O autor entrevistado pela Cachola Literária é Edson Santos, autor do livro "O Mendigo" publicado pela editora Baraúna. A entrevista reflete toda a simpatia e carisma que Edson dedica aos seus leitores. Confiram essa conversa descontraída e conheçam mais sobre seu trabalho.
Olá,caros leitores!
Erick Sama, editor da editora Draco concedeu uma super entrevista ao site Meu Herói. Erick fala sobre o trabalho na editora e a visão de mercado da Draco. Confiram!
A Editora Dracaena está com uma nova promoção para seus leitores e parceiros.
Demonstre sua paixão pelos autores nacionais e ganhe muitos prêmios!
Para participar é muito fácil:
Tire uma foto com um de nossos livros e crie uma frase que expresse seus sentimentos pelo livro da foto, pelo autor da obra ou pela Editora Dracaena.
Envie sua foto para o nosso email (marketing@grupooxigenio.com), junto com seu nome completo, twitter (opcional), cidade e estado onde mora. Mande quantas fotos quiser, mas sempre com um livro diferente da Editora Dracaena por vez.
As fotos serão postadas nas nossas redes sociais (Twitter e Facebook) para todo mundo votar. As dez (10) fotos mais curtidas e comentadas serão as ganhadoras da promoção.
Para vencer essa, você tem todas as chances possíveis. Basta compartilhar, divulgar e pedir para todo mundo votar na sua foto.
E o prêmio? Cada um dos vencedores poderá escolher 01 exemplar de qualquer livro da Editora.
São 18 títulos para você escolher:
Contos De Meigan / A Arte Da Invisibilidade / O Imortal / Demoníaco / Faces de um anjo / Redenção / Equinócio / O Alma / A Ordem dos Lendários / Terra sem lei / Yume / O Amor dá uma segunda chance /Sentimento Fatal / Oldar / Diário Serial / O Punhal / O Escolhido e O Vale das borboletas.
Só entram na promoção as fotos que seguirem todas as regras. A frase deve ter coerência e bom uso da língua. Imagens ofensivas ou que possam ofender a obra, o autor ou a Editora não serão classificadas.
Participe!
Regras:
1 - Promoção é valida em todo território nacional de 01 de maio de 2012 a 19 de Junho de 2012.
2 - Os ganhadores serão divulgados no dia 21 de Junho via Facebook, Twitter e no Blog oficial da Editora Dracaena.
3 - Cada participante poderá escolher um livro por cada foto enviada.
4 - A escolha só é valida para os 18 livros participantes do concurso.
5 - Caso o participante queira participar com mais de uma foto, será necessário ter em cada foto livros diferentes.
6 - Foto enviada sem os dados solicitados será desclassificada.
Favor enviar a seguinte autorização por email junto à foto enviada:
Eu autorizo o uso de minha imagem e meus dados (nome, cidade e estado) no Concurso Cultural Apaixonado por Nacionais, organizada pela Editora Dracaena.
Nome completo:
CPF:
RG:
Endereço completo:
Facebook:
Twitter:
Autor Igor Castro é destaque em Ponta Grossa no Jornal da Manhã. Compre já O Diário Serial no Site da Editora e na Livraria da Travessa
Confira os books trailers do livro "A Arte da Invisibilidade”, do autor Allan Pitz.
Confira o book trailer do livro “Limiar: entre o céu e o inferno", da autora Elaine Velasco.
Lançamento previsto
para: 06/12
A Editora Dracaena está em busca de novos autores para publicação, divulgação e distribuição nacional.
Publique seu livro com uma das editoras que mais cresce no Brasil.
Envie seu original para avaliação através do email: publique@dracaena.com.br
Para mais informações acesse AQUI o site da Dracaena
Confira os novos marcadores exclusivos da Editora Dracaena.Compre qualquer livro no site da Editora Dracaena e receba marcadores de presente. São 3 marcadores para cada livro adquirido pelo site da Dracaena.
Olá,pessoal!
A Cachola Literária abra seu espaço para divulgar um dos lançamentos da editora Modo e a entrevista do autor Rubens Conedera que nos fala sobre sua carreira e um pouco mais sobre o lançamento de seu livro.
O mantra de que poucos leitores brasileiros estão interessados na ficção escrita hoje no país, entoado por escritores e críticos, só se sustenta por meio do artifício de excluir do campo da ficção nacional o maior fenômeno de popularidade do século 21.

Sim, faz tempo que nossas listas de best-sellers viraram terra estrangeira, mas dificilmente alguma estrela internacional arrastará tanta gente à Bienal do Livro do Rio, que ocupa até dia 11 o Riocentro, quanto a escritora carioca Thalita Rebouças. Aos 36 anos, Thalita atingiu este ano a marca de 1 milhão de exemplares vendidos ao longo de dez anos de carreira, uma montanha de livros erguida com onze títulos voltados para um público-alvo muito preciso: adolescentes e pré-adolescentes do sexo feminino. “Para mim leitor é leitor, pode ter 8, 13, 20, 30 ou 60 anos”, diz ela.
Numa divertida entrevista deste ano a Jô Soares, Thalita lembrou a Bienal de 2001, quando subiu numa cadeira para apregoar aos passantes perplexos as qualidades de seu primeiro livro, “Traição entre amigas”. Em artigo publicado ontem no blog da Companhia das Letras, o editor Luiz Schwarcz poderia estar falando dela quando diz: “Se hoje sabemos que não é correto julgar as pessoas pela classe social, falta ainda aprender a não usar a literatura como forma disfarçada de preconceito. Falta aceitar e entender leituras e leitores diferentes de nós”. Isso mesmo: aceitar, entender e, acrescento eu, quem sabe aprender alguma coisa.
1. Escritores brasileiros costumam se queixar da falta de leitores. A culpa é dos leitores ou deles? Vendo você falar ao Jô da sua cara de pau na primeira Bienal de que participou, fiquei pensando: será que a nossa literatura não sabe se comunicar com o público? Que dicas você daria para mudar isso?
– A verdade é que o Brasil, comparado a outros países, ainda lê muito pouco. Eu acho que a minha cara de pau ajudou muito na divulgação, mas se os adolescentes não se identificassem com o meu texto certamente o mico da Bienal e as inúmeras visitas que fiz a livrarias não teriam valido a pena. De qualquer forma, para os pouco tímidos, minha dica é mesmo correr atrás dos leitores, principalmente nas feiras de livro. Deu muito certo para mim e está dando certo para outros autores que eu conheço. A competição é grande, é preciso arranjar uma forma de fazer a diferença.
2. Alguns críticos olham para grandes vendedores de livros infantojuvenis como você e enxergam apenas formadores de futuros leitores. É como se os leitores só se tornassem leitores ao chegar à chamada literatura “séria”. Isso traduz um preconceito, é claro, mas você tem notícia de fãs seus que partiram para novos desafios de leitura, chegando, sei lá, a “Grande sertão: veredas”?
– Para mim, leitor é leitor, pode ter 8, 13, 20, 30 ou 60 anos. Uma frase que eu escuto muito dos adolescentes é: “eu odiava ler e passei a gostar depois dos seus livros”. Muitas mães também me dizem, felizes da vida, que depois de um livro meu o filho não parou mais, que chega a pedir livros de presente de aniversário, olha que bacana. Fico toda prosa.
Os pré-adolescentes e adolescentes costumam implicar com livros. A transição do livro ilustrado para o livro só de texto é difícil, e muitos abandonam o hábito da leitura exatamente nesse período. Acho que cabe, sim, aos autores infantojuvenis trazer esses jovens de volta ao hábito da leitura. Mas não me vejo apenas como uma formadora de leitores, o que quero mesmo é mostrar para os adolescentes que ler não é chato, que pode trazer prazer, gargalhadas, lágrimas…
Já recebi emails de leitoras que começaram a ler meus livros na adolescência, estão agora na faculdade e seguem lendo de tudo. Claro que bate um orgulho e uma sensação de dever cumprido. Afinal, formar leitores é contribuir para um futuro melhor pra eles e para o nosso país. Se depois que me largarem eles descobrirem as delícias de ler Sabino, Saramago ou Guimarães Rosa, parabéns para eles.
3. Não que eu pense nisso como um caminho natural, mas quem sabe pode ser uma inquietação: você pensa em escrever romances adultos um dia? Se pensa, tem um tema na cabeça? De que gênero seria?
– Não penso em escrever para adultos. Uma vez ouvi a Ruth Rocha dizer que se não for pra criança, pra ela não faz sentido escrever. Pra mim é mais ou menos por aí. Eu gosto muito de fazer companhia para os adolescentes, é uma fase cheia de questionamentos, espinhas e amores platônicos, tudo é vivido com muita intensidade e sinceridade. Eu gosto da ideia de que, a partir de um livro meu, os jovens possam refletir e se entender melhor, entender melhor os pais, os professores, os amores…
Se um dia eu mudar de ideia e escrever para adultos vai ser em cima da linha que rege meu trabalho para os adolescentes: observação do cotidiano com humor. Ando fazendo isso no meu blog, que já andaram até apelidando de Thalita para Maiores. Mas muitos adultos acabam lendo os meus livros antes dos filhos e dizem que se divertiram, que se emocionaram, principalmente com os livros da série Fala Sério. Segundo eles, por serem formados por crônicas, esses livros são para todas as idades. Se os leitores dizem isso, não sou eu que vou duvidar.
“Eu não gosto de montanha-russa, o brinquedo, mas gosto de montanha-russa, a vida.” A frase, extraída da crônica “Felizes para sempre”, da obra Montanha Russa, um dos livros da escritora Martha Medeiros, dá uma ideia da relação dessa gaúcha, que completou 50 anos no sábado (20/8), com as palavras.
Publicitária de profissão e colunista dos jornais Zero Hora e O Globo, por amor, a sua mais recente reflexão é o livro Feliz por Nada, lançado neste mês.
Em entrevista ao Gente que se comunica, o canal de entrevistas do Portal Comunique-se, é possível conhecer um pouco mais a respeito de Martha, que ciranda com a literatura e nos mostra como prezar as coisas simples, porém profundas da vida.
Você sempre foi ligada à leitura?
Sempre fui ligada à leitura, mas sem fanatismo. Na verdade, era ligada em todas as manifestações artísticas: cinema, teatro e especialmente em música, tanto que costumo dizer que não foram apenas os escritores que estimularam o meu amor pelas palavras, mas também artistas como Chico Buarque, Caetano, Rita Lee, Gal Costa, Jorge Ben, Ney Matogrosso, Cazuza e tantos outros.
Como se deu a sua transição do mercado publicitário para a carreira de escritora?
Foi gradual. Trabalhei com publicidade durante 13 anos e paralelo a isso escrevia e publicava poemas. Até que o acaso mudou meu destino, fui morar no Chile acompanhando meu então marido, que havia sido convidado a trabalhar lá. Quando retornamos, publiquei alguns textos no jornal Zero Hora, a convite de um amigo jornalista, e voltei para a propaganda apenas como free lancer. Quando a crônica começou a me absorver de fato, abandonei a profissão de vez.
Trabalhando com publicidade ficava com o pensamento de “falta alguma coisa”?
Seria um exagero dizer que eu me sentia frustrada. O que acontecia é que, mesmo sendo prestigiada pelos colegas, eu não considerava meu trabalho bom, sentia que poderia contribuir bem mais fazendo outro tipo de texto, mas ainda não tinha ideia de que poderia ser por meio das crônicas de jornal. Sempre fui alucinada pelo Luis Fernando Veríssimo e achava uma petulância escrever num mesmo veículo que ele. Ainda acho, aliás.
Qual era a sua sensação depois de escrever cada um de seus livros?
Nunca acho que eles estão acabados, sempre penso que posso melhorá-los, mas tem uma hora que esse impulso de reescrever começa a comprometer o trabalho. É preciso colocar o ponto final e dizer a si mesmo “fiz o melhor que pude”, mesmo que não se esteja 100% satisfeito. Eu, ao menos, nunca estou, o que de certa forma é produtivo, faz a gente se esforçar cada vez mais.
Existe algum livro que marcou a sua vida?
Os livros de crônicas da Marina Colasanti lançados no início dos anos 80 foram fundamentais para minha formação como mulher e também como cronista, mesmo que na época eu não sonhasse em trabalhar com isso. Eu ficava fascinada com a comunicabilidade do texto dela e por suas ideias libertárias e renovadoras. Marina foi minha Simone de Beauvoir.
Gosta de ver seus textos divulgados na internet, seja em sites ou em ilustrações de vídeos pelo Youtube?
Não gosto, mas não perco o sono por causa disso. É incrível a quantidade de textos com autorias trocadas, parágrafos fora de lugar, finais melosos que foram enxertados, enfim, não existe vigilância nem cuidado em reproduzir fielmente os textos escolhidos. A internet é uma facilitadora em vários sentidos, não saberia mais viver sem ela, mas propicia esses equívocos. Preferiria ser lida apenas nos jornais e nos meus livros. Teria menos leitores, porém eles só receberiam versões originais, sem adulterações.
O que você pensa da ‘virtualização’ da vida, com as chamadas redes sociais? Porque você é uma pessoa mais reservada, voltada para a família…
Eu não tenho Facebook, Twitter e nem Orkut. Nada contra, apenas não tenho tempo nem paciência para tanto contato, já me sinto mais do que exposta com o meu trabalho, e o e-mail, mesmo já obsoleto, ainda me quebra o galho perfeitamente para me corresponder com amigos e resolver questões profissionais. Acho que todas as ferramentas que surgem são interessantes, quem pira são os usuários. Alguns perdem o controle das próprias vidas a fim de estarem sempre conectados. Eu não sinto falta de estar evidenciando cada segundo do meu dia.
Mas vá saber, se eu não fosse cronista, não tivesse um espaço público para manifestar minha ideias, talvez estivesse nessa mesma batida. Sei lá. O fato é que gosto da vida reservada. Um pouquinho de mistério não faz mal a ninguém.
Normalmente, você escreve sobre as relações familiares e entre mulheres e homens. Como você enxerga o padrão de relacionamento hoje?
Na verdade, havia um padrão no passado, hoje não há mais. Já não podemos enquadrar as relações como se fossem todas iguais. Hoje existe todo tipo de família: com mãe e sem pai, com pai e sem mãe, com duas mães, dois pais, filhos de vários casamentos, famílias sem filhos, solteiros convictos, uniões interraciais, casais com profundas diferenças de idade. Enfim, diante dessa diversidade, fico otimista, acho que as pessoas estão procurando satisfazerem mais a si mesmas do que à sociedade.
Você consegue transitar entre os dramas femininos e da vida no geral. Em que ou quem você se inspira para escrever a respeito desses assuntos?
Exponho a minha visão particular sobre esses assuntos, baseada em situações que vivi ou que vi acontecerem com pessoas próximas a mim, mas é claro que tudo o que leio me alimenta, principalmente livros de filosofia e psicanálise. Sou totalmente leiga em ambos assuntos, mas uma fiel interessada, e esse interesse acaba me dando um suporte.
Seus livros costumam ter muito de si, uma espécie de alter ego?
Estou em tudo o que escrevo, com maior ou menor intensidade. Não me afasto do meu texto, ele não é algo distante de mim. A única vez em que me distanciei um pouco do meu “umbigo” foi quando escrevi o livro Tudo Que Eu Queria Te Dizer, em que criei 35 cartas fictícias escritas por personagens diversos: padre, idosa, prostituta, suicida, cega, enfim, pessoas com vivências que nunca experimentei. Foi uma aventura, um delicioso exercício de criação, mas ainda há cartas em que me percebo camuflada em meio às emoções daqueles protagonistas.
A Martha mulher, esposa e mãe é totalmente distinta da Martha escritora e comunicadora?
Não há distinção alguma, não me departamentalizo. E isso não me estressa, ao contrário, essa confluência de papéis me ajuda a ser mais íntegra em tudo o que faço. Enquanto escrevo, sou mãe. Quando namoro, me inspiro. Quando converso com minhas filhas, sou também escritora. Entre amigas, reforço minha identidade. Trabalho em casa, num nicho da minha sala, sem portas me separando da movimentação do dia a dia. Não me protejo de nada, não crio um personagem para mim, sou a mesma em todas as situações.
Uma matéria veiculada em junho no Jornal Nacional, da Rede Globo, mostrou uma estudante de jornalismo, fluente no idioma inglês, disse que “depois de recusas em processos seletivos devido a uma redação ruim, que o diferencial para conseguir uma vaga de estágio era o português”. O que você recomendaria a um estudante que quer cursar jornalismo?
Saber escrever direito é fundamental para jornalistas, óbvio, mas não só para eles, e sim para todos: funcionários públicos, top models, bancários, decoradores, fotógrafos. Um bilhete bem escrito, um e-mail, uma receita, tudo isso é um cartão de visita. O texto precisa ser limpo e claro. Não estou falando em dom, em talento, em criatividade, nada disso, estou falando da simplicidade de saber se expressar em bom português, nosso idioma. Já recebi e-mails de estudantes dizendo: “Eu ‘fasso’ jornalismo e…”. Um vexame. Ele poderia fazer nutrição, farmácia, engenharia, seria um vexame igual.
Sei que não é fácil. Até hoje escrevo com o dicionário e a gramática ao lado, e ainda assim cometo erros, todos cometem, mas não pode haver displicência quanto a isso. Escrever corretamente o nosso idioma é um respeito que se tem com os outros, com a nação e com a gente mesmo.












