Pages

  • INÍCIO
  • ÍNDICE DE RESENHAS
  • PROMOÇÕES
  • SEJA PARCEIRO DO BLOG

Cachola Literária

Uma declaração de amor ao mundo mágico dos livros


"Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre."


Quando decidi ler Tudo e Todas as Coisas eu não tinha a menor expectativa sobre ele. Confesso que desde seu lançamento ele não despertara nenhum tipo de desejo arrebatador. Foi somente, há poucos dias atrás que passei a notá-lo com mais simpatia. Vi um monte de gente falando superbem e dizendo que a capa do livro não transmitia a essência do livro. Bem, já disse anteriormente que não tenho o costume de ler livros que estão na “modinha” ou algo do tipo. Enfim, era chegada a hora de descobrir se o livro em questão era tudo aquiloi que todo mundo estava falando e...sim, ele é TUDO e TODAS AS COISAS. Me desculpem o trocadilho, mas nunca um título foi tão apropriado para um livro.

Tudo e Todas as Coisas é mais que um livro fofo sobre dois jovens que não se enquadram, ou mais que um livro que fala sobre uma doença pouco explorada nos romances do gênero. Esse livro carrega uma mensagem linda sobre como o amor nos encoraja, liberta e fortalece. Só pelo fato de ser um sick-lit já merece toda nossa atenção e, em relação à ilustração da capa, ela têm tudo a ver com a narrativa e a proposta do enredo, mas você só aceita e a reconhece depois que conclui a leitura. Esse é aquele tipo de livro que assim que você começa a ler não dá mais pra largar. 

"Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode deflagrar um ataque de doenças. Pode ser algum produto químico no líquido usado para limpar uma mesa que eu acabei de tocar. Pode ser o perfume de alguém. Pode ser o tempero exótico de algo que eu comi. Pode ser uma dessas coisas, ou todas elas, ou nenhuma, ou alguma outra completamente diferente."

Madeline é portadora de uma doença muito rara, a IDCG, conhecida como a doença da bolha. Madeline, agora com 18 anos nunca saiu de casa porque um simples contato com qualquer coisa pode matá-la. Ela é alérgica a tudo e todas as coisas. A única maneira de se manter saudável é viver trancada em sua casa. É muito difícil para qualquer pessoa viver uma situação tão complicada como essa, principalmente para alguém tão jovem. Maddy passa os dias a observar a ida e vinda dos novos moradores da rua aonde mora através da janela de seu quarto. Maddy nunca teve contato com ninguém além de sua mãe e sua enfermeira Carla. Maddy já se acostumou a rotina de viver isolada, até o dia que um novo morador passa a ser seu vizinho de porta.

Do outro lado da rua mora Olly, um garoto que está sempre se pendurando na coisas e está sempre vestido de perto. Olly é um jovem praticante de Parkour e vive a vida com muita energia e disposição. Maddy passa a observá-lo e começa a sentir algo que ela jamais pensara que pudesse sentir.

"Se a minha vida fosse um livro e eu o lesse de trás para frente, nada mudaria. Hoje é o mesmo que ontem. Amanhã será o mesmo que hoje. No Livro de Maddy, todos os capítulos seriam o mesmo. Até Olly aparecer."

Adorei a forma como a autora construiu sua história. Mesmo que saibamos que Olly e Maddy irão protagonizar um romance não podemos dizer que o livro trata-se apenas disso. Tudo e Todas as Coisas vai abordar alguns temas importantes relacionados à família. O alcoolismo, por exemplo, é um deles. É perceptível o cuidado que a autora teve na sua abordagem tornando a narrativa ainda mais crível. A condição de Maddy é complicada, contudo não estamos falando de uma jovem imatura, rebelde ou infantil. Maddy é fofa, inteligente, sensível; mas Olly, definitivamente é o grande astro da história. Não fosse por ele, acredito, a narrativa poderia fracassar. É o jeito como ele conduz as coisas, a sua aproximação, sua sensibilidade, seu jeito meio esquisito, casual, protetor que torna tudo ainda mais adorável.

E o que falar das ilustrações que compõem a história. Ao longo da narrativa vamos nos deparando com ilustrações graciosas que descrevem algumas situações. É uma história de sensibilidade indescritível. Aquele livro que você vai soltando inúmeros “Own” ao longo da leitura. Até certo ponto da leitura você começa a se acostumar e prever o que vem a seguir até, que a autora faz uma grande reviravolta na vida dos protagonistas despertando a fúria e o desespero dos leitores. 

Tudo e Todas as Coisas é um livro que vai merecer um lugar especial na sua estante, que possivelmente, vai fazer parte da sua lista de favoritos, assim como já faz parte da minha lista de melhores leituras do ano.


Me acompanhe também nas redes sociais: 
Facebook ♥ Twitter ♥ Instagram ♥ Skoob ♥ Google+



FICHA TÉCNICA
Título: Tudo e Todas as Coisas
Título Original: Everything, Everything
Autora: Nicola Yoon
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Ano: 2016
Skoob
Share
Tweet
Pin
Share
2 comentários

Segredos são como fantasmas nos assombrando e nos fazendo crer que são reais.
Todos tem os seus fantasmas.
Carol tem os seus e há algum tempo eles parecem estar adormecidos.
Gabriel desistiu de tentar frear os seus fantasmas há muito tempo e decidiu o caminho mais fácil, vivendo uma vida sem regras e limites.
Eles estão na mesma estrada, mesmo que estejam em sentidos opostos. Enquanto ela tenta fugir da escuridão, ele só quer se perder ainda mais.
Uma história emocionante sobre até onde somos capazes de ir para salvar aqueles que amamos e sobre acreditar que todos tem uma segunda chance.
Mesmo que para o resto do mundo isso pareça um erro.



Um dia desses, navegando pelo Facebook uma postagem me chamou atenção. Uma menina postava uma foto do livo Meu erro e logo abaixo fazia milhões de elogios à autora. Curiosa que sou, tratei logo de correr atrás de mais informações sobre o livro. Após descobrir que se tratava de um livro nacional do gênero new adult já fiquei eufórica. Restava saber que magia era aquela que Cinthia Freire lançava sobre seus leitores. 

Meu erro é o primeiro livro de uma série intitulada Segredos. O livro é uma publicação independente de altíssima qualidade. Diagramação cuidadosa, uma belíssima capa, um enredo muito bem construído, ou seja, uma obra-prima daquelas que você se pergunta: Por que nenhuma editora ainda não publicou esse livro? 

Cinthia Freire senta o pé na porta e diz: _ Cheguei pra lacrar. É assim que se escreve um livro new adult, meu bem!É desse jeito, meu povo. Meu Erro é um livro I-N-C-R-Í-V-E-L. É o tipo de história que faz você perder o fôlego. Nele vamos encontrar diversos elementos característicos do gênero: personagens psicologicamente destruídos, muito drama e com direito a muitas cenas calientes. Mas quero chamar a sua atenção para a carga dramática desse livro.

Quem conhece esse tipo de narrativa já sabe mais ou menos o que esperar dela e, talvez, isso faça com que muita gente torça o nariz. Mas quero tranquilizá-los que Cinthia não se deixou levar pela mediocridade. Meu Erro é um dos livros mais intensos que já li. 

Gabriel tinha tudo para ser um jovem feliz. O cara é gato, muito rico e pegador oficial da faculdade mas, mesmo assim ele tem mil motivos para se sentir a pessoa mais infeliz do mundo. Desde a morte da mãe Gabe vem enfrentando a pior fase de sua vida. O seu relacionamento com o pai também não é dos melhores já que ele o culpa pela morte da mãe. Gabriel nunca soube lidar com a perda e encontrou nas drogas uma maneira de se autoflagelar e, de quebra, ferir o pai com todo o seu sofrimento. Gabe não tem amor à própria vida e não dá a mínima pra ninguém. O sexo sem compromisso somado ao uso de álcool e drogas tornaram Gabriel uma pessoa fria e inconsequente. Felizmente Gabe ainda pode contar com a ajuda de seu melhor amigo Alan para resgatá-lo quando ele se mete em algumas enrascadas.
Gabriel é o típico playboy desajustado que tem tudo nas mãos, mas que não dá a mínima pra nada e nem pra ninguém. Gabriel é um menino perdido que vive praticamente sozinho e que tem em Penha, sua empregada, a única figura familiar. O pai é um empresário muito rico e bem sucedido na construção civil. 

Caroline também passou por situações bem difíceis nos últimos cinco anos. Contudo ela decide ir morar sozinha e para dividir as despesas da faculdade ela vai morar com Verônica, que passa a ser sua melhor amiga. Verônica e Carol são muito diferentes e isso é que torna a amizade das duas tão especial. Verônica é baladeira, destemida, vai atrás de todas suas paqueras como um animal em caça; já Carol gosta de estudar, assistir filmes e ler um bom livro. Ambas estudam na mesma faculdade. Verônica cursa Arquitetura enquanto Carol cursa Letras. Verônica vem de família rica e nem precisaria dividir apartamento com ninguém, mas assim como Carol ela busca sua independência. Já Carol divide seu tempo entre os estudos e o trabalho de meio período na livraria da cidade, essa era uma condição dos pais para que Carol fosse morar sozinha.

Verônica é uma jovem muito bonita e atraente que não vê nenhum problema em usar toda sua beleza para seduzir os homens. O único problema é que ela acaba extrapolando e muitas vezes é mal interpretada. Numa de suas investidas ela acaba saindo com Gabriel, mas as coisas acabam tomando um rumo muito diferente que Verônica imaginara. Ela acaba sendo difamada na faculdade e o rumor é que Gabriel tenha iniciado os rumores. Revoltado, Vinícius, irmão de Verônica vai pedir satisfações quando Gabriel e seus amigos acabam lhe dando uma surra que acaba o levando a ser internado. Carol como uma boa amiga sai em defesa de Verônica estapeando Gabriel na frente de todos.

O único problema é que Carol tenta coibir o desejo que sente por Gabriel desde que ouvira ele e sua amiga Verônica transando pelo telefone. Oi? É isso mesmo meus caros leitores. Na noite em que Verônica e Gabriel estavam juntos Carol ligou pra amiga para saber porque ela não havia dado notícias. Só que ao atender a ligação Verônica esquecera de encerrá-la deixando Carol na linha ouvindo tudo que rolava. Depois disso Gabriel passa a tomar conta de seus pensamentos. Carol sabe que Gabriel é uma pessoa instável, mas mesmo assim ela não consegue conter a atração que sente por ele. A aproximação de Gabriel e Carol se dá a partir do momento em que ele a salva de uma situação complicada e a partir daí, Carol começa a sentir que Gabriel esconde um lado generoso que poucos conhecem, somente Carol é capaz de enxergar a dor e a escuridão por trás daqueles olhos azuis. 


"Esta noite conheci meu demônio particular. E ele tem nome de anjo."

Carol e Gabriel estão destruídos e ambos buscarão forças um no outro para superar um passado cheio de traumas. Cinthia Freire apresenta-nos uma narrativa nua, crua e incontestavelmente inebriante sobre o poder que as drogas exercem sobre aqueles que a experimentam. Meu Erro é um livro que vai tocar fundo no seu coração e vai fazer com que você deixe os prejulgamentos de lado. Os capítulos são intercalados pela narrativa de Carol e Gabriel permitindo o leitor enxergar a percepção de cada personagem. 

"Bebidas são a porta de entrada para o que existe de pior. Elas te seduzem, te deixam acreditar que você é capaz de se manter sob controle. São sempre associadas à festa, à alegria e nunca à destruição que realmente causam."

Fiquei extremamente tocada com a maneira delicada com que ela inseriu o tema das drogas em sua narrativa. Ela conseguiu transmitir toda a dor do usuário quanto o sentimento de impotência da família nesse tipo de situação. Meu Erro poderia ser só mais uma história de um casal destruído que se apaixona e se une por meio da dor, mas não é esse o caso. Cinthia cria algo grandioso e peculiar, uma história que foge totalmente do previsível. Carol e Gabriel vivenciam situações reais, o relacionamento e todas os conflitos são palpáveis.
Levei um tempo tentando descobrir o que levava Carol a ter crises de pânico, mas nunca passou pela minha cabeça qual seria o motivo. Fiquei perplexa. Foi realmente surpreendente quando o verdadeiro motivo foi revelado. 

Chorei com aquele final. Tive ódio de Gabriel. Desejei dar uma chacoalhada das boas em Carol. Quis dar uns bons tapas no pai de Gabriel. Senti raiva de Verônica. É um livro tão cheio de intensidade e emoção que você passa o tempo todo confrontando seus sentimentos.

"Ele não é o príncipe encantado de livro de contos de fadas, nem mesmo o mocinho dos romances açucarados, ele é o vilão incompreendido, o cara que faz com que a mocinha fique em perigo, ele é a explosão de sentimentos, o furacão de emoções e estou bem com isso."

Meu erro é um livro que vai muito além do romance. É um livro que destaca o valor da amizade, a valorização do diálogo, a união da família e a superação, acima de tudo. Nota-se que houve um estudo criterioso e aprofundado da autora para a construção de sua história, tudo muito bem estruturado e meticulosamente bem amarrado.

Cinthia demonstra talento e confiança ao criar uma história com tamanha carga dramática. É um livro muito bem escrito de deixar muito best-seller no chão. Meu Erro é apenas o primeiro volume de uma série que pretende arrancar muitas lágrimas de seus leitores. Indico e recomendo a todos que curtam histórias protagonizadas por personagens fortes e que tocam profundamente nosso coração. Perfeito. Majestoso. Inigualável. Um livro simplesmente inesquecível.

"Somos letras e números, opostos que se completam, a multiplicação, a narração. O amor em todas as formas."

Marquem bem esse nome - Cinthia Freire e fiquem ligados que vem muita coisa boa por aí.

- Livro 2: Minha Rendição - Vinícius e Poliana
- Livro 3: Meu Refúgio - Alan e Monique
- Livro 4: Minha Cura - Tomaz e Cristal



Me acompanhe também nas redes sociais: 
Facebook ♥ Twitter ♥ Instagram ♥ Skoob ♥ Google+




FICHA TÉCNICA
Título: Meu Erro
Série Segredos - livro 1
Autora: Cinthia Freire
Páginas: 380
Adicione no Skoob
Compre na Amazon





Sobre a autora
Paulista, apaixonada por romances, pipoca, chocolate e sorvete.
Escritora por amor, adoro as mil formas com que um bom romance pode ser contado e a magia por trás disso. 
Autora de Antes dos Vinte, Um Novo Amanhecer e da Trilogia Segredos.
Mora em São Paulo com o marido, duas filhas e Jack seu filho de quatro patas.


Share
Tweet
Pin
Share
Sem comentários

Recebi o convite para resenhar esse livro há poucos dias atrás. Assim que li a sinopse fiquei bem curiosa para saber qual seria a abordagem da autora já que o livro era indicado para o público jovem. Foi meio que um Déjà Vu. Ao ler o primeiro capítulo é como se eu estivesse de volta ao colegial. A linguagem utilizada pela autora é um dos grandes acertos do livro, assim como a escolha do enredo.


Em Porque o céu é azul somos apresentados à Gabriele, uma jovem de 17 anos que está enfrentando o terror do primeiro dia de aula numa nova escola. Gabi já deveria estar acostumada, já que ela já passou por várias escolas ao longo dos anos. Morar em estados diferentes e começar tudo de novo fazia parte de sua rotina já que o pai era da Marinha. Contudo, Gabi não se sentia confortável com essa situação. Ela não conseguia fazer amizades e se relacionar com ninguém já que não sabia por quanto tempo ficaria naquela cidade.

A mãe de Gabi falecera quando ela tinha apenas quatro anos de idade e, desde então, era somente ela e o pai e, por conta disso, Gabi não tinha com quem dividir seus medos, dúvidas e aflições. Desde que sua mãe falecera, seu pai tornara-se um homem muito fechado. A relação de Gabi com o pai era de muito respeito, mas eles não eram muito próximos. Depois de morar em São Paulo, Gabi está de volta ao Rio de Janeiro, mas precisamente à cidade de São Gonçalo. Gabi não curtia muito a ideia já ela ficava muito distante do centro do Rio e não tinha muitos atrativos. (dica anotada)

Conhecer nova pessoas era um grande desafio já que Gabi era uma garota muito reservada e não se enquadrava em nenhum dos grupinhos da escola:

"Nas primeiras carteiras, os alunos popularmente conhecidos como CDFs ou nerds, aquele grupo de garotos e garotas que gostam de tomar banho de cuspe do professor; no meio, as descoladas, igualmente lindas e insuportáveis; no fundo, os garotos barulhentos divididos em atletas, retardados e palhaços, aqueles que sempre fazem piada, mas nem sempre têm graça. E, é claro, nos cantos da sala, escondidos feito sombras, o grupo misto dos nem-fede-nem-cheira, os que não são incomodados porque simplesmente ninguém os considera suficientemente interessantes pra isso."

O primeiro dia de aula de Gabi é aquele inferno que todo novato sabe exatamente como é. Tem sempre aquele pentelho que te inferniza, aquela galerinha do mal que decide pegar no pé dos novatos. Já nos primeiros minutos em sala de aula Gabi sofre bullying na frente de todos os colegas. Envergonhada, Gabi é só constrangimento até Lucas estender a mão para ajudá-la.

Lucas é o carinha mais gato e cobiçado de toda a escola e, Gabi sente um pequeno arrepio assim que ele a toca. Além de lindo, Lucas é gente boa, gentil e muito querido por todos. O único problema é que Lucas namorou com a garota mais nojenta da escola: Kátia – a capitã do time de vôlei. 

Gabi passa a ser alvo de bullying e Lucas decide fingir ser seu namorado. Mas Gabi nunca namorou ninguém na vida e não sabe lidar com a situação. Gabi não vê outra saída a não ser embarcar nessa mentira para que ela consiga sobreviver ao último ano do ensino médio.

"Antes de me sentar, olhei em direção ao meu defensor. Agora ele tinha mãos amigáveis, voz charmosa e o rosto mais impressionante que eu já tinha visto, um dos atletas com certeza...Ele é gaaato!Gato, com G maiúsculo, não pude deixar de pensar..."

Vamos agora analisar alguns pontos importantes que me chamaram bastante atenção. O livro é totalmente voltado para o público juvenil. A autora criou um universo muito particular e trouxe para o leitor o que de fato acontece dentro do ambiente escolar. Keila tem propriedade pra isso já que ela é professora de língua portuguesa e tem o contato direto com os alunos da faixa etária descrita no livro. A fala dos personagens, as gírias, o comportamento em sala de aula, tudo é muito real. Me peguei rindo de algumas situações porque lembrei da época em que estudava e tudo era exatamente igual.

Keila torna a narrativa tão agradável que é como se estivéssemos realmente vivendo tudo aquilo. Gabi é uma garota muito inteligente, bonita, mas que enfrenta um problema de autoestima recorrente da idade. A insegurança, o medo e todos os problemas que afetam os adolescentes são colocados de maneira muito objetiva fazendo com que o leitor possa compreender melhor esses desafios mostrando- lhes que existe uma maneira de superá-los.

A narrativa construída por Keila é bem simples e de fácil entendimento. O livro é repleto de mensagens positivas que enfatizam a importância e valorização da autoestima. Keila foi muito cuidadosa na escolha dos temas que serviram de base para a construção da narrativa. O livro vai abordar assuntos sérios como: bullying, sexo na adolescência, bulimia, o relacionamento entre pais e filhos e a expectativa e cobrança que os pais exercem sobre seus filhos.

Confesso que fiquei muito irritada com Gabi. Achei ela muito imatura, insegura, chata de galocha. Mas com o passar do tempo fui percebendo e compreendendo melhor seu comportamento. É interessante que a primeira coisa que a gente faz é justamente julgar a pessoa e suas escolhas não respeitando sua individualidade. O legal é perceber que todos agimos dessa maneira e por esse motivo acho que esse livro deveria ser distribuído em todas as escolas. É uma lição, um aprendizado para que jovens como Kátia possam aprender a lidar com as diferenças. 

Gostei muito do livro e adorei todas as citações e referências feitas por Keila ao longo da narrativa. Revivi minha adolescência e me senti um pouco próxima de cada personagem. Quero agradecer a confiança e dizer que foi delicioso conhecer o seu universo. Sortudos são seus alunos que tem uma professora incrível, sensível e talentosa para ensiná-los os verdadeiros valores da vida. Que todos tenham a oportunidade de conhecer essa linda história de amor, superação e autoconhecimento e que possam se reconhecer em cada um dos personagens. 

Foram muitos os trechos destacados ao longo da leitura, mas esse em especial, faz todo o sentido. Amei Keila! 

"Eu até gosto muito de ler. Na verdade, sou uma leitora compulsiva. Quando começo a ler um livro, me envolvo na história, me apaixono pelos protagonistas e não sossego até saber o final. Se nas aulas de Português falássemos mais de leituras e menos de objeto direto e indireto, com certeza seria muito mais interessante."

Porque o céu é azul é um romance com muitos clichês, previsível até certo ponto, mas indiscutivelmente bem construído e elaborado. E aquele final? Surpreendente, de arrepiar. Fez valer cada minuto. Recomendo a todos que curtam histórias românticas com uma boa dose de humor. Um livro leve, gostoso de ler e que merece um lugar especial na sua estante.

Share
Tweet
Pin
Share
Sem comentários

Estou devastada. Não sei nem bem como começar a falar a respeito desse livro. Quando optei por essa leitura já imaginava que vinha coisa boa pela frente. Brittainy ficou conhecida aqui no Brasil pelo sucesso de Sr.Daniels, seu primeiro romance publicado pela editora Record. Apesar de todo o burburinho preferi deixar passar todo aquele frisson que gira em torno dos lançamentos para me entregar por inteiro à leitura. E foi exatamente assim que me apaixonei perdidamente por Tristan Cole, o hipster da federal. Brincadeira gente! Eu não podia deixar passar essa. 

Gente do céu! Essa mulher tem um poder incrível de criar histórias que dilaceram nosso coração. O ar que ele respira é o meu queridinho do momento, favorite life. Concluí a leitura com um desejo enorme de viver um amor exatamente igual ao de Elizabeth e Tristan. Suas histórias são tão reais, os sentimentos descritos, a maneira como explora a dor em seus personagens, tudo, absolutamente tudo, é a perfeição em forma de livro.


Em O Ar que Ele Respira iremos conhecer a história de Elizabeth e Tristan Cole, duas pessoas que estão devastadas emocionalmente. Inicialmente somos apresentados à Tristan Cole que vivia feliz ao lado da esposa Jamie e seu filho Charlie. Tristan era um homem alegre e muito feliz ao lado da família, mas após uma terrível acidente ele vê todos os seus sonhos se despedaçarem. Após perder a esposa e o filho de maneira tão trágica, Tristan se fecha para o mundo tornando-se uma pessoa fria, cruel, amarga e rancorosa. Não sabendo lidar com a dor ele decide se isolar na pequena cidade de Meadows Creek deixando para trás tudo que lhe faz lembrar do passado.

"A pior parte de perder uma pessoa amada ,é que você também se perde"

Elizabeth também sabe o que é ter sua vida virada de ponta-cabeça de uma hora para outra, já que perdera seu marido precocemente. A diferença é que Lizzie tem a companhia da pequena Emma, a filhinha de apenas 5 anos. Após a perda do marido Lizzie decidi viver com a mãe em outra cidade já que não consegue viver com as lembranças em sua antiga casa. Mas o relacionamento com a mãe não é dos melhores já que sua mãe leva uma vida um tanto agitada. Sendo assim, Lizzie decide retornar para sua antiga casa na cidade Meadows Creek. Ao retornar ela conhece Tristan, e os dois acabam se estranhando logo de cara já que a circunstância que os une não favorece o encontro.

A partir daí passamos a conhecer um pouco mais sobre cada um dos personagens. Tristan é o cara de poucos amigos, conhecido como um “monstro” pelos moradores da pequena cidade. Sempre com aquela cara de mau, uma barba enorme e correndo descalço com seu fone de ouvido, todos acreditam que Tristan é um homem que esconde muitos segredos.

Lizzie também está enfrentando dificuldades para superar a dor. Contudo, Lizzie pode contar com a ajuda de todos na cidade, além da amizade e companhia de sua melhor amiga Faye. Ainda que Lizzie esteja sofrendo com a perda do marido ela não consegue entender o motivo de Tristan ser tão rude com ela e encarar a vida com tanta amargura. A partir daí ela passa a observar Tristan e se aproxima para desvendar o que faz de Tristan um homem tão misterioso.

“Nenhuma alma gêmea deixa esse mundo sozinha. Ela sempre leva consigo um pedaço de sua metade.”

Bem, já dá pra imaginar que Tristan e Lizzie tem muito em comum. Ambos tiveram suas vidas despedaçadas e perderam os grandes amores de suas vidas. Superar o passado será um grande desafio para os dois. 

Desde os primeiros capítulos Brittainy já dá uma prévia de que vem chumbo grosso pela frente, porque se é pra fazer chorar, não tem pessoa que saiba fazer isso melhor do que ela . É sua característica construir histórias cativantes e repletas de fortes emoções. O ar que ele respira traz consigo uma linda mensagem de perdão e superação. O desejo de recomeçar é o que torna a história tão bonita, delicada, sensível. Brittainy tem o dom de escrever histórias marcantes daquelas que faz a gente perder o fôlego e ficar com o coração apertado de tanta agonia. É sempre bom dizer que suas histórias nunca são previsíveis já que ela sempre nos surpreende com dramas cada vez mais verossímeis. 

“Sabe aquele lugar entre os sonhos e os pesadelos? Aquele lugar onde o amanhã não chega e o passado não dói mais? O lugar onde seu coração bate em sintonia com o meu? Aquele lugar onde o tempo não existe e é mais fácil para de respirar? Quero viver nesse lugar com você."

Há muito tempo não lia nada que me despertasse tanta emoção. Chorei tudo que tinha que chorar e ri muito também. Todos os personagens são maravilhosos, mas quero destacar a importância de Faye na história. Ela fez toda a diferença trazendo leveza à narrativa. A mulher é muito doida. Os diálogos protagonizados por ela são daqueles que faz a barriga da gente doer de tanto rir. 
Eu amei tanto esse livro que vou passar um bom tempo repetindo os trechos mais marcantes, vai ficar martelando na mente por um bom tempo. E Tristan? Brittainy aonde você busca inspiração pra criar personagens tão perfeitos, deliciosos e encantadores? Porque, vamos combinar né, essa capa ajuda muito na construção do personagem.

Sabe aquele sorrisinho bobo que fica estampado na cara quando você se sente realizado? Então, você saberá bem o que é isso depois de ler esse livro. Você vai sair correndo pra abraçar seu filho(a), marido,esposa e dizer o quanto o ama. Depois dessa leitura você vai dar ainda mais valor a cada minuto que passa ao lado da pessoa que ama. Ai,gente! Isso é contagiante..rs

O ar que ele respira é o primeiro volume da série “Elementos”, composta por quatro livros, cada um envolvendo um elemento da natureza (ar, fogo, água e terra) e trazendo histórias e casais diferentes em seu enredo. Espero o quanto antes para que o segundo seja lançado. 

O ar que ele respira é um livro delicioso. Dá pra ler de uma vez só. O único problema é que ao terminá-lo você se sente um pouco órfão. É lindo, intenso, comovente. Vai ganhar um lugar especial na sua estante e no seu coração, pode escrever.


Me acompanhe também nas redes sociais: 
Facebook ♥ Twitter ♥ Instagram ♥ Skoob ♥ Google+


O novo romance da autora de Sr. Daniels. Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.


Título: O ar que ele respira
Autora: Brittainy C. Cherry
ISBN: 9788501075666
Ano: 2016
Páginas: 308
Editora: Record 

Share
Tweet
Pin
Share
1 comentários


Começo a resenha de hoje com a sensação de que algo me fora tirado, violentamente, assim como fizeram com Jenny Kramer, a protagonista que fora brutalmente violentada. É óbvio que minha dor não representa nem um por cento comparado ao que Jenny enfrentara após ser estuprada. Minha consternação se dá por não conseguir digerir tamanho sofrimento. Fazendo um trocadilho com o título do livro, definitivamente nada, absolutamente nada nessa história será esquecido. 

Fazia tempo que não lia um livro de suspense, especificamente um thriller psicológico tão impactante. Confesso que não leio tantos livros do gênero quanto gostaria porque não consigo lidar muito bem com o efeito que esse tipo de narrativa me causa. Uma vez ou outra me arrisco e aceito algumas sugestões, mas no caso de Nem tudo será esquecido foi paixão à primeira vista. Assim que tomei conhecimento do lançamento, pensei: _Eu preciso ler esse livro. A capa do livro já nos dá uma noção de que algo profundamente doloroso está por vir. 


Dizer que o livro é assustador é pouco. Nem tudo será esquecido é um dos livros mais incríveis que já li. Wendy Walker cria uma história comovente que provoca as mais perturbadoras sensações que podemos descrever. O livro apresenta um dos temas mais difíceis de serem abordados: a violência sexual – consequentemente, as cicatrizes que marcam o corpo e alma daqueles que passam por algo tão terrível.

Nem tudo será esquecido irá contar a história da jovem Jenny, de apenas 15 anos que fora brutalmente violentada por um psicopata. Não sabemos muito coisa a seu respeito, somente que ele tomara todos os cuidados necessários para que sua identidade não fosse revelada. Tudo fora meticulosamente pensado já que no momento do estupro ele tivera todo o cuidado de usar preservativo, uma máscara para esconder o rosto e, ainda se depilara para não deixar qualquer vestígio que pudesse incriminá-lo. Pense em algo aterrorizante? Pensou? Bem, multiplique isso por dez, pois é preciso muito estômago para absorver a cena do momento em que Jenny é violentada.

De imediato não sabemos quem narra a história e esse mistério se estende ao longo da narrativa até aproximadamente a metade do livro. Isso é curioso pois já nos deixa em alerta desde o primeiro parágrafo. O leitor vai conhecendo Jenny sob a perspectiva desse narrador e vai construindo sua própria teoria sobre o acontecimento. Inicialmente conhecemos os detalhes do fato ocorrido e no transcorrer da narrativa vamos acompanhando o desenrolar de todo esse mistério. 

Jenny vive na pequena cidade de Fairview desde pequena e, por esse motivo, todos a conheciam. A família de Jenny tem um perfil bem tradicional. Cada um tinha uma função bem definida na família. Charlotte, a mãe,  era a responsável por educar os filhos e cuidar da casa. Mas as tarefas de Charlotte não se resumiam aos afazeres domésticos. Ela buscava a ascensão. Frequentava a piscina do clube com o intuito de fazer parte da sociedade. A aparência para Charlotte era tudo.
Já Tom, o pai de Jenny era a doçura em pessoa, sempre preocupado em dar atenção e amor aos filhos. Tom tinha que sustentar a família, ou seja, exercer o papel que compete ao homem na sociedade. A vida dos Kramer era "quase" perfeita, até tudo ruir. A família que até então vivia uma vida aparentemente normal teria pela frente um grande desafio: descobrir quem violentara Jenny e encontrar uma maneira de sobreviver depois de tamanha tragédia.

A primeira coisa a ser feita é apagar da memória de Jenny as lembranças daquele dia terrível. Ao saber da tragédia, os pais de Jenny, aliás Charlotte decide autorizar os médicos a drogarem Jenny como uma droga que é capaz de fazê-la esquecer tudo o que aconteceu. Tom não concorda com essa ideia, mas é Charlotte quem toma a decisão de tudo na vida da família. Tom só deseja descobrir quem fez tamanha crueldade com sua filha e, a partir daí, passa a viver em função disso. A preocupação de Charlotte é legítima apesar de, muitas vezes ela parecer um tanto fria. Charlotte só deseja que Jenny não sofra com as lembranças do estupro. Por isso, toma tal decisão sem nem ao menos se dar conta que, talvez essas memórias sejam importantes para a recuperação de sua filha.

Fiquei bem dividida a princípio. Ao mesmo tempo em que odiava Charlotte por sua frieza e seu comportamento tive vontade de socar Tom pela sua falta de posicionamento. Esperei que ele tomasse frente das coisas e confrontasse Charlotte em relação aos seus sentimentos e atitudes. Mas ao mesmo tempo tive muita pena, de ambos, por estarem naquela situação. É fácil julgar quando se está apenas observando. Ninguém imagina passar por uma situação tão difícil quanto esta. 

“Ninguém a escutou até que estivesse acabado. Ela disse que agora entende que, ao final de cada batalha, restam o conquistador e o conquistado, o vencedor e a vítima, e que aceitara a verdade: ela fora total e irrevogavelmente derrotada.”

Bem, o estupro em si já é um assunto difícil de ser abordado e discutido. Digerir as cenas tão claramente descritas pela autora foi a coisa mais difícil de se fazer. A perversidade, o ato sexual em si nos deixa com aquela sensação de aperto no peito, parece que nos falta ar para seguir adiante. A maneira como Wendy descreve todo o sofrimento de Jenny é comovente. 
Vamos acompanhando o sofrimento de toda a família ao longo das páginas. O narrador destaca a importância de cada um. Todos os personagens são explorados separadamente. Isso é genial porque apesar da história se basear em Jenny, a autora fez com que todos os demais personagens tivessem tamanha importância para que a narrativa pudesse ganhar força.  

A história é muito bem construída. A autora foi extremamente cuidadosa na sua abordagem. O livro fala a respeito de alguns transtornos mentais e explora cada um deles detalhadamente para que até mesmo um leitor leigo saiba do que ela está falando. As doenças descritas ao longo da narrativa servem de base para que possamos conhecer e entender o que se passa na mente de um sociopata/psicopata. A psicologia é discutida e explorada durante toda a narrativa. Percebemos com isso que a autora se ateve com os mínimos detalhes a respeito da ciência. Você fica se perguntando se ela é psicóloga, advogada, perita, ou seja lá qual for sua especialidade para falar de tantas coisas com tamanha propriedade. 

A escrita de Wendy Walker é magnífica. O jeito como ela constrói seus personagens, a maneira como ela os explora, o cuidado em cada detalhe faz com que a narrativa seja tão crível. Nem tudo será esquecido é um daqueles livros que deve ser lido com muita atenção, aos poucos, sem pressa, para que nada passe despercebido pois cada informação é relevante. Fora que não dá pra ler uma história como essa sem atentar para seus efeitos. Até nossa respiração é comprometida tamanha agonia.

Peço desculpas pela falta de informações mais detalhadas a respeito do livro pois não há muito o que dizer caso não queira que spoilers sejam liberados. Tudo no livro é uma incógnita, um mistério a ser revelado, desde quem estuprou Jenny até quem narra a história. O leitor vai lentamente juntamente as peças e somente no final do livro saberá quem é o responsável por violentar Jenny. E posso dizer que o leitor irá se surpreender. Aliás, surpresas ao longo da narrativa não faltarão. Há sempre algo a ser revelado causando espanto e perplexidade. A frieza da autora é o que torna a narrativa verossímil, diferenciada e única. O drama e o suspense dialogam entre si o tempo todo.

A angústia, a dúvida e o sofrimento acompanharão o leitor até o último capítulo. Ao término temos a sensação de que fomos tão violados quanto Jenny tamanho nosso envolvimento com a narrativa. O drama familiar é um dos temas secundários, contudo ele é de extrema importância já que tudo tem uma correlação. A partir do drama vivido por Jenny vamos tomando conhecimento de alguns segredos de família que ganham destaque ao longo da narrativa. Charlotte e Tom são peças fundamentais na história, tirando o fato de serem pais de Jenny, claro. É preciso ficar atento. Cada palavra tem seu peso. A essência do livro vai muito além das palavras ditas. 

O thriller psicológico tem essa capacidade de nos deixar perplexos, amedrontados, confusos. Os sentimentos ficam à flor da pele mesmo. Não sabemos lidar muito bem com esse tipo de história. O ser humano é exposto em toda sua complexidade. A mente daqueles que cometem tamanho ato de crueldade despertam nossa curiosidade. Quantas mulheres, meninas não foram violentadas? Quantas vítimas de tamanha barbaridade não convivem com a sombra de um passado tão doloroso? Escrever sobre algo tão cruel e real é muito difícil e, fazer isso com tamanha seriedade e talento é pra poucos. Por esse e tantos outros motivos Wendy Walker é uma das autoras mais comentadas e reconhecidas nos últimos tempos. Não é à toa que o livro fez um sucesso estrondoso lá fora.

Os fãs do gênero ficarão contentes em saber que a história será levada para o cinema. Yes! Isso mesmo! Não dá pra uma história incrível como essa ficar apenas nas páginas de um livro. E quem irá dirigi-lo será a fodástica Reese Witherspoon em parceria com a Warner Brothers. Já fico imaginando cada detalhe. Certamente será um filmaço!

Nem tudo será esquecido é um dos livros mais brilhantes que já li na minha vida. É um livro que aborda um tema cruel, devastador e que nos deixa sem palavras, definitivamente. Favoritei o livro e espero que a autora possa escrever outras histórias tão incríveis quanto essa. Leiam o livro com cautela, digerindo cada frase, cada palavra com muita atenção para que possam compreendê-lo verdadeiramente. Um livro que ficará para sempre gravado em sua memória. Um relato cruel, perverso e doloroso sobre o estupro e seu efeito devastador.



Um dos suspenses psicológicos mais elogiados nos Estados Unidos Tudo parece perfeito na pequena Fairview, em Connecticut, até a noite em que a adolescente Jenny Kramer é violentada durante uma festa. Nas horas posteriores, ela é medicada com uma droga controversa para que as memórias da violência sejam apagadas. Mas, nas semanas que se seguem, enquanto se cura das dores físicas, Jenny percebe que guardou nuances daquela noite. O pai, obcecado por sua incapacidade de descobrir quem abusou de sua filha, busca justiça, enquanto a mãe tenta fazer de conta de que o crime não abalou seu mundo cuidadosamente construído. Segredos da família e do círculo próximo começam a vir à tona durante a busca incessante pelo monstro que invadiu a comunidade – ou que talvez sempre tenha estado lá –, guiando este thriller psicológico para um fim chocante e inesperado.


Título: Nem Tudo Será Esquecido (All Is Not Forgotten)
Autora: Wendy Walker
Páginas: 288
Editora: Planeta de Livros Brasil

Me acompanhe também nas redes sociais: 
Facebook ♥ Twitter ♥ Instagram ♥ Skoob ♥ Google+

Share
Tweet
Pin
Share
1 comentários

Sophie Evans é uma jovem gentil e esforçada, apesar das circunstâncias. Becca, gêmea dela, sofre com uma doença e a família não tem condições de bancar os tratamentos. Para tentar salvar a vida da irmã, a jovem está disposta a colocar à venda algo muito precioso. Doce Mentira, da autora best-seller Kendall Ryan, publicado pela Editora Pandorga, é um romance repleto de surpresas. 


Empenhada, Sophie entrou em um negócio perigoso com Colton Drake, um empresário de sucesso e extremamente atraente, cheio de mistérios. Após passar um trauma, ele passa a viver uma rotina conturbada, e enxergou na garota uma chance de ajeitar as coisas, não esperando que desse jogo um amor intenso poderia surgir.

“A Sophie despertou um lado diferente meu. Só o fato de ela se enrolar em volta de mim à noite já me acalma, já me fez lembrar que a vida não era para passar em branco. Havia coisas que valiam a pena. Eu queria mais daquilo.”

Juntos, eles embarcarão em uma viagem de novas sensações e sentimentos, descobrindo que o destino sempre dita as regras e que o prazer pode ser a ruína de um mau jogador. Doce Mentira é o primeiro volume da aclamada série Filthy, e promete instigar o leitor a cada página. 

SOBRE A AUTORA

Kendall Ryan é autora best-seller do The New York Times, Wall Street Journal e USA Today com mais de doze livros publicados, tendo vendido mais de um milhão de e-books e seus livros sido traduzidos em diversos idiomas e países pelo globo. Ela é publicada tradicionalmente por Simon e Schuster e Harper Collins do Reino Unido, mas também possui publicações independentes. Desde que se autopublicou, em 2012, aparece constantemente como número 1 na lista de ibooks da Barnes e Nobles pelo mundo. Seus livros também apareceram na lista do NYT e USA Today diversas vezes. Atualmente, vive em Minnesota com o marido e dois filhos.

Ficha Técnica
Título: Doce Mentira
Autora: Kendall Ryan
Formato: 16X23cm
Páginas: 176
ISBN: 978-85-8442-123-7

Share
Tweet
Pin
Share
1 comentários
Próximo post

Quem escreve


Quem escreve


Oi, eu sou Zilda Peixoto! Comando a Cachola desde 2009. Aqui compartilho um pouquinho sobre meu universo particular: resenhas de livros, séries, filmes, música boa, paixão por plantas, pugs, decoração afetiva, maternidade real e o que mais der na cachola..rs.. Sejam muito bem vindos!!!

Redes sociais

  • facebook
  • twitter
  • Instagram

IG @cacholaliteraria

Facebook

Cachola Literária

Assine nossa Newsletter

Livros com Desconto

Posts recentes

STATUS DO BLOG

Domínio: Cachola Literária
Endereço: www.cacholaliteraria.com.br
Desde: 15 de novembro 2009

Seguidores

RESENHAS

Created with by ThemeXpose