tão agradável quanto eu gostaria.


Faz tempo que gostaria de dividir com vocês, meus leitores queridos e amados, mas as circunstâncias em si não permitiram que eu viesse a público para falar do meu “problema”. Provavelmente, vocês devam estar se perguntando o porquê de eu ter decidido falar a respeito somente agora sobre a minha situação. Bem, primeiramente porque eu acho que não é justo com vocês que eu não atualize o blog com regularidade e , que se caso isso seja feito, que seja com qualidade e comprometimento, procurando sempre compartilhar a minha opinião seja através das resenhas ou a respeito de qualquer outro assunto que esteja relacionado ao conteúdo proposto pelo blog.

Se por um acaso você tem um minutinho da sua atenção leia minha breve biografia: Sou a filha mais velha de três irmãos, sou casada  com um homem maravilhoso que nem peçam de joelhos eu não passarei a sua ficha completa ( porque sabe como é?! A coisa anda feia e cada uma que dê seu jeito para segurar o que é seu! Sou mãe de uma linda menina chamada Samara de 7 anos de idade, linda, linda, linda... Quem acompanha meus perfis pessoais sabe como sou mãe babona e passo o tempo todo divulgando o meu amor incondicional por ela. Quem é mãe, pai ou pãe sabe do que eu estou falando. 


Então, a vida segue adiante cheia de pedras no caminho para que possamos ultrapassá-las, percalços, perdas e tantas outras dificuldades que nos são impostas. É a partir daí que muitos se perdem ou se deixem se perder, seja lá por qual for o motivo. 
O meu foi a falta de força, determinação, perseverança, até resultar numa crise já tão conhecida por muitos possivelmente: a síndrome do pânico, logo em seguida tantos outros sintomas ligados à depressão. E isso não aconteceu assim, meio que do dia pra noite. Um dia eu era uma pessoa alegre, ativa, trabalhava, tinha uma rede de relacionamentos até que um dia tudo simplesmente mudou. Foi nesse momento que o blog surgiu na minha vida. 

Tudo na minha vida havia perdido o sentido. Após 3 meses deitada sobre uma cama sem falar completamente, sem andar e sem enxergar perfeitamente, com muita força e fé consegui superar esse momento tão difícil. Foi o momento que eu precisei me redescobrir, reaprender a falar, a me relacionar com as pessoas, ou seja, tudo aquilo que normalmente fazemos para que possamos nos recuperar. No meio de tudo isso eu tinha que me lembrar o tempo todo da minha filha que tinha apenas quatro anos de vida e nem entendia direito o motivo da mãe não poder interagir com ela direito.  

A segurança e o apoio que meu marido e minha mãe me deram foram cruciais para que eu pudesse realmente me recuperar. E, Deus, claro sempre presente me amparando.
Após conseguir recuperar minha visão a primeira coisa que me veio à mente foi escrever. E naquele momento eu tinha tudo que eu precisava a minha disposição para começar um novo projeto. Uma estante repleta de livros, dos mais variados gêneros, agendas velhas ( que eu coleciono e faço anotações) essa mania estanha eu conto pra vocês em outro momento, juro!) e muita vontade de compartilhar meus sentimentos.


No começo o blog começou de um jeito meio desajeitado aonde eu apenas compartilhava pensamentos avulsos e citações dos meus autores favoritos: Luis Fernando Verissimo, Martha Medeiros, Clarice Lispector, Caio F. Abreu, Florbela Espanca e, tantos outros que não caberiam neste espaço. Com o decorrer do tempo passei a me dedicar a ler os livros que  colecionava e eram torturadas pela poeira constante devido ao esquecimento.

Por esse, motivo decidi criar a Cachola Literária que, hoje é meu maior prazer. É o fôlego que encontro quando me falta forças para respirar, é o meio de dizer ao mundo que sou alguém, que não sou nerd, cool, ou nada do gênero. Não gosto de rótulos ( a não ser dos produtos da Starbucks..rs) Tive vontade de compartilhar minha opinião através das minhas leituras e, com isso, nasceu uma "falsa metida a crítica literária" como sou rotulada por muitos. Esse é o grande problema de se expor, mas nem Cristo coitado, agradou a todos! Imagina uma mera mortal como eu? Fora isso, sou muito normal. Sempre tive tendência a me depreciar, achar que sou gordinha, tenho cara de Trakinas, que meu peito ainda vai me passar vergonha na rua, tipo andando tranquilamente, até que de tão exageradamente pesados me levarão a uma queda, possivelmente muito constrangedora. Meu cabelo era cacheado, daqueles que ficava lindo armado #SQN. Por isso, depois de muito Neutrox (tempos difíceis para que se mantivesse um cabelo domado), por fim, decidi alisá-lo. 

Estou a onze anos sofrendo compulsivamente para mantê-los arrumados, até que...resolvi ser loira. Nessa que a depressão atacou de vez fui até o banheiro e peguei aquelas tesouras de jardinagem e disse ao meu marido:
_ Eu não aguento mais! Ou você me paga um corte de rica, loira e diva ou eu passo a tesoura e podo tudo!
Meu marido coitado, no desespero, pegou a tesoura, guardou num lugar seguro e me levou no dia seguinte para a transformação. Resultado: Senti-me linda, postei e ostentei o resultado nas redes sócias e tudo o que tinha direito, sai pra jantar num restaurante japa que eu amo na minha cidade e por fim, no dia seguinte chorei de ódio! Por quê? A conta do cabeleireiro foi tão cara que me impediu que eu frequentasse o mesmo restaurante por pelo menos três meses. Olha que dureza!” Quanta burrice! Por essas e outras que dizem que as loiras são burras..rs

Depois de tanta baboseira, eu gostaria dizer a todos o quanto tem difícil se manter lúcida diante de tantos remédios. Abandonei sonhos, larguei a academia, relaxei na dieta, e tenho feito tudo o contrário. Não consigo ler com muita frequência devida  visão turva resultado da própria medicação, mas gostaria de dizer que estou tentando.


Seria muito mais fácil fazer um vídeo, eu sei talvez lhes pouparia de ter de ler tanto, mas como eu disse, anteriormente é ainda muito difícil pra eu falar a respeito, compartilhar a minha dor, ainda que eu saiba que existam muitas pessoas que passam pelos mesmos problemas. Mas falar em público ou na frente de uma câmera na tela do computador é a morte. É sério! Eu “tenho a voz muito fina, gaguejo porque fico nervosa e falo “né” mil e quinhentas vezes”. Olha que tortura seria assistir a isso.

Eu só decidi tomar essa decisão após assistir um vídeo Por que o blog é minha terapias?(assistam!) da Jeh Asato na qual ela fala do transtorno dela e o quanto é difícil lidar com ele, mas em contrapartida ela me ajudou a acreditar que eu possa fazer algo para mudar e conviver com esta situação. 


Não vim aqui para pedir dinheiro pra ninguém, fiquem tranquilos, por enquanto, a coisa ainda não chegou a esse ponto. A única coisa que lhes peço é paciência. Sei que tenho milhares de resenhas para postar, de editoras e parceiros e que todos esperam que eu cumpra com o meu compromisso. E, obviamente que não faltarei com nenhum deles.

Tudo na verdade é difícil porque morro de vontade de ir a alguns eventos que acontecem na cidade, mas o temor, a vergonha, a timidez, o nervosismo, as mãos suam frio, ou seja, a síndrome ataca sem dó nem piedade. E o que me resta é discutir online as experiências alheias. Fora isso eu espero que possamos  trocar ideias e formular projetos por muito tempo porque apesar de tudo, não me passa pela cabeça acabar com o blog. Vocês, leitores, são o motivo pelo qual ainda me mantenho firme, bem aqui do outro lado da tela, escrevendo coisas legais, em outros momentos nem tão relevantes assim.

O negócio é admitir a doença, compreendê-la e se tratar, e isso eu já venho fazendo. Por esse motivo decidi compartilhar com vocês essa agonia que não cabe dentro do peito, só quem vive sabe do que eu estou falando.
Espero continuar postando, tentando inovar com outras postagens, textos mais autorais, dicas de coisas interessantes, mas nada que fuja completamente do foco principal do blog: a literatura.


Que possamos trocar muitas risadas ainda juntos e que possamos lembrar-nos disso somente quando eu atingir os 103 anos porque a minha fé e intuição me dizem que eu consigo chegar até lá. Obviamente deixando as coxinhas e brigadeiros de lado e caindo dentro do Whey Protein. Mentira, gente! Tudo é equilíbrio na vida. Eu  adoro os quitutes das festinhas de crianças.
Com as coisas caminhando como devem ser lutando bravamente para vencer a tal dessa “mardita” doença do século que só serve mesmo é para enriquecer as indústrias farmacêuticas a gente vai levando tudo na boa, como Deus permitir.

Nada de chororô, pelo amor de Deus, vamos deixar isso pra Nicholas Sparks, Maurício Gomyde e companhia porque o sofrimento nos livros é algo muito mais prazeroso, inebriante. A gente sofre porque é sem vergonha mesmo, gosta de se apaixonar pelo mocinho, chora quando o anti-herói decepciona e abandona a mocinha mesmo sabendo que no final tudo vai ficar bem. 

Na vida real a gente reza e torce pra que tudo seja tão bonito quanto nas páginas de um romance, é ou não é? Mas também tem momentos que dá vontade de sair por aí dando um de Walking Dead e comendo a cabeça de todo mundo. É aí que mora a graça da coisa: a gente faz da nossa vida o que a gente quiser. Sonhar é permitido a todos, mas quem é um leitor(a) apaixonado sabe que de todas as histórias lidas, todas podem ser aproveitadas e vividas de alguma maneira. Eu ainda não consigo caminhar sozinha, mas a fé me permite que eu cheque até aonde eu quiser. Disso eu tenho certeza. No momento estou lendo um livro bem propício para o momento: “Como ter uma vida normal sendo louca, das autoras Camila Fremder e Ana Rosa”. É ou não é uma boa pedida? hahaha
É isso ai, pessoal! Vida que segue! Até para falar sobre algo tão difícil há de considerar que devemos levar a vida com o humor pois é a maneira mais fácil de encarar tais problemas. Me dê algumas folhas em branco e atenção que pelo menos algumas risadas sairão disso aí.


Beijitos no core de cada um que leu este artigo enfadonho até o final. Vocês são demais!

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Quando nasce um texto? 

Você já se fez esta pergunta alguma vez na vida? Você deve estar se perguntando o porquê de tal questionamento, mas irei tentar explicá-los de onde e quando surgiu tal indagação. Tenho o hábito de visitar e acompanhar alguns colunistas do jornal da Folha e me deparei com um texto bem legal do colunista Gregório Duvivier.



Sempre muito irônico quando o assunto é narrar o comportamento humano Gregório disserta sobre um dos males mais corrosivos que afetam a sociedade contemporânea: a procrastinação.
Levando-se em conta a maneira como ele a descreve, fiquei a pensar sobre como nos comportamos diante da tela de um computador quando estamos atolados de tarefas a cumprir.

Quem nunca ao chegar ao trabalho antes mesmo de acessar a tela remota (área especifica onde acessamos as informações da empresa) se viu acessando os perfis do Facebook ou twitter? Fala a verdade! Lembre-se: mentir é pecado.

Isso quando você tem aquela leitura para iniciar e a deixa de lado para ler notícias que provavelmente não mudariam sua vida: “Golfinho na Malásia sofre dois dias com a perda de seus dentes". “Mulher Melão jura não ter colocado silicone e que tem seios fartos desde os oito anos. É coisa de família". "Dilma confessa detestar a cor vermelha. “Sempre gostei mais de verde abacate”. E por aí seguimos rumo ao Vale das Sombras. Perdemos-nos em meio a tantas informações inúteis e o compromisso por ora vai sendo adiado. Por isso você deve se perguntar por quanto tempo se mantém procrastinado. Por mais difícil que seja admitir tal desvio precisamos nos ater ao fato de que somos bombardeados a todo o momento por informações inúteis que tem por objetivo nos desviar a atenção. 

As redes sociais e outros aplicativos estão aí para comprovar isto. O whatsApp é outra pedra no nosso caminho. Depois da proliferação de recursos tecnológicos nossa vida nunca mais fora a mesma. Aliás, é a nossa produtividade que é atingida. É claro que não devemos bani-la do nosso cotidiano, até porque dependemos dela indiretamente para nos manter atualizados, mas aí até passar horas do nosso valioso dia convidando os “amigos” para jogar “Crush sei lá das quantas” ninguém merece.


Foco é a palavra da vez! Focar no trabalho, naquela leitura por ora deixada de lado, naquele texto que você deve apresentar na faculdade e etc. Então, eu lhe pergunto: Quando nasce um texto? Quando nasce uma resenha?

Expomos esses infortúnios ao longo do nosso caminho propositalmente para chegar aonde gostaríamos. Em que momento você começa a escrever? Sua resenha se dá a partir de um prazo determinado? Sabe aquele momento que tem alguém bem no pé do seu ouvido ou diante da tela do seu notebook lhe exigindo um prazo para resenhar determinado livro? 

Sabemos da importância de se estabelecer um prazo para resenhar tal livro, mas o que gostaríamos de saber é se você funciona quando é cobrado. 
No meu caso a coisa funciona da seguinte maneira: Primeiramente tem de haver uma identificação para o texto fluir. É assim em todas as situações. Não entremos no mérito se a leitura do livro é agradável ou não. Já li muitas críticas negativas tão boas quanto positivas. Cabe o leitor tirar suas próprias conclusões.

Será que o ato de procrastinar é um dos grandes males da sociedade contemporânea?

Sempre reclamamos da falta de tempo, do caos do trânsito, da barriga negativa da Cláudia Leite entre outros desvios que perturbam nossa concentração. 
Há de se convir para que o texto nasça e que venha ao mundo com qualidade e, que se torne digno de respeito e atenção devemos dedicar nosso precioso tempo a ele. E caso ele venha a ser prematuro que possamos ter sabedoria o suficiente para não abandoná-lo a bel prazer.

Entre analogias e bifurcações voltemos ao nosso ponto de partida. 
Não conjugueis o verbo Procrastinar. 


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Morre lentamente quem não troca de ideias, não troca de discurso, evita as próprias contradições. Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.


Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

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Na última quinta feira, dia 6, um jovem foi preso acusado de roubar três livros da Livraria Cultura em Salvador. Morador do bairro Paripe, localizado no subúrbio de Salvador, o jovem Alex Santana Souza de 19 anos confessou que já havia roubado outros dez livros na mesma livraria. 























A notícia é bizarra, mas infelizmente não é. Fico a pensar em diversos fatores que levaram o jovem a cometer tal "crime". Por favor, não estou aqui para fazer qualquer apologia ao crime. Longe de mim! Mas fica um pergunta no ar: Até quando iremos nos chocar? Este é o retrato social em preto e branco do país em que vivemos. Fato.

Nós, blogueiros literários que levantamos todos os dias dispostos a falar, respirar e propagar a literatura sabemos qual o valor da leitura em nossas vidas. Por isso, uma notícia que deveria ser banal, pois trata-se de mais um crime como tantos outros que já estamos acostumados a conviver acaba nos chocando tanto. Independentemente da atitude errada que este jovem tenha tomado, a sua ação deve ser avaliada cautelosamente.

A primeira coisa que poderíamos dizer é: Ah! Ele não precisava roubar! Poderia ir a um sebo. Ou pegar emprestado com um amigo! Ou numa biblioteca municipal! O fato que é normalmente acabamos por julgar a atitude alheia sem o devido conhecimento da situação.


No momento em que o best-seller A menina que roubava livros toma conta do cenário com sua recente adaptação cinematográfica sendo exibida atualmente em todas as salas de cinema do país e livro sendo relançado pela Intrínseca, editora responsável pela publicação no pais, podemos fazer uma ponte entre a ficção e a realidade. 


O best-seller “A menina que roubava livros” aborda de maneira direta e impactante as mazelas do nazismo, em uma época de perseguição a comunistas e jovens que se rebelavam contra o genocídio de judeus por Hitler. Na obra, uma jovem aprende a ler e se apoia nas publicações para obter um sopro de esperança no futuro. E o que isso tem a ver com o Brasil? Bem, enquanto a obra de Markus Zusak trata de uma história fictícia, aqui ela é real, e guardadas as devidas proporções, também impressiona.

Um menino foi preso em flagrante na região Nordeste quando roubava três livros, em uma livraria no Salvador Shopping. Há informações de que a fiança teria sido fixada em dois salários mínimos e o jovem teria roubado os livros por não ter dinheiro para comprá-los. Pior, ainda confessou ter levado outras obras, com conteúdo pedagógico.

No contexto social, as convenções indicam que um meliante deve ser punido, pois há a ideia de se manter um perfil corretivo, com a intenção de reeducar o indivíduo para que não volte a cometer delito. Há, ainda, o caráter exemplar, com a intenção de desincentivar outras pessoas a cometerem atos semelhantes. Apesar disso, imaginar um jovem de 19 anos preso por esse motivo, realmente é alarmante.

No livro de Zusak, lançado em 2006, é difícil não se emocionar com o drama da protagonista Liesel, uma menina que aprende a ler a duras penas e, assim, consegue sair da letargia. Com os pensamentos soltos, ela ganha um tipo de sobrevida em meio ao caos, pois amplia o vocabulário e cria uma espécie de Aurélio, usando as paredes de um sótão como o seu grande quadro negro. O drama fez tanto sucesso que ganhou até uma adaptação para o cinema, e o longa-metragem ainda pode ser conferido, pois ainda está em cartaz.

A fatalidade no caso da vida de Liesel era a de ter sido abandonada pela mãe, após ter perdido o irmão mais novo. Ela ainda tinha de viver aos sobressaltos, pois temia a aproximação de militares da Gestapo. Já o jovem que mora na Bahia, e que fora perseguido por policiais de verdade, sentiu na pele o resultado de suas escolhas. Sem apologia ao crime, longe disso. A ideia aqui é discutir a respeito da condição humana e de como a sociedade reage em um caso como esse. Afinal, do ponto de vista dos negócios, o que caberia à rede de livrarias fazer? É complicado.

A família do jovem preso teve de angariar dinheiro para pagar a fiança e tirá-lo do Complexo Penitenciário da Mata Escura. O garoto brasileiro informou que viu no furto uma das poucas opções para adquirir os livros, já que a sua mãe não tinha condições de comprá-los. E confessou ainda o roubo de cerca de dez outras obras, todas para estudar. No best-seller sobre Liesel, contado de maneira exótica por ser narrado por ninguém menos do que a morte, é difícil não se chocar. Já no drama lado B — justamente de Brasil —, a demora dos royalties do pré-sal para a Educação poderá custar muito caro, ao que parece. O preço pode ser aquele a ser pago por uma geração inteira de pessoas carentes, e cada vez mais marginalizadas pela falta de oportunidades, onde se verifica um abismo social a perder de vista.


Fonte: DCI
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Oi, eu sou Zilda Peixoto! Comando a Cachola desde 2009. Aqui compartilho um pouquinho sobre meu universo particular: resenhas de livros, séries, filmes, música boa, paixão por plantas, pugs, decoração afetiva, maternidade real e o que mais der na cachola..rs.. Sejam muito bem vindos!!!

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