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Cachola Literária

Uma declaração de amor ao mundo mágico dos livros

Hoje é o meu aniversário. Chego aos 3.7 sem nem ao menos ter me dado conta de como a vida foi generosa comigo. Apesar de todas as merdas que enfrentei ao longo dos últimos anos, hoje não quero me queixar, só agradecer.


Agradecer primeiramente a Deus por ter me concedido a oportunidade de estar nesse plano. Segundamente porque ele me deu a oportunidade de ser mãe, duas vezes, de duas lindas meninas. Samara e Melissa, razão por eu ainda estar aqui, vivendo um dia de cada vez, errando, mas tentando ser a melhor mãe que vocês poderiam desejar. E, em terceiro lugar, não menos importante, quero agradecer a você, leitor, que esteve e permanece ao meu lado desde o comecinho da Cachola.

Mas você deve estar se perguntando o motivo pelo qual resolvi fazer um post desses,  que mas parece uma sessão de terapia. Ahhhh...se você está aqui, desde o comecinho, vai lembrar que eu usava o blog como ferramenta de escape. Bem no início eu escrevia sobre a vida, era aqui que eu me jogava por inteira, falava das minhas frustrações, compartilhava meus sonhos e tudo mais. Bem, o tempo foi passando e o prazer da leitura foi amadurecendo junto com o desejo de compartilhar minhas opiniões dessas leituras e, a Cachola foi tomando outro rumo e ganhando outra dimensão.

Hoje existe o Twitter como o melhor terapeuta e o mais barato de todos. E, olha que eu já passei hoje por lá viu! Quem quiser me seguir por la óh (@zildapeixoto) Não há quem o utilize de outra maneira. Aah claro, existem muitos babacas que o utilizam por outros motivos, mas isso é papo para um outro momento. Voltemos a razão pela qual estou aqui escrevendo esse post cheio de saudosismo.

Hoje acordei mais velha e, assim como nos outros anos, com uma vontade imensa de voltar pra dentro do útero da minha mãe. Ops, uma ressalva: para dentro de outro útero, meu Deus! De preferência para dentro do útero da minha mãe adotiva.
Nunca gostei muito dessa data, sempre achei tedioso comemorar uma data sem que ao menos eu estivesse verdadeiramente feliz. Talvez eu tenha guardado na minha mente más recordações, mas uma coisa de bom eu guardei com muito carinho. 
Morei com a minha família até meus 22 anos, até o momento que saí de casa para casar. Lembro bem, que não houve um ano sequer que eu não tenha acordado no dia do meu aniversário ao som do Parabéns pra você da Xuxa. Sim, sim, eu sempre amei a Xuxa e minha mãe sabia disso. Minha mãe sempre fazia alguma coisinha. Podia ser uma simples janta, um bolo de chocolate, mas nunca, nunca deixou de colocar meu disco de vinil da Xuxa para tocar. E o engraçado que era uma tradição e hoje tornou-se uma boa lembrança de tempos tão difíceis.

Depois desse dejà vu foi a derrocada para eu me sentir ainda mais na merda e emotiva. Lembrei da minha amiga de infância Vanessa, Badê, para os íntimos. Nossa, como eu tenho saudades da nossa amizade. Lembrei de todas as vezes que ficávamos no portão de casa, conversando horas a fio, sonhando, divagando, imaginando nossas vidas no futuro. Éramos duas adolescentes cheias de sonhos. Quando criança brincávamos na rua de bandeirinha, pique cola, taco e tantas outras brincadeiras que só quem viveu essa fase sabe o quanto ela é deliciosa.
O fato é que o tempo e as circunstâncias nos separou. Cada uma foi para um lado, ambas casamos, ela formou-se, passou a lecionar, constituiu uma família linda e é mãe de duas lindas meninas também. Isso a gente não combinou né amiga?! ahahahaha...
Que saudades daquele tempo. Tempo de muita inocência, tempo que acreditávamos em príncipes encantados, ou pelo menos que todos seriam sarados. Quanta inocência...
Hoje colecionamos muitos sapos e desencontros, mas com a certeza de que foi necessário. Cada uma escolheu um caminho a seguir.

A ideia de postar sobre o que estou sentindo no dia de hoje foi algo bem difícil. Sei que muitos devem estar achando um mimimi da porra tudo isso, e a vocês peço desculpas. Só queria dividir, compartilhar e receber em troca afeto, verdades e amor. Sem vitimismo, sem hipocrisia, por favor.
Com o tempo a gente meio que vai se acostumando a receber pouca verdade, pouco afeto, pouco amor e vai deixando pra trás um pouco do que a gente era e sonhava ainda quando bem pequeno.

Por último quero dizer que estou bem, apesar desse texto tão deprimido. Perdoem essa mortal que vos fala. É que todo ano é essa mesma merda. O tempo vai passando e a gente se desespera, acha que não viveu tudo que tinha que viver, sei lá, acho que é só crise de meia idade mesmo. No mais quero agradecer pelo carinho de quem ainda permanece por aqui. Tenham paciência comigo. Prometo enchê-los de boas resenhas, papo furado e boas notícias logo adiante. Só esperem esse dia de chororô passar.

Bjs. Nos falamos em breve.

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Quando criança eu sonhava em ser tanta coisa. Hoje, após tantos anos eu fico relembrando alguns desses sonhos e fico imaginando o quanto eu era esquisita. É sério, gente! Se eu tivesse que citar tudo que passava por essa cabecinha engenhosa e criativa aqui vocês nem imaginam. Eu sonhava com coisas concretas sabe, aquelas que estão ao nosso alcance até as mais absurdas possíveis. Obviamente que, as coisas absurdas predominavam no tempo em que eu era apenas uma criança. Hoje, muitos anos depois alguns sonhos foram esquecidos, outros deixados de lado temporariamente, mas de qualquer forma o que vale é a recordação bizarra que cada um ocupa na minha lembrança. 

Quando eu digo bizarra é porque uma coisa é certa: quem em sã consciência desejaria tais coisas?


1-   Apresentadora de Tv



Mas não é qualquer apresentadora não, minha gente! Eu queria ser a Xuxa, a Rainha dos Baixinhos. Imagina só: a pessoa tinha um cabelo todo encaracolado, uma cabecinha meio redondinha, olhos castanhos escuros, estava bem abaixo da estatura aceitável e... chega de bullying! Gente! Não ia rolar,né! Nem pra paquita eu tinha o perfil, quem sabe para ocupar o lugar do Praga. 
Eu tinha o costume de recortar imagens de pessoas e bonecos de revistas e gibis para criar o meu auditório. Rolava brincadeira e tudo. Tinha a hora do café da manhã, mas o melhor de tudo era a hora que eu descia da nave – a minha nave era uma escadinha de cozinha, tá! Sei que pode parecer insano, mas eu passei toda a minha infância idolatrando essa mulher e sempre imaginei que um dia eu seria como ela. Aí, eu cresci.

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O papo de hoje é sério, meio brabo, porém estritamente necessário. Quem acompanha o blog pode notar a minha ausência seja nas postagens das resenhas, na formulação de promoções independentes, ou até mesmo num simples divulgação ou release das editoras. 
O fato é que para tudo isso há uma explicação e, infelizmente, ela não é tão agradável quanto eu gostaria.


Faz tempo que gostaria de dividir com vocês, meus leitores queridos e amados, mas as circunstâncias em si não permitiram que eu viesse a público para falar do meu “problema”. Provavelmente, vocês devam estar se perguntando o porquê de eu ter decidido falar a respeito somente agora sobre a minha situação. Bem, primeiramente porque eu acho que não é justo com vocês que eu não atualize o blog com regularidade e , que se caso isso seja feito, que seja com qualidade e comprometimento, procurando sempre compartilhar a minha opinião seja através das resenhas ou a respeito de qualquer outro assunto que esteja relacionado ao conteúdo proposto pelo blog.

Se por um acaso você tem um minutinho da sua atenção leia minha breve biografia: Sou a filha mais velha de três irmãos, sou casada  com um homem maravilhoso que nem peçam de joelhos eu não passarei a sua ficha completa ( porque sabe como é?! A coisa anda feia e cada uma que dê seu jeito para segurar o que é seu! Sou mãe de uma linda menina chamada Samara de 7 anos de idade, linda, linda, linda... Quem acompanha meus perfis pessoais sabe como sou mãe babona e passo o tempo todo divulgando o meu amor incondicional por ela. Quem é mãe, pai ou pãe sabe do que eu estou falando. 


Então, a vida segue adiante cheia de pedras no caminho para que possamos ultrapassá-las, percalços, perdas e tantas outras dificuldades que nos são impostas. É a partir daí que muitos se perdem ou se deixem se perder, seja lá por qual for o motivo. 
O meu foi a falta de força, determinação, perseverança, até resultar numa crise já tão conhecida por muitos possivelmente: a síndrome do pânico, logo em seguida tantos outros sintomas ligados à depressão. E isso não aconteceu assim, meio que do dia pra noite. Um dia eu era uma pessoa alegre, ativa, trabalhava, tinha uma rede de relacionamentos até que um dia tudo simplesmente mudou. Foi nesse momento que o blog surgiu na minha vida. 

Tudo na minha vida havia perdido o sentido. Após 3 meses deitada sobre uma cama sem falar completamente, sem andar e sem enxergar perfeitamente, com muita força e fé consegui superar esse momento tão difícil. Foi o momento que eu precisei me redescobrir, reaprender a falar, a me relacionar com as pessoas, ou seja, tudo aquilo que normalmente fazemos para que possamos nos recuperar. No meio de tudo isso eu tinha que me lembrar o tempo todo da minha filha que tinha apenas quatro anos de vida e nem entendia direito o motivo da mãe não poder interagir com ela direito.  

A segurança e o apoio que meu marido e minha mãe me deram foram cruciais para que eu pudesse realmente me recuperar. E, Deus, claro sempre presente me amparando.
Após conseguir recuperar minha visão a primeira coisa que me veio à mente foi escrever. E naquele momento eu tinha tudo que eu precisava a minha disposição para começar um novo projeto. Uma estante repleta de livros, dos mais variados gêneros, agendas velhas ( que eu coleciono e faço anotações) essa mania estanha eu conto pra vocês em outro momento, juro!) e muita vontade de compartilhar meus sentimentos.


No começo o blog começou de um jeito meio desajeitado aonde eu apenas compartilhava pensamentos avulsos e citações dos meus autores favoritos: Luis Fernando Verissimo, Martha Medeiros, Clarice Lispector, Caio F. Abreu, Florbela Espanca e, tantos outros que não caberiam neste espaço. Com o decorrer do tempo passei a me dedicar a ler os livros que  colecionava e eram torturadas pela poeira constante devido ao esquecimento.

Por esse, motivo decidi criar a Cachola Literária que, hoje é meu maior prazer. É o fôlego que encontro quando me falta forças para respirar, é o meio de dizer ao mundo que sou alguém, que não sou nerd, cool, ou nada do gênero. Não gosto de rótulos ( a não ser dos produtos da Starbucks..rs) Tive vontade de compartilhar minha opinião através das minhas leituras e, com isso, nasceu uma "falsa metida a crítica literária" como sou rotulada por muitos. Esse é o grande problema de se expor, mas nem Cristo coitado, agradou a todos! Imagina uma mera mortal como eu? Fora isso, sou muito normal. Sempre tive tendência a me depreciar, achar que sou gordinha, tenho cara de Trakinas, que meu peito ainda vai me passar vergonha na rua, tipo andando tranquilamente, até que de tão exageradamente pesados me levarão a uma queda, possivelmente muito constrangedora. Meu cabelo era cacheado, daqueles que ficava lindo armado #SQN. Por isso, depois de muito Neutrox (tempos difíceis para que se mantivesse um cabelo domado), por fim, decidi alisá-lo. 

Estou a onze anos sofrendo compulsivamente para mantê-los arrumados, até que...resolvi ser loira. Nessa que a depressão atacou de vez fui até o banheiro e peguei aquelas tesouras de jardinagem e disse ao meu marido:
_ Eu não aguento mais! Ou você me paga um corte de rica, loira e diva ou eu passo a tesoura e podo tudo!
Meu marido coitado, no desespero, pegou a tesoura, guardou num lugar seguro e me levou no dia seguinte para a transformação. Resultado: Senti-me linda, postei e ostentei o resultado nas redes sócias e tudo o que tinha direito, sai pra jantar num restaurante japa que eu amo na minha cidade e por fim, no dia seguinte chorei de ódio! Por quê? A conta do cabeleireiro foi tão cara que me impediu que eu frequentasse o mesmo restaurante por pelo menos três meses. Olha que dureza!” Quanta burrice! Por essas e outras que dizem que as loiras são burras..rs

Depois de tanta baboseira, eu gostaria dizer a todos o quanto tem difícil se manter lúcida diante de tantos remédios. Abandonei sonhos, larguei a academia, relaxei na dieta, e tenho feito tudo o contrário. Não consigo ler com muita frequência devida  visão turva resultado da própria medicação, mas gostaria de dizer que estou tentando.


Seria muito mais fácil fazer um vídeo, eu sei talvez lhes pouparia de ter de ler tanto, mas como eu disse, anteriormente é ainda muito difícil pra eu falar a respeito, compartilhar a minha dor, ainda que eu saiba que existam muitas pessoas que passam pelos mesmos problemas. Mas falar em público ou na frente de uma câmera na tela do computador é a morte. É sério! Eu “tenho a voz muito fina, gaguejo porque fico nervosa e falo “né” mil e quinhentas vezes”. Olha que tortura seria assistir a isso.

Eu só decidi tomar essa decisão após assistir um vídeo Por que o blog é minha terapias?(assistam!) da Jeh Asato na qual ela fala do transtorno dela e o quanto é difícil lidar com ele, mas em contrapartida ela me ajudou a acreditar que eu possa fazer algo para mudar e conviver com esta situação. 


Não vim aqui para pedir dinheiro pra ninguém, fiquem tranquilos, por enquanto, a coisa ainda não chegou a esse ponto. A única coisa que lhes peço é paciência. Sei que tenho milhares de resenhas para postar, de editoras e parceiros e que todos esperam que eu cumpra com o meu compromisso. E, obviamente que não faltarei com nenhum deles.

Tudo na verdade é difícil porque morro de vontade de ir a alguns eventos que acontecem na cidade, mas o temor, a vergonha, a timidez, o nervosismo, as mãos suam frio, ou seja, a síndrome ataca sem dó nem piedade. E o que me resta é discutir online as experiências alheias. Fora isso eu espero que possamos  trocar ideias e formular projetos por muito tempo porque apesar de tudo, não me passa pela cabeça acabar com o blog. Vocês, leitores, são o motivo pelo qual ainda me mantenho firme, bem aqui do outro lado da tela, escrevendo coisas legais, em outros momentos nem tão relevantes assim.

O negócio é admitir a doença, compreendê-la e se tratar, e isso eu já venho fazendo. Por esse motivo decidi compartilhar com vocês essa agonia que não cabe dentro do peito, só quem vive sabe do que eu estou falando.
Espero continuar postando, tentando inovar com outras postagens, textos mais autorais, dicas de coisas interessantes, mas nada que fuja completamente do foco principal do blog: a literatura.


Que possamos trocar muitas risadas ainda juntos e que possamos lembrar-nos disso somente quando eu atingir os 103 anos porque a minha fé e intuição me dizem que eu consigo chegar até lá. Obviamente deixando as coxinhas e brigadeiros de lado e caindo dentro do Whey Protein. Mentira, gente! Tudo é equilíbrio na vida. Eu  adoro os quitutes das festinhas de crianças.
Com as coisas caminhando como devem ser lutando bravamente para vencer a tal dessa “mardita” doença do século que só serve mesmo é para enriquecer as indústrias farmacêuticas a gente vai levando tudo na boa, como Deus permitir.

Nada de chororô, pelo amor de Deus, vamos deixar isso pra Nicholas Sparks, Maurício Gomyde e companhia porque o sofrimento nos livros é algo muito mais prazeroso, inebriante. A gente sofre porque é sem vergonha mesmo, gosta de se apaixonar pelo mocinho, chora quando o anti-herói decepciona e abandona a mocinha mesmo sabendo que no final tudo vai ficar bem. 

Na vida real a gente reza e torce pra que tudo seja tão bonito quanto nas páginas de um romance, é ou não é? Mas também tem momentos que dá vontade de sair por aí dando um de Walking Dead e comendo a cabeça de todo mundo. É aí que mora a graça da coisa: a gente faz da nossa vida o que a gente quiser. Sonhar é permitido a todos, mas quem é um leitor(a) apaixonado sabe que de todas as histórias lidas, todas podem ser aproveitadas e vividas de alguma maneira. Eu ainda não consigo caminhar sozinha, mas a fé me permite que eu cheque até aonde eu quiser. Disso eu tenho certeza. No momento estou lendo um livro bem propício para o momento: “Como ter uma vida normal sendo louca, das autoras Camila Fremder e Ana Rosa”. É ou não é uma boa pedida? hahaha
É isso ai, pessoal! Vida que segue! Até para falar sobre algo tão difícil há de considerar que devemos levar a vida com o humor pois é a maneira mais fácil de encarar tais problemas. Me dê algumas folhas em branco e atenção que pelo menos algumas risadas sairão disso aí.


Beijitos no core de cada um que leu este artigo enfadonho até o final. Vocês são demais!

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Quando nasce um texto? 

Você já se fez esta pergunta alguma vez na vida? Você deve estar se perguntando o porquê de tal questionamento, mas irei tentar explicá-los de onde e quando surgiu tal indagação. Tenho o hábito de visitar e acompanhar alguns colunistas do jornal da Folha e me deparei com um texto bem legal do colunista Gregório Duvivier.



Sempre muito irônico quando o assunto é narrar o comportamento humano Gregório disserta sobre um dos males mais corrosivos que afetam a sociedade contemporânea: a procrastinação.
Levando-se em conta a maneira como ele a descreve, fiquei a pensar sobre como nos comportamos diante da tela de um computador quando estamos atolados de tarefas a cumprir.

Quem nunca ao chegar ao trabalho antes mesmo de acessar a tela remota (área especifica onde acessamos as informações da empresa) se viu acessando os perfis do Facebook ou twitter? Fala a verdade! Lembre-se: mentir é pecado.

Isso quando você tem aquela leitura para iniciar e a deixa de lado para ler notícias que provavelmente não mudariam sua vida: “Golfinho na Malásia sofre dois dias com a perda de seus dentes". “Mulher Melão jura não ter colocado silicone e que tem seios fartos desde os oito anos. É coisa de família". "Dilma confessa detestar a cor vermelha. “Sempre gostei mais de verde abacate”. E por aí seguimos rumo ao Vale das Sombras. Perdemos-nos em meio a tantas informações inúteis e o compromisso por ora vai sendo adiado. Por isso você deve se perguntar por quanto tempo se mantém procrastinado. Por mais difícil que seja admitir tal desvio precisamos nos ater ao fato de que somos bombardeados a todo o momento por informações inúteis que tem por objetivo nos desviar a atenção. 

As redes sociais e outros aplicativos estão aí para comprovar isto. O whatsApp é outra pedra no nosso caminho. Depois da proliferação de recursos tecnológicos nossa vida nunca mais fora a mesma. Aliás, é a nossa produtividade que é atingida. É claro que não devemos bani-la do nosso cotidiano, até porque dependemos dela indiretamente para nos manter atualizados, mas aí até passar horas do nosso valioso dia convidando os “amigos” para jogar “Crush sei lá das quantas” ninguém merece.


Foco é a palavra da vez! Focar no trabalho, naquela leitura por ora deixada de lado, naquele texto que você deve apresentar na faculdade e etc. Então, eu lhe pergunto: Quando nasce um texto? Quando nasce uma resenha?

Expomos esses infortúnios ao longo do nosso caminho propositalmente para chegar aonde gostaríamos. Em que momento você começa a escrever? Sua resenha se dá a partir de um prazo determinado? Sabe aquele momento que tem alguém bem no pé do seu ouvido ou diante da tela do seu notebook lhe exigindo um prazo para resenhar determinado livro? 

Sabemos da importância de se estabelecer um prazo para resenhar tal livro, mas o que gostaríamos de saber é se você funciona quando é cobrado. 
No meu caso a coisa funciona da seguinte maneira: Primeiramente tem de haver uma identificação para o texto fluir. É assim em todas as situações. Não entremos no mérito se a leitura do livro é agradável ou não. Já li muitas críticas negativas tão boas quanto positivas. Cabe o leitor tirar suas próprias conclusões.

Será que o ato de procrastinar é um dos grandes males da sociedade contemporânea?

Sempre reclamamos da falta de tempo, do caos do trânsito, da barriga negativa da Cláudia Leite entre outros desvios que perturbam nossa concentração. 
Há de se convir para que o texto nasça e que venha ao mundo com qualidade e, que se torne digno de respeito e atenção devemos dedicar nosso precioso tempo a ele. E caso ele venha a ser prematuro que possamos ter sabedoria o suficiente para não abandoná-lo a bel prazer.

Entre analogias e bifurcações voltemos ao nosso ponto de partida. 
Não conjugueis o verbo Procrastinar. 


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Morre lentamente quem não troca de ideias, não troca de discurso, evita as próprias contradições. Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.


Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

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Na última quinta feira, dia 6, um jovem foi preso acusado de roubar três livros da Livraria Cultura em Salvador. Morador do bairro Paripe, localizado no subúrbio de Salvador, o jovem Alex Santana Souza de 19 anos confessou que já havia roubado outros dez livros na mesma livraria. 























A notícia é bizarra, mas infelizmente não é. Fico a pensar em diversos fatores que levaram o jovem a cometer tal "crime". Por favor, não estou aqui para fazer qualquer apologia ao crime. Longe de mim! Mas fica um pergunta no ar: Até quando iremos nos chocar? Este é o retrato social em preto e branco do país em que vivemos. Fato.

Nós, blogueiros literários que levantamos todos os dias dispostos a falar, respirar e propagar a literatura sabemos qual o valor da leitura em nossas vidas. Por isso, uma notícia que deveria ser banal, pois trata-se de mais um crime como tantos outros que já estamos acostumados a conviver acaba nos chocando tanto. Independentemente da atitude errada que este jovem tenha tomado, a sua ação deve ser avaliada cautelosamente.

A primeira coisa que poderíamos dizer é: Ah! Ele não precisava roubar! Poderia ir a um sebo. Ou pegar emprestado com um amigo! Ou numa biblioteca municipal! O fato que é normalmente acabamos por julgar a atitude alheia sem o devido conhecimento da situação.


No momento em que o best-seller A menina que roubava livros toma conta do cenário com sua recente adaptação cinematográfica sendo exibida atualmente em todas as salas de cinema do país e livro sendo relançado pela Intrínseca, editora responsável pela publicação no pais, podemos fazer uma ponte entre a ficção e a realidade. 


O best-seller “A menina que roubava livros” aborda de maneira direta e impactante as mazelas do nazismo, em uma época de perseguição a comunistas e jovens que se rebelavam contra o genocídio de judeus por Hitler. Na obra, uma jovem aprende a ler e se apoia nas publicações para obter um sopro de esperança no futuro. E o que isso tem a ver com o Brasil? Bem, enquanto a obra de Markus Zusak trata de uma história fictícia, aqui ela é real, e guardadas as devidas proporções, também impressiona.

Um menino foi preso em flagrante na região Nordeste quando roubava três livros, em uma livraria no Salvador Shopping. Há informações de que a fiança teria sido fixada em dois salários mínimos e o jovem teria roubado os livros por não ter dinheiro para comprá-los. Pior, ainda confessou ter levado outras obras, com conteúdo pedagógico.

No contexto social, as convenções indicam que um meliante deve ser punido, pois há a ideia de se manter um perfil corretivo, com a intenção de reeducar o indivíduo para que não volte a cometer delito. Há, ainda, o caráter exemplar, com a intenção de desincentivar outras pessoas a cometerem atos semelhantes. Apesar disso, imaginar um jovem de 19 anos preso por esse motivo, realmente é alarmante.

No livro de Zusak, lançado em 2006, é difícil não se emocionar com o drama da protagonista Liesel, uma menina que aprende a ler a duras penas e, assim, consegue sair da letargia. Com os pensamentos soltos, ela ganha um tipo de sobrevida em meio ao caos, pois amplia o vocabulário e cria uma espécie de Aurélio, usando as paredes de um sótão como o seu grande quadro negro. O drama fez tanto sucesso que ganhou até uma adaptação para o cinema, e o longa-metragem ainda pode ser conferido, pois ainda está em cartaz.

A fatalidade no caso da vida de Liesel era a de ter sido abandonada pela mãe, após ter perdido o irmão mais novo. Ela ainda tinha de viver aos sobressaltos, pois temia a aproximação de militares da Gestapo. Já o jovem que mora na Bahia, e que fora perseguido por policiais de verdade, sentiu na pele o resultado de suas escolhas. Sem apologia ao crime, longe disso. A ideia aqui é discutir a respeito da condição humana e de como a sociedade reage em um caso como esse. Afinal, do ponto de vista dos negócios, o que caberia à rede de livrarias fazer? É complicado.

A família do jovem preso teve de angariar dinheiro para pagar a fiança e tirá-lo do Complexo Penitenciário da Mata Escura. O garoto brasileiro informou que viu no furto uma das poucas opções para adquirir os livros, já que a sua mãe não tinha condições de comprá-los. E confessou ainda o roubo de cerca de dez outras obras, todas para estudar. No best-seller sobre Liesel, contado de maneira exótica por ser narrado por ninguém menos do que a morte, é difícil não se chocar. Já no drama lado B — justamente de Brasil —, a demora dos royalties do pré-sal para a Educação poderá custar muito caro, ao que parece. O preço pode ser aquele a ser pago por uma geração inteira de pessoas carentes, e cada vez mais marginalizadas pela falta de oportunidades, onde se verifica um abismo social a perder de vista.


Fonte: DCI
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Olá, galerinha!
Hoje iremos testar os seus conhecimentos. Preparem-se porque logo de cara vai uma pergunta muito, super difícil. Estão preparados? Então lá vai.



O que é Dom Casmurro? 

1- Pessoa do sexo masculino gentil, cortes, de porte atlético; 
2- uma espécie de subsecretário da corte responsável pela escolha dos calções de D.Pedro; 
3- nome do pequeno vilarejo da cidadezinha de Cornucópia; 
4- síndrome que afeta o sistema nervoso central de pessoas muito agressivas e temperamentais.

Qual das alternativas acima é a resposta correta? Você saberia me dizer? Se você ainda está na dúvida fique tranquilo porque você não foi o único. Na noite desta quinta-feira(06/02) a participante Letícia do programa Big Brother Brasil também não soube responder à pergunta. Também pudera né, gente. Ninguém avisou a coitadinha que a produção do programa pudesse lhe pregar uma peça. Onde já se viu elaborar uma prova de conhecimentos gerais? Não tem cabimento uma coisa dessas! Num programa que a qualificação principal é possui 300 ml de silicone ( no mínimo), ter feito pelo um menos um ensaio artístico (de preferência nu) e que tenha uma boa elasticidade corporal para encobrir-se embaixo de um edredom. Qualificações preenchidas, você tem o perfil ideal para tal colocação. 

Não estou aqui para julgar de forma alguma aos que apreciam o programa em questão, mas o fato ocorrido não poderia passar em branco. Vai lá que a moça não é obrigada a responder uma pergunta tão difícil quanto essa, mas fica a pergunta que não quer calar: Letícia, em algum momento da sua vida você passou por uma instituição escolar? Ou melhor: Você teria em algum momento da sua vida cruzado com algum livro? Jornal, talvez? Prestado vestibular? Não, não. Provavelmente não.

Sei que pode parecer totalmente inadequado discutir neste espaço um assunto tão irrelevante quanto uma prova do BBB, mas a minha intenção é justamente levantar a questão para que possamos refletir sobre o assunto.

Não será a primeira vez que veremos coisas do tipo, mas o que realmente choca é o total desconhecimento da participante Tatiele ao perguntar: O que é Dom Casmurro?


Bate papo de cá, bate papo furado de lá, e ninguém chega a nenhuma conclusão. Se o Bial tivesse dito: _ Coitado do Machado! Provavelmente muitos diriam: Mas a que tipo de Machado você se refere?

BBB: Belas Bundas Bestas. Bestas Belas Bundas. Bundas Bestas Belas. A ordem dos fatores não altera o resultado. 




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Eu não duvido do poder da música. Em um dia preto e branco ela me colore. Em um momento de tristeza ela traz de volta um meio sorriso. Em uma situação delicada ela me socorre.

Eu não duvido do poder do abraço. Ele transforma corações. Aproxima uma alma da outra. É a ponte para o reencontro. Traz de volta a paz. Remove qualquer impureza do espírito.

Eu não duvido do poder da chuva. Ela manda embora toda a desgraça, desamor e sujeira. Deixa tudo mais puro e renovado.

Eu não duvido do poder de um sorriso. Ele quebra qualquer gelo, desmonta uma cara feia, desarma quem trouxe munição no peito.

Eu não duvido do poder do olho no olho. Ele traz a confiança, a vontade de acreditar, a certeza de que ainda existe salvação.

Eu não duvido do poder do sol. Ele traz a saúde, devolve a beleza e de quebra ainda esquenta quem já congelou por dentro há tempos.

Eu não duvido do poder do perdão. Ele faz as cicatrizes ficarem mais suaves, devolve o viço da pele, ilumina o dia e o passado.

Eu não duvido do poder do amor. Ele traz o apoio, oferece o suporte, segura forte a mão, ajuda a segurar qualquer fardo, por mais pesado que possa parecer.

Eu não duvido do poder da fé. Ela ampara, acalenta, acolhe, aconchega, nos pega no colo e cantarola uma linda canção de ninar.

Eu não duvido do poder da vida. Ela ensina, reconstrói, resgata, ajuda, reencontra. E cura.

Desejo a todos os leitores da Cachola um Feliz Natal! Muita saúde e paz!


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Ando com profunda preguiça de gente que só se queixa da vida. Sempre acreditei que ser feliz era uma espécie de obrigação. Não, não é fácil (quem diz que sim está mentindo descaradamente). 

É tarefa que dá trabalho, mas compensa. Ser infeliz é tão, mas tão chato. E deixa a pessoa com a pele sem vida, o olhar sem brilho, o sorriso amarelado que nem foto antiga.

Tem gente que encara tudo com uma seriedade absurda. A gente deve rir mais da vida e das desgraças. É claro que às vezes a coisa enrosca, aperta, complica, pesa. Mas tem que saber dar a volta por cima, rir, rir, rir. Rir absurdamente. Rir desajeitadamente. Rir escandalosamente. Inventar um riso e rir pra ele. Inventar um riso e rir dele mesmo. Inventar e rir de si mesmo.

Intriga dá ruga. Fofoca dá pé de galinha. Infelicidade deixa o coração capenga. Tem gente que não compreende um momento. E essa falta de compreensão vira inveja. E inveja não é coisa boa pra levar no peito. Eu já senti (quem não sentiu levanta o dedo), mas hoje sei que ser eu é tão bom. E tão louco. Mas eu me entendo comigo - e assim sigo. Me envergonho de poucas coisas. Me orgulho de muitas, principalmente de me aceitar como sou e ainda assim ser feliz. Sem medo nem vergonha.

Hoje o que vejo são pessoas desesperadas por uma gota de amor, atenção, carinho. Por isso, endurecem. Criam escudos, vivem uma vida falsa com sorrisos falsos. Mas quando você deita a cabeça no travesseiro sabe que está só, que falta alguma coisa, que sobra sentimento escuro e falta aquele sentimento claro, nobre, bom, que preenche os vazios e enche a casa - e o estômago - de borboletas coloridas.

A gente demora, mas aprende: existem os que só sugam e os que só procuram quando precisam. É preciso ter mais leveza para viver. E mais força para aceitar o que os dias nos trazem. Aproveite o final de ano e jogue fora suas mágoas. Cada um sabe o que sente e como sente. Tem muito sentimento bom dando sopa por aí. Agarre um pela mão e seja feliz, ao invés de ficar se lamentando e falando mal dos outros.

Seja bem vindo, Outubro!!!


Fonte

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É hora de reunir as pedras, chicletes, cocô ou qualquer coisa que esteja ao seu alcance. Nada de flores, por favor! Quero dar uma chance a todos que se incomodam com a minha opinião. Eu disse "opinião", não pessoa. Já que tem muita gente por aí incomodada com a maneira como abordo certos temas, e principalmente, com minhas resenhas “negativas”.



Acho um saco esse negócio de ficar se justificando por isso ou aquilo, ou ficar respondendo a comentários repletos de ódio no coração. Pensei muito antes de falar a respeito e por esse motivo, hoje estou aqui externando como enxergo as coisas.

Quando decidi compartilhar minhas leituras nunca imaginei que isso pudesse dar tanto o que falar. Algumas pessoas já me chamaram de sarcástica, irônica, cruel...nossa!!! e por aí vai. Que costumo ofender os autores e até mesmo vocês, leitores, quando exponho uma opinião contrária. Outro dia disseram-me que eu deveria ser apenas uma blogueira comum, que escrevesse apenas se o livro é bom e pontuar o que mais me chamou atenção, ou seja, os pontos negativos aqui não interessam. Como blogueira eu deveria me colocar em meu lugar e não escrever como se fosse uma “crítica literária”. Peraí! Como assim? Como eu deveria escrever como blogueira?

Definitivamente tenho um sério problema. Tenho mania de questionar e, por esse motivo, fico a me perguntar o porquê de tudo isso. Quem acompanha o blog e lê minhas resenhas, provavelmente, já conhece o meu estilo e a maneira como me reporto a cada um. Em momento algum desrespeitei alguma obra com palavras chulas ou desrespeitosas. Agora, bom humor ou quem sabe uma pitadinha de humor negro, ah..isso eu confesso. Faço uso de pequenas doses diárias sempre que possível. 

Sinto dizer, mas não gosto de rótulos e nem abreviações. Escrevo porque gosto. Sinto-me à vontade com as palavras e não busco ostentação. Vamos parar com essa mania de julgar os outros seja por qual for o motivo. Vamos respeitar o gosto alheio, o gênero alheio, a roupa alheia, etc. Tem espaço pra todo mundo. Pra quem escreve bem ou mal, e pra quem brinca de escrever. Temos que aprender a respeitar o próximo e o gosto de cada um. Somos diferentes e aceitar tais diferenças é o nosso grande desafio. Enquanto a me achar uma crítica literária, ah..isso é outra história. Vale outro post. Cada um que leia o que lhe interessar e tire suas próprias conclusões. No “três” vocês podem começar a se manifestar. Valendo! 

Ao invés de espalhar fofoca, maldade e intriga, vamos espalhar amor. Pequenos momentos bons. Pequenos prazeres. Pequenos olhares amigos. Pequenos trechos de livros. Pequenas palavras verdadeiras. E pequenos gestos.

(Tudo isso parece pouco, mas o pequeno vira GRANDE num instante, basta a gente querer.)

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SGV? (Segue de volta?) Troco likes? Troco seguidores! Retribuo comentários!
Quem nunca se deparou com algo do tipo em sua timeline, blog ou até mesmo por e mail? Se você ainda não foi bombardeado por nenhum pedinte desesperado por likes ou quaisquer outros pedidos estapafúrdios considere-se um sortudo.


Não entendo muito bem como funciona essa mecânica. Qual é a graça de se curtir uma imagem ou comentar um determinado texto se você realmente não curtiu, nem se interessou pelo conteúdo apresentado? Nessa busca incessante por status, curtidas e seguidores o mundo virtual vai ganhando cada vez mais espaço e as relações vão se tornando cada vez mais descartáveis. O carinha pede sua curtida, comenta uma publicação na esperança de ter algo em troca. É sempre assim. Torna-se um círculo vicioso. E fico a me perguntar: Qual é a graça de tudo isso?

Se for pra seguir que seja algo que você se identifique e isso serve para os comentários também. Nada de sair por aí curtindo tudo e comentando qualquer baboseira só pra ficar bem na foto. Sejamos críticos. 

Provavelmente o mínimo que irei conseguir com esse post serão vários "unfollows" e daí? O que vale é o desabafo, o alerta, o descontentamento com esse tipo de atitude. Busco "amigos" ainda que virtuais, busco por pessoas que acrescentem com sua alegria, simpatia, irreverência. Procuro pessoas que ainda acreditem na simplicidade das coisas. Utopia? Talvez. Sentimento comum aos que sonham demais.

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Acredito que uma pessoa é e sempre será a maior inimiga dela mesma. Infelizmente, tenho provas disso todos os dias, mesmo sem querer. É claro que conscientemente ninguém vai se maltratar ou se ferir. Mas existe um universo desconhecido dentro de nós mesmos e no fundinho dele tem uma parte chamada boicote.


É como uma espécie de anjinho e diabinho: o anjinho caminha para o lado do bem, o diabinho puxa com força seu braço para o caminho da lama. E a vida nada mais é que uma tentativa absurda, diária e árdua de equilíbrio.

Nem sempre consigo ser tão equilibrada, ponderada e organizada quanto gostaria. Alguns dias são bem perturbadores e nunca sei direito como lidar com eles. De certa forma resisto um pouco em dar o braço a torcer para a falha. Eu não sei perder, tampouco gosto de não ter razão. Um lado orgulhoso ainda tem muito o que aprender sobre os precipícios. Nem sempre quero cair, às vezes, mesmo torta, exausta e me arrastando quero continuar andando. Preciso aprender a me deixar levar, a aceitar que chega um momento em que a gente perde a força e a própria verdade. Mas sou turrona, durona, não desisto tão fácil. Juro que quando bate o desânimo eu o aceito, acolho, beijo, abraço e mando embora. Muitas vezes o desânimo só quer um carinho, por isso faz essas visitas inesperadas.

Existe também a famosa culpa. Por que fiz isso? Por que não fiz aquilo? Esqueço que o que eu fiz já está feito. E às vezes remendar só fica pior. Então é preciso inspirar, expirar e não pirar. Volta e meia chega aquela insanidade travestida de esperança, o tal do "e se". E se eu tivesse tido uma chance? E se não estivesse chovendo? E se eu não tivesse me calado? É pura insanidade, pois o momento que passou não volta. E não adianta ficar filosofando incansavelmente sobre ele, isso nunca vai mudar aqueles milésimos de segundos que já se foram e não mais voltarão. 

Quando tenho uma meta muitas vezes pego alguns caminhos alternativos, desvios, esconderijos secretos. Nada que me desvie completamente do rumo escolhido, mas o caminho é mais longo e muitas vezes um pouco espinhoso. E olha que tenho pressa de chegar ao destino, não sou nada paciente, mas me boicoto frequentemente. Talvez não me ache capaz ou merecedora de bençãos e alegrias. Talvez. Ou talvez eu pense que vida bonita é coisa de filme. Talvez. Ou talvez eu ainda ache que essas coisas não são pra mim. Talvez. Penso demais e isso me atrapalha, fico tentando concatenar fatos, coisas, pessoas, situações e acabo no vazio, na imensidão, no questionamento. Ao invés de me aquietar, focar e ir atrás dos meus objetivos fico com interrogações mentais que nunca são solucionadas. Não entendo por qual razão penso tanto, às vezes, mesmo no silêncio, o pensamento está lá, lavando, passando, cozinhando, conversando, divagando. E eu fico ouvindo, afinal, não posso virar as costas para o coitado. Ele é sempre tão generoso e solícito comigo, seria uma injustiça bater a porta na cara dele. Então eu ouço. E por vezes ele tem um quê de inconveniência, sinto vontade de mandá-lo embora, mas me calo e escuto. Já me falaram dá-um-chega-pra-lá-nele, mas não consigo. Preciso aprender a ser mais dura, a pensar menos, a me equilibrar mais, a me estragar menos. Tomara que um dia eu chegue lá.


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Sei que a gente vive em um mundo onde as pessoas estão cada vez mais ocupadas. É trabalho, casa, conta pra pagar, família, amigos, filhos. Temos que dar conta de tudo, dar atenção para todos e ainda cuidar para ninguém sair magoado, afinal, sua amiga reclama que você anda atarefada demais, sua mãe diz que você antes ligava mais vezes, sua irmã fala que você nunca tem tempo para um almoço no meio da semana.

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A gente podia ser mais tolerante um com o outro. Fazer uma corrente do bem, dos bons pensamentos, da sinceridade, da tribo do romance e da delicadeza. E pedir mais. Muito mais. Mais amor. Mais gente fina, elegante e sincera.

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Olá,pessoal!

Como andam as coisas por aí? Por aqui as coisas andam meio esquisitas. A maré tá meio alta e as coisas não estão fluindo muito bem. Problemas de saúde na família e outras coisas que vem afetando diretamente o bom andamento do blog.



Não sei se vocês repararam, mas as postagens andam espaçadas e o blog anda meio desatualizado. Digo isto com muito pesar porque quem acompanha o blog sabe o quanto eu prezo por sua qualidade e frequência. De qualquer maneira venho tentando colocar minhas leituras em dia. Não tem sido fácil devido aos problemas que venho passando, mas gostaria de tranquilizá-los que a Cachola não irá lhes abandonar, pelo menos não por enquanto. Só gostaria de pedir um pouco mais de paciência a todos vocês, leitores e parceiros do blog. Não me abandonem!

Tenho muitos livros para resenhar, mas o tempo anda cada vez mais curto e não estou conseguindo administrá-lo como eu gostaria. Acho que todo mundo já passou por algo parecido, por isso, conto com a compreensão de vocês.

Pensando nessa fase difícil encontrei um texto de um cara que acompanho e gosto muito. Gregorio Duvivier é colunista da Folha e estreou há pouco com um texto bem legal que traduz um pouco o meu sentimento em relação a tudo que venho sentindo. O texto fala um pouco sobre o relacionamento de um casal e como ambos encaram as transformações que ocorrem no seu dia-a-dia. É mais ou menos isso que gostaria de transmitir o que sinto. Que possamos sempre guardar as coisas boas. É por aí...


Mas antes


Ela saiu de casa batendo a porta. Mas antes, ele tinha mandado ela tomar no cu. Mas antes, ela tinha pedido que ele pelo menos limpasse a merda que fez. Mas antes, ele tinha derramado vinho no tapete. Mas antes, ela tinha duvidado de que ele derramaria o vinho todo no tapete. Mas antes, ele tinha dito que derramaria o vinho todo no tapete. Mas antes, ela tinha dito que a culpa não era dela de ele não ter um emprego. Mas antes, ele tinha dito que ela não precisava jogar na cara que ele não tinha dinheiro nem para comprar um tapete. Mas antes, ela tinha dito que a mãe dela merecia respeito, afinal de contas era ela quem tinha mobiliado o apartamento, do ventilador ao tapete. Mas antes, ele tinha dito que a mãe dela era uma vaca. Mas antes, a mãe dela tinha saído do apartamento batendo a porta. Mas antes, ele tinha pedido que a mãe dela saísse, de preferência sem bater a porta. Mas antes, a mãe dela tinha dito que ele estava mais gordo. Mas antes, ele tinha dito que a mãe dela estava mais velha. Mas antes, a mãe dela perguntou se ele tinha conseguido o emprego. Mas antes, ele disse que a mãe dela chegar de surpresa era só o que faltava. Mas antes, a mãe dela tinha chegado de surpresa. Mas antes, eles tinham se beijado e pedido desculpas e prometido que não iam brigar. Mas antes, ele perguntou por que é que nada que ele faz nunca está bom. Mas antes, ela tinha reclamado que ele não sabia nem abrir um vinho. Mas antes, ele tinha tentado abrir um vinho. Mas antes, ela tinha sugerido que ele abrisse o vinho. Mas antes, eles tinham se beijado. Mas antes, eles tinham deixado os filhos na casa da irmã dele. Mas antes, eles tinham dito que seria uma noite linda. Mas antes, eles tinham passado no supermercado e comprado o melhor vinho. Mas antes, ela tinha dito que tinha muito orgulho do marido que ele era. Mas antes, ele tinha chorado porque não era assim que ele se imaginava aos 35. Mas antes, ele tinha sido recusado na entrevista de emprego. Mas antes, ela tinha dito que confiava cegamente nele. Mas antes, ele tinha dito que era só uma entrevista de emprego, e que nada estava certo ainda. Mas antes, eles tinham combinado de comemorar as duas coisas, o aniversário e o emprego novo. Mas antes, eles tinham acordado e percebido que, naquela noite, eles iriam comemorar sete anos juntos. Mas antes, eles tinham sido felizes. Isso antes.


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Hoje em dia tudo é questão de status. Simplesmente transar com um cara legal não basta – você tem que tirar foto do menininho no sono pós-coito pra compartilhar naquele grupo badaladíssimo do WhatsApp.


Simplesmente ter um namorado não basta – você tem que atualizar seu status nas redes sociais, fazer declarações de amor diárias no mural dele e postar no Instagram fotos e mais fotos daquele fondue romântico com mil hashtags pra lá de apaixonadas. Ir às ruas para protestar contra o aumento da passagem de ônibus não basta – você tem que tirar foto da sua cara apolítica com a multidão de fundo. Simplesmente ver o pôr do sol no Arpoador com aquele cara legal não basta – você tem que dar check in e taggear o bonitinho. Senão, quem vai sentir inveja da sua autenticidade e da sua felicidade, não é mesmo?

E que atire a primeira pedra quem não tem um quezinho de exibicionista. Eu mesma confesso: gosto de exibir minhas conquistas. Minha consciência social que me permite perceber que não são apenas R$0,20, meu vocabulário extenso adquirido durante quase 20 anos de leitura, meu senso de humor crítico aguçado nas noites que quase passei em claro estudando Ciências Sociais, minha liberdade conseguida graças a um pouquinho de trabalho e a um montão de impulsividade, minhas tatuagens feitas à custa de muita agulha e sangue derramado, minha felicidade em completar a alcunha de ser espectadora de uma dúzia de shows do Zeca Baleiro. E – quem sabe? – se tivesse um namoradinho pra chamar de meu, talvez estivesse também postando fotos apaixonadas do nosso último feriado em Buenos Aires. Ou da nossa simples sessão-cinema aos domingos, com direito a pipoca, cobertor e algum sexo debaixo dele. Sem pudor, sem bom-senso, sem medo de parecer ridícula. Mas, sem sombra de dúvidas, com a plena consciência de que pessoas são pessoas, e jamais devem ser rebaixadas ao posto de conquistas. 

Rezam as más línguas que ele, como se comandasse um inquérito policial, anota num caderninho nome e sobrenome de todas as mulheres com quem transou nos últimos anos. Eu prefiro anotar experiências na memória. Andam falando por aí que ela tira sequências infindáveis de fotos com os mais diversos ~amigos~ na balada pra postar no Facebook. Eu prefiro dançar até o chão quando o DJ toca Freedom. Porque sinceramente, não sei qual foi o bonde que eu perdi, mas não vivo nessa era de colecionar pessoas numa estante, não. Frasco de perfume e boneca de porcelana é que foram feitos pra enfeitar prateleira. Quer a foto registre, quer não, gente nasceu pra enfeitar a vida. Para ir e vir, se assim quiser. Para fazer sorrir na paz da serenidade. Para chorar em silêncio quando a causa for perdida. Para abraçar e beijar enquanto as câmeras dormem. Para dar a mão em sinal de solidariedade. Para viver, enfim, sem que ninguém os sujeite a virar mais um bando de atores canastrões nessa sociedade do espetáculo. 

Sim, as cortinas estão abertas – afinal, essa foi uma condição que você aceitou quando comprou o pacote pra uma temporada no século XXI, planeta Terra. O público? Ele está sedento por lágrimas, suor e sangue – mas não é porque a multidão grita “pula, pula, pula” que você vai cometer suicídio quando sai na varanda do 21º andar só para ter uma vista panorâmica da paisagem urbana. Por isso, viva. Contrarie o bom senso. Saia das estatísticas. Quebre expectativas. Apesar do julgamento alheio, apesar dos castigos, apesar dos perigos. Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta. Pra sobreviver. O mundo não é a porra do seu Toddynho gelado. E a revolução não para pra você postar no Instagram uma foto das suas unhas novas ou do seu biquinho no espelho. 

Fonte - Por @bruna_grotti


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Todo esforço de uma palavra ou página está num livro. Desfolhamos vida, peles, membranas e camadas antigas. Começar um livro é muito bom. Os primeiros parágrafos e páginas podem ser sempre mágicos.

Entrar pelas folhas é abrir uma nova porta ou janela e descortinar uma paisagem, um novo mundo desconhecido. Tudo parece novo, chão, ares, cheiros, sons, cenários.

Na textura do papel tateamos as páginas com nossos dedos e emoções, vamos decifrando as sensações e ideias de quem a escreveu, um processo que nos devora lentamente e muitas vezes nos engole vivos.

Certos livros são tão apaixonantes que devem ser lidos da forma mais confortável possível: no sofá, na cama, na rede. Com atenção total, desligando tudo em volta. Só assim conseguimos nos entregar e mergulhar sem pensar em um mundo do qual não queremos sair.

Até terminar um bom livro nos alegra, mesmo se o desejo era ainda ouvir suas palavras e personagens. O gosto e a saudade de ter terminado nos acompanham durante um tempo.
Ler é viver. Viver é ler.

Quando lemos escrevemos alguma coisa em nossas mentes e corações. E quando escrevemos também relemos algo, sinais do mundo que nos marcam e não nos largam. Com as palavras vamos decifrando pessoas, ambientes, barulhos e vozes que tentamos recriar como ficção.

Quando escrevemos a memória pode ser um cinema mágico – num tempo lento, brilhante e com cores muito vivas: podemos nos empolgar e nos concentrar sem cansaço durante horas ou dias debruçados sobre diálogos, pensamentos, descrições, devaneios, memórias.

Tudo por muito esforço e algumas poucas frases que nos satisfaçam, palavras, parágrafos e muitas emoções que encontram seu destino em poesia, conto, crônica ou um texto qualquer.

Escrevemos para vivenciar de novo o que vivemos mas queremos sentir de novo.
Escrevemos para procurar dentro de nós mesmos algo que não sabemos, não lembramos ou descobrimos. Nossos acontecimentos e tudo à volta, pessoas e coisas.

Quem escreveu e terminou de produzir algo deseja muito que outras pessoas leiam.
Escritores e leitores, estamos todos perdidos no mesmo misterioso universo de palavras e textos que nos cercam.

Escrever e Ler são dois lados que se complementam na mesma moeda.
É muito importante entender o segredo do que mantém este fogo da linguagem aceso por centenas de anos de escrita:

Não basta apenas ler e escrever:
Leia como quem Escreve.
Escreva como se estivesse Lendo.


Fonte por Roberto Tostes
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Oi, eu sou Zilda Peixoto! Comando a Cachola desde 2009. Aqui compartilho um pouquinho sobre meu universo particular: resenhas de livros, séries, filmes, música boa, paixão por plantas, pugs, decoração afetiva, maternidade real e o que mais der na cachola..rs.. Sejam muito bem vindos!!!

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