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Uma declaração de amor ao mundo mágico dos livros

Imagine se o Moby Dick, a baleia da obra de Herman Melville, estivesse encalhado na ilha de Lost. Ou o Pequeno Príncipe fosse baleado por um soldado em meio ao cenário do Call Of Duty. Ou até mesmo um pássaro do Angry Birds atingisse Dom Quixote de La Mancha, um dos protagonistas da obra de Miguel De Cervantes Saavedra.


Essa foi a insinuação e a campanha da Associação de Editores de Madrid, na Espanha, para mostrar como jogar videogame em demasia, usar smartphone e assistir seriados exageradamente podem atrapalhar o consumo de livros.

A criativa campanha, que mostra os livros clássicos sendo "exterminados" pelos hábitos dos usuários, teve como objetivo falar sobre a importância dos livros. “Quanto mais ocupado assistindo séries, menos você lê”.

Veja, abaixo, outras imagens da campanha (Crédito das fotos: divulgação).O “ataque” faz parte de uma campanha criada pela Associação de Editores em defesa dos livros.



O que você achou da iniciativa?

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Os pais inconformados com o tempo que os filhos gastam na frente do videogame terão agora que pensar duas vezes antes de dar bronca.

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Segmento há muito tempo consolidado no Exterior, os livros criados a partir do universo dos games começam a ganhar força no Brasil.



Somente em 2012, pelo menos nove títulos derivados de franquias famosas dos jogos eletrônicos chegaram às prateleiras, lançados por gigantes do mercado editorial. E as apostas devem continuar em 2013.

Uma das primeiras a tentar a sorte nesse nicho foi a Record, que no final de 2011 lançou Assassin's Creed - Renascença. Baseada no segundo jogo da popular série de games, a adaptação do roteiro original feita pelo escritor Oliver Bowden foi tão bem recebida pelo público que a editora comprou os direitos de outros três livros da saga - todos publicados este ano.

Livros tie-in (derivados de outros produtos) já existem há algum tempo, mas acho que faltava algo tão bem amarrado e, ao mesmo tempo, tão popular quanto Assassin's Creed. O resultado é que contabilizamos cerca de 450 mil exemplares vendidos dos três primeiros volumes, e o quarto acabou de ser lançado - diz Ana Lima, editora-executiva da Galera Record, o selo jovem do grupo editorial.

Animada com o sucesso de Assassin's Creed, a Record aproveitou para lançar romances derivados de Battlefield 3, Diablo 3 e World of Warcraft - os dois últimos, no mercado há pouco mais de um mês, já venderam 40 mil exemplares. Os bons números atraíram outras editoras, como a Planeta, que publicou no final de novembro Halo: Cryptum - A Saga dos Forerunners.

Sabemos que não existe uma cultura forte de livros baseados em games no Brasil, mas sabemos também que o público, principalmente jovem, adora os games e é fiel. Por isso resolvemos investir - explica Soraia Reis, diretora editorial da Planeta, avaliando que o livro, apesar do pouco tempo em exposição, está sendo bem aceito pelo mercado.

Além da Record e da Planeta, mais outras duas editoras de porte decidiram entrar no jogo este ano: a Benvirá publicou Uncharted - O Quarto Labirinto, enquanto a portuguesa Leya lançou, em novembro, a adaptação do fenômeno God of War. Tradutora deste último, a jornalista especializada em cultura pop Flávia Gasi acredita que, no próximo ano, os videogames devem se proliferar nas prateleiras das livrarias:

De adaptações de roteiros a textos mais jornalísticos e narrativas originais, veremos ainda mais obras baseadas em games em 2013.


Não precisa ser jogador

Personagens e cenários descritos nas adaptações de games soam familiares para os iniciados. Mas isso não invalida a experiência de leitura de quem nunca jogou o game em questão.

O que importa é uma boa história. Talvez jogos com panos de fundo mais alternativos sejam mais difíceis de serem reconhecíveis pelos leitores em geral, mas isso acontece com qualquer tipo de literatura - opina Flávia Gasi, tradutora do livro baseado no game God of War.

Para Ana Lima, editora-executiva da Galera Record, o objetivo é sempre alcançar o máximo possível de leitores:
Muitos fãs da coleção nos escrevem dizendo que Assassin's Creed - Renascença foi o primeiro romance que leram e agora estão interessados em outros livros de fantasia, aventura ou romance histórico. Alguns leitores já ouviram falar dos jogos, mas não são jogadores.

Fonte: Por Gustavo Brigatti Zero Hora
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Oi, eu sou Zilda Peixoto! Comando a Cachola desde 2009. Aqui compartilho um pouquinho sobre meu universo particular: resenhas de livros, séries, filmes, música boa, paixão por plantas, pugs, decoração afetiva, maternidade real e o que mais der na cachola..rs.. Sejam muito bem vindos!!!

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