Literatura de alta velocidade
Alguém já tinha pensado neste conceito? Literatura de alta velocidade? Pois é, Drummond já antecipava: "Escrever é cortar palavras". João Cabral, na mesma linha:"Enxugar até a morte". Hemingway: "Corte todo o resto e fique no essencial".

Seguindo à risca a lição dos mestres, chegamos aos microcontos: "miniaturas literárias" que cabem em panfletos, filipetas, camisetas, adesivos, postes, muros, tatuagens, cartão postal, hologramas, desenhos animados , arquitetura, instalação, música ... e que podem ser lidas no ônibus, no metrô e ... nas telas do computador. (Cá entre nós, um prato cheio para propostas atrativas de ensino de literatura e integração de novas tecnologias.)
O mais conhecido microconto do mundo é:"Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá.",de Augusto Monterroso, com 37 letrinhas.
No Brasil, Dalton Trevisan, autor dos recentes "Arara bêbada", "Capitu sou eu" e "Pico na veia" é o representante maior dessa literatura.
Post publicado originalmente em 27/04/05



1 comentários
Pedimos gentilmente que coloque a fonte dessa matéria. Dê créditos.
ResponderExcluirhttp://lousadigital.blogspot.com.br/2012/07/literatura-de-alta-velocidade.html
Post publicado originalmente em 27/04/05
Revisado e republicado porque a temática continua muito atual, principalmente por causa das novas ferramentas de microblogs. Vale a pena retomar a conversa!
Obrigada,
Sônia Bertocchi
Obrigada pela visita! Sua participação é muito importante.