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Cachola Literária

Uma declaração de amor ao mundo mágico dos livros


Seja bem-vindo ao nosso futuro!
As grandes cidades convivem com a divisão entre as “zonas vigiadas” e suas periferias. O uso de drogas e medicamentos é disseminado, sendo controlado por laboratórios. Implantes cibernéticos são uma realidade, aumentando capacidades e aptidões, como a de memória, para aqueles que conseguem arcar com os custos. Religiões e grupos terroristas alimentam-se do descontentamento e das diferenças sociais.
Venha acompanhar a história de Ramiro, um advogado que perdeu o prazer de viver. Depois de quase ser morto, tenta retomar a rotina profissional e dar sentido ao que restou da sua vida. Em litígio com os sócios do escritório, parte como caçador em busca de uma vingança que o acabará transformando em caça.
Perseguido, doente e sem recursos, a sobrevivência de Ramiro dependerá da sua capacidade de improvisação, do seu conhecimento de sistemas de dados e das aptidões adquiridas com dois implantes cerebrais, que lhe permitem acesso à “rede” e aumentam a sua memória.
Um Passeio no Jardim da Vingança é um suspense denso, com personagens marcantes e amorais, que dão à narrativa múltiplos pontos de vista e linhas cronológicas, e onde a ficção científica é um pano de fundo para uma história na qual o personagem principal é a natureza humana.


Com uma narrativa perturbadora e intrigante, o livro "Um passeio no jardim da vingança", do autor e juiz do trabalho Daniel Nonohay, explora o universo de distopias, tema frequente no mundo das séries. 

Fazendo link com produções como Black Mirror, que narra histórias que se passam em um futuro não muito distante e distópico e que mostram de um jeito meio assustador onde a tecnologia - ou o nosso vício em tecnologia, redes sociais e afins - pode nos levar, o autor convida aos leitores a imergir em um ambiente cercado de dinheiro, conspiração, inteligência artificial e um único desejo: a vingança.

O juiz do trabalho de Porto Alegre, Daniel Nonohay, despertará no leitor muitos sentimentos e um verdadeiro desconforto. Emoções que somente os escritores mais ousados conseguem trazer para a literatura. Entrar na narrativa de Um Passeio no Jardim da Vingança é, sem exageros, um caminho sem volta. Lançada pelo grupo Novo Século, a trama apresenta um anti-herói, que provocará distintas sensações, empatia e por que não, raiva?

A obra é uma ficção policial futurista em um mundo no qual a tecnologia é extremamente avançada e a capacidade de memórias e aptidões humanas se amplia por meio dos implantes cibernéticos. Nesta cidade distópica, dividida entre zonas vigiadas e periféricas, as drogas são controladamente liberadas.  

O recurso literário utilizado em Um Passeio no Jardim da Vingança apresenta uma linha cronológica paralela que já transporta o leitor para o ápice da história. 

“Acessei a rede e carreguei os depoimentos e as demais provas. A película piscou, solicitando que eu permanecesse imóvel, enquanto autenticava os documentos com base na minha leitura biométrica. Os procedimentos eram realizados em silêncio, mas um dó menor mudo, contínuo e tenso podia ser quase ouvido vindo do sistema.” (p.17).

O relato acima, narrado em primeira pessoa, é do advogado Ramiro, personagem principal que não tem mais perspectivas na vida. É rico, drogado, adúltero, já não gosta mais do trabalho, até sofrer um atentado terrorista em meio a uma audiência e quase morrer. A trama segue com o protagonista descrevendo como foi se recuperar de dois meses em coma e a tentativa de retomar a vida no escritório de advocacia.

Depois de ser impedido de retornar ao escritório e ter o ego ferido, Ramiro começa a utilizar a tecnologia disponível, inclusive dois chips implantados em seu cérebro, para conseguir o máximo de informações sobre as movimentações que eram realizadas por seus sócios. Mesmo sabendo que o caminho era sem volta, ele não imaginava que, além deles, outras organizações estariam envolvidas neste círculo de crimes, como uma seita religiosa e seu perigoso pastor.

Com uma narrativa rápida e de estilo próprio, Nonohay demonstra os sentimentos e o caráter dos personagens de forma que fica fácil associar o drama da ficção com a própria realidade, construindo uma trama atemporal. O leitor verá uma simples decisão colocar em risco o próprio Ramiro, sua esposa, os sócios e todos aqueles que se sentiam seguros ao redor deles.

Um Passeio no Jardim da Vingança, que chega agora às livrarias de todo o país, tem como cenário uma Porto Alegre de 2038. Ameaça, tecnologia, estupro, coerção e morte são alguns dos temas intensos e polêmicos dessa trama inacreditável e imprevisível. Uma viagem futurista para as mentes que não conseguem ficar longe de uma intensa narrativa.

Sobre o autor

Daniel Souza de Nonohay nasceu em 1973 e mora em Porto Alegre. É casado e pai de duas filhas. Juiz do trabalho, escreveu o seu primeiro romance à mão, em dois cadernos pautados, quando tinha 17 anos. É autor de artigos técnicos, na área do Direito e políticos, que foram publicados em livros, jornais e sites. Organizou livros de coletâneas. É colorado. Atuou como professor e é pós-graduado em Direito do Trabalho. Foi Presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho do Rio Grande do Sul. Atualmente, aproveita cada um dos seus poucos segundos livres para escrever, a sua segunda paixão.

Ficha Técnica
Um Passeio no Jardim da Vingança – Daniel Nonohay
Páginas: 301
Formato: 13x18cm
ISBN: 9788542809275

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“Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis – considerados gastos inúteis para a sociedade restrita – serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles... ou uma missão suicida.”



Depois um longo período de boas leituras eis que me deparo com uma história insossa e extremamente cansativa. Até o momento The 100 é sem dúvida um dos piores livros que li durante o ano. Muito burburinho se fez por causa desse lançamento e, confesso que não fiz parte da galerinha que aguardava ansiosamente por ele. Não tenho o costume de acompanhar séries de TV e, assim que tomei conhecimento da sua existência cheguei a pensar que talvez fosse uma boa oportunidade de conhecer o livro. Porém, acho que o projeto do livro em si é um equívoco, pois The 100 é aquele tipo de história que funciona somente para as telas da TV, no máximo para o cinema. 

A premissa do livro em si é interessante, mas Kass Morgan se perdeu ao longo da narrativa. Por um momento cheguei a pensar que se tratava de uma história pós-apocalíptica, mas com o decorrer da leitura identifiquei pequenos desvios que se perpetuaram ao longo da narrativa. A começar pelo foco principal do livro. 

Após uma guerra nuclear a Terra foi devastada e deixou de ser a morada dos humanos que passaram a viver em naves espaciais. Cem jovens considerados delinquentes e um estorvo para a sociedade são escolhidos para retornar a Terra com o intuito de reabitá-la. Dentre os cem escolhidos, quatro histórias se cruzam e passam a fazer parte da novela mexicana de Kass Morgan. Talvez se Kass tivesse focado nos conflitos entre os tripulantes já seria um bom começo, mas não, ela simplesmente esquece o seu propósito e passa a narrar conflitos amorosos de seus protagonistas. Pouco importa se fulano gosta ou não de ciclano quando o objetivo principal é retornar a um planeta que fora devastado. 

Outro “câncer” provocado por Kass é a maneira como ela construiu seus personagens. Num primeiro momento esperamos que os delitos cometidos pelos tais delinquentes sejam explicados, ou pelo menos apresentados com clareza e, mais uma vez o que Kass faz? Ela simplesmente lança algumas informações soltas no ar e no espaço para que o leitor tente encontrar algum sentido. Ainda bem que não criei nenhuma expectativa em relação à leitura, pois seria ainda mais difícil de encarar a decepção. 

O livro é apenas uma breve introdução. Nele conhecemos a história de quatro personagens que foram escolhidos para retornar à Terra como uma segunda chance, já que todos os jovens que tivessem cometido algum tipo de delito tinham como única opção o julgamento e a morte após completarem seus 18 anos de idade. Pode-se dizer que não era lá uma das melhores opções, já que muitos não acreditariam sobreviver num planeta que fora completamente dizimado. 

Como se não bastasse Kass criou seus personagens sem fugir do modelo estereotipado. Clarke é a figura emblemática da mocinha perfeita, inteligente, perspicaz, aquela que busca por justiça e pelos direitos dos outros. Wells é o mocinho, o partido cobiçado por todas as meninas da Colônia. Filho do Chanceler, oficial da Colônia que tem a sua frente um futuro brilhante, mas que decide deixar tudo isso para trás para proteger sua amada dos perigos que a cercam. Oh!!! Wells nem de longe convenceu como figurinha moldada a príncipe encantado das galáxias. 

Bellamy é um dos poucos personagens que justificam sua existência na narrativa fazendo jus ao perfil “encrenqueiro sim, mas sou do bem”. Finalizando a trupe da nave temos Glass que também deveria fazer parte do grupo que foi enviado a Terra, mas que por motivos óbvios conseguiu fugir a tempo. É através dos seus relatos que passamos a conhecer melhor os pormenores de se viver dentro da nave. Nesse ínterim, a narrativa segue rumo à total escuridão. Pouca ação, trama rasa, personagens mal desenvolvidos. Ou seja, resquícios de um projeto a ser melhorado a partir dos próximos volumes da série. 

O engraçado nisso tudo é que tive uma leve impressão que já tinha “visto” esse mesmo enredo ambientado em algum desses realitys shows da vida, quase que uma mistura de Lost e No Limite. Bizarro, né? Enfim, previsibilidades à parte hei de se seguir adiante. 

Vamos acompanhando a história sob a perspectiva dos quatro jovens. Dos 100 escolhidos passamos a entender a razão pelo qual eles se encontram nesta situação e, isso se deve aos inúmeros flashbacks contidos ao longo da narrativa. Aliás, não gostei e achei totalmente inapropriado e cansativo tal recurso. Acredito que bastaria apenas a autora apresentar os personagens cada um a seu tempo, ou ainda que ela os apresentasse separadamente, mas essa coisa de narrar no presente e voltar a todo momento ao passado é como andar dentro de um labirinto. Fora o fato de que alguns personagens ficaram à deriva completamente somente para justificar a existência de outro. 

Para um livro do gênero a única coisa que se espera é muita ação, a não ser quando essa falta seja intencional para que no próximo volume da série ela seja inserida dentro do contexto, mas acredito que este não é o caso. Poxa vida! Cem jovens são escolhidos para retornar à Terra sem saber o que os aguarda e na chegada o que acontece? Nada? Um ou dois corpos sem vida? Dãh... 
Kass Morgan estava muito mais preocupada em narrar o coração partido dos tripulantes do que relatar a viagem e os perigos em si. Agora, não se sinta desestimulado a ler o livro, pois nos últimos quarenta e cinco segundos da trama Kass dá um "up" e deixando o leitor com cara de paspalho, desejando mais do que tudo por sua continuação. Nessa hora tudo o que eu mais desejei, de verdade foi jogar o livro na primeira fogueira que surgisse a minha frente. Pra quê? Por quê? Kass poderia ter me poupado pelo tempo de leitura desperdiçado. 

The 100 tinha tudo para ser um livro interessante, legal, mas deixou a desejar. Depois dessa experiência frustrante nem sei mais se quero assistir a série ou se irei continuar acompanhado a continuação da série nos livros. Acho que prefiro continuar em terra firme e deixar a história de Kass Morgan, literalmente ir para o espaço. Acho que é lá o seu lugar.





Título: The 100 - Os Escolhidos - Livro 01
Autor(a): Kass Morgan
Editora: Galera Record
Número de páginas: 287
Gênero: Distopia
Skoob


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Nesta última quinta (05/09) a editora Farol Literário revelou a capa do terceiro e último livro da trilogia Reiniciados, de Teri Terry.


Para alegria dos fãs, Fractured -  o segundo volume da trilogia será lançado pela Farol Literário em novembro no Brasil. 

Quem ainda não teve a oportunidade de ler Reiniciados não sabe o que está perdendo. Reiniciados é uma distopia simplesmente impactante. Confira a resenha aqui e corra para adquirir o seu exemplar!!!

Veja como ficaram lindas as três capas juntas. Vale ou não vale um lugar cativo na sua estante?


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Oi, eu sou Zilda Peixoto! Comando a Cachola desde 2009. Aqui compartilho um pouquinho sobre meu universo particular: resenhas de livros, séries, filmes, música boa, paixão por plantas, pugs, decoração afetiva, maternidade real e o que mais der na cachola..rs.. Sejam muito bem vindos!!!

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