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Cachola Literária

Uma declaração de amor ao mundo mágico dos livros


Os jornalistas Khadidja Campos, Rodrigo Dias, Débora Kaoru e Anderson Fernandes participarão, no próximo dia 26 de setembro, das 11h30 às 13h30, da 2ª edição da Feira Literária de Paranapiacaba (FLIParanapiacaba), um megaevento que recebe, durante cinco dias, diversas mesas de debate, lançamentos de livros e muita interação.


A FLIParanapiacaba é realizada na vila histórica ferroviária de Santo André (SP), com o intuito de produzir e disseminar a prática da leitura, escrita e criação literária, de forma diferenciada já que o evento é de integração, informação, formação, inclusão, entretenimento e lazer, com entrada e atividades gratuitas. 

Com um dia a menos do que a edição deste ano, o evento de 2014 apresentou números significantes. Durantes os quatro dias, recebeu cerca de 12 mil pessoas e contou com mais de R$ 250 mil inseridos na vila. Ao todo, foram cinco mesas literárias, duas palestras, 13 contações de histórias, 21 lançamentos de livros e três exposições.

“É mais uma grande oportunidade para apresentarmos nosso livro e trabalho. Vai ser um dia especial e que contribuirá muito nesta jornada literária que temos vivido”, explicou o jornalista Anderson Fernandes. “Acredito que nosso livro atente os objetivos desta feira literária, até porque tratamos um tema atual. Certamente é uma obra literária que aguça as discussões sobre o verdadeiro papel do político frente as demandas do povo”, explicou Khadidja.

O livro “Entre Quatro Poderes” tem gerado muitos comentários desde a pré-venda e tem sido um sucesso nas principais livrarias do País. No momento a obra está esgotada em alguns pontos de venda. O livro foi publicado pela Editora Novo Século e tem o selo Novos Talentos da Literatura Brasileira e discute o relacionamento entre as pessoas que comandam a política brasileira, reunindo histórias fictícias similares a casos vivenciados pelos autores Anderson Fernandes, Rodrigo Dias, Débora Kaoru e Khadidja Campos.

A publicação traz ao público o que acontece nos bastidores da política e quase nunca é divulgado. O romance se passa na cidade fictícia de Suares, porém, representa a realidade política enfrentada em muitos municípios em todo País.

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Não é de hoje que venho falando da admiração que tenho por Rainbow Rowel. Ela merece tapete vermelho e muitos confetes. Sou daquelas que conhecem de cór os quotes favoritos de todos os livros, que imprime todo e qualquer material referente as obras disponibilizados na internet, até minha camisa de “Eleanor & Park “anda” praticamente sozinha. Sou fã da autora desde o seu primeiro livro publicado no Brasil. A cada livro lançado Rainbow consegue se superar. Suas histórias transbordam delicadeza.


Meu primeiro contato com Rainbow foi através do livro Eleanor & Park que, até hoje figura como um dos melhores livros que já li. Eleanor & Pak é fofo, doce, delicado. Fangirl também é apaixonante, mas Anexos superou todas minhas expectativas. 
Diferentemente dos demais livros Anexos é um romance maduro que levanta discussões mais profundas sobre relacionamentos deixando um pouco de lado as inquietudes sofridas por personagens mais juvenis. Não que Rainbow tenha deixado de lado sua leveza característica, mas é que no caso de Anexos os temas discutidos são mais consistentes. 

Em Anexos conhecemos a história de três pessoas que tem suas vidas entrelaçadas da maneira mais improvável. Lincoln está em busca de um novo emprego e se candidata para uma vaga de administrador de segurança de internet no jornal The Courier. O jornal fora o último jornal da América a dar acesso à internet a seus repórteres. Isso pode parecer estranho, mas estamos falando do ano de 1999, uma época onde a internet ainda era um território desconhecido. Usar a internet ou estabelecer uma comunicação intranet era praticamente inviável, tendo em vista, que muitos funcionários perdiam horas de trabalho se dedicando a outras tarefas que não fizesse parte do seu trabalho. Por esse motivo houve a necessidade de criar a vaga para qual Lincoln se candidatara, mas o problema é que Lincoln não imaginava que tal tarefa incluísse passar o tempo todo lendo os e mails dos funcionários do jornal. Definitivamente, esse não era o trabalho com que Lincoln imaginava. 

Lincoln era um cara de quase trinta anos que ainda morava com a mãe. Isso não lhe incomodava totalmente já que ele gostava de ser mimado por ela. Lincoln trabalhava no turno da noite no jornal e, por conta disso, ele não tinha uma vida muito badalada. Pelo contrário, Lincoln é um cara de pouquíssimos amigos e que não namorava ninguém há muito tempo. Trabalhar no The Courier dava a Lincoln uma estabilidade, mas ainda sim, ele não era feliz. Lincoln é um cara extremamente solitário.

Lincoln passa a ter outros olhos para sua tarefa até o dia em que ele começa monitorar as mensagens trocadas entre as amigas Beth e Jennifer. As mensagens passam a servir de combustível para a vida de Lincoln. Beth é crítica de cinema e Jennifer é revisora no jornal. Beth e Jennifer passam boa parte do tempo trocando confidências e, isso faz com que Lincoln se envolva cada vez mais, ainda que ele se sinta desconfortável com tal situação. Contudo, Lincoln não consegue deixar de ler os e mails de Beth e Jennifer. 


Intercalando as histórias de Lincoln, Beth e Jennifer, Rainbow vai construindo uma trama bem amarrada repleta de situações a cerca da vida adulta. Cada personagem carrega em si uma dúvida, um questionamento sobre a maneira como cada um vem conduzindo sua vida. Uma das coisas mais interessantes é a maneira como Rainbow coloca seus personagens diante das vicissitudes da vida. Lincoln, Beth e Jennifer expressam sentimentos comuns, vivem conflitos pessoais palpáveis. A autora mostra que a fase adulta também pode ser muito difícil, assim como a adolescência e isso pode ser notado já nos primeiros capítulos. 

Lincoln acaba criando certa intimidade com Beth e Jennifer mesmo sem querer. O engraçado é imaginar que ele nunca tenha encontrado com nenhuma das duas, já que o período de trabalho deles não coincide. Os capítulos narrados por Lincoln são tristes, carregam uma melancolia e faz com que tenhamos vontade de apertá-lo num forte abraço. Fiquei extremamente tocada. Lincoln é um personagem daqueles que nos apaixonamos imediatamente. Lincoln é tímido, educado, extremamente gentil e possui um jeitinho nerd encantador. 


Sou apaixonada pela maneira como Rainbow constrói seus personagens masculinos. Sempre tão dóceis e apaixonantes. Em todos os seus romances eles estão presentes e, em Anexos, Lincoln merece todo o destaque. Contudo não posso deixar de citar a importância dos e mails trocados por Beth e Jennifer. Se não fosse por eles, certamente, toda a mágica do livro não aconteceria. Aliás, quero ressaltar a percepção e sensibilidade da autora em criar uma história tão bem construída. As mensagens são emocionantes, engraçadas, tristes, repletas de um sentimento puro e verdadeiro. 

Beth é adorável e muito bem humorada. Já Jennifer é irônica, meio sisuda, com um humor negro bem questionável. É por meio de suas mensagens que passamos a conhecer um pouco a respeito da vida de cada uma. Suas aflições, dúvidas, gostos e sonhos. 

Anexos transmite leveza e dramaticidade na medida certa. Conseguimos criar uma conexão imediata com os personagens. Rainbow sempre nos faz refletir por meio de histórias doces e bem-humoradas. Conseguimos nos colocar em cada uma das situações descritas. É possível compreender toda a fragilidade de Lincoln, sua insegurança e o receio de se aventurar. 

"Amor. Propósito. Essas eram coisas para as quais não se podia planejar. Essas eram coisas que simplesmente aconteciam. E se não acontecessem? Você passava a vida toda ansiando por elas? Esperando para ser feliz?" 

Eu adoro a diagramação dos livros da autora. A editora Novo Século tem feito um bom trabalho. As cores em tons pastéis, as ilustrações, tudo é de extremo bom gosto. E a revisão também não tem deixado a desejar. 

Estou encantada com a maneira como Rainbow conduziu a história e estabeleceu a conexão entre Lincoln e Beth. Desejei ser amiga de Beth e Jennifer. Tive vontade de embalar Lincoln nos momentos mais tristes e solitários. Enfim, posso dizer que Anexos tomou o lugar de Eleanor & Park por atingir um patamar de excelência. Daqui pra frente vocês vão ter que me aturar porque quando eu gosto de alguma coisa eu não consigo parar de falar a respeito. E Rainbow desperta tanto amor que faltam palavras para descrever o quanto Anexos é especial. 

Anexos é único. Perfeito. Favorito.


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Sinopse: Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder sabem que alguém está monitorando seus e-mails de trabalho. (Todo mundo na redação sabe. É política da empresa.) Mas elas não conseguem levar isso tão a sério, e continuam trocando e-mails intermináveis e infinitamente hilariantes, discutindo cada aspecto de suas vidas. Enquanto isso, Lincoln O'Neill não consegue acreditar que este é agora o seu trabalho ler os e-mails de outras pessoas. Quando ele se candidatou para ser agente de segurança da internet, se imaginou construindo firewalls e desmascarando hackers e não escrevendo um relatório toda vez que uma mensagem esportiva vinha acompanhada de uma piada suja. Quando Lincoln se depara com as mensagens de Beth e Jennifer, ele sabe que deveria denunciá-las. Mas ele não consegue deixar de se divertir e se cativar por suas histórias. No momento em que Lincoln percebe que está se apaixonando por Beth, é tarde demais para se apresentar. Afinal, o que ele diria...?

Título: Anexos
Título Original: Attachments
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas: 219

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A história retrata a vida de Georgia Castro, uma menina mulher em seus vinte e dois anos que acabou de perder o pai. Inconformada com a morte de seu pai - e também melhor amigo, Georgia entra em depressão. Sua psicóloga aconselha-a a escrever para o seu pai ou manter um diário pois Georgia gosta muito de escrever. A partir daí, Georgia começa a escrever cartas para a Aceitação, pedindo para que ela bate à sua porta. As cartas são uma espécie de diário e Georgia trata a Aceitação como sua confidente. Ela conta sobre a história de amor de seus pais, sobre a história de sua família, o falecimento de seu pai e as intrigas em família que decorreram do falecimento. 
Além da questão familiar e do processo de luto, Georgia também desabafa sobre sua vida amorosa, pois o cara de quem gostava não quis mais ficar com ela após a morte de seu pai. Com mais essa perda, ela começa a lembrar do péssimo ex-namorado que marcou muito a vida dela e da sucessão de casos amorosos mal sucedidos depois dele. Tentando seguir a vida, Georgia termina a faculdade de Economia e conta sobre a formatura, o primeiro emprego, suas saídas com os amigos e novos amores. 
Basicamente, Cartas para você conta o processo de superação da morte de seu pai, sobre amadurecer e confiar em si mesma para tomar as decisões e acima de tudo, voltar a viver mesmo sentindo saudade.


Estou aqui mais uma vez para falar e destacar a literatura nacional. Recebo todos os dias vários e mails no qual autores nacionais apresentam suas obras convidando-me a resenhar seus livros, mas nem sempre é possível aceitar todos os convites. Um dos critérios para a escolha dos livros é encontrar alguma identificação com o gênero proposto já que não vale a pena resenhar algo que eu não me identifique, não é mesmo? E foi por esse motivo, e outro um tanto óbvio que decidi aceitar o convite da autora Duda Razzera.

Um dos fatores predominantes foi a belíssima ilustração da capa do livro. Gostei da sua delicadeza, da escolha dos traços que compõem a ilustração, ou seja, tudo me fazia crer que seria um livro sensível, delicado. E claro, a premissa do livro deixava implícito que possivelmente seria uma comovente história de amor e devoção. 

Vejamos: a premissa do livro é bem interessante. A protagonista Georgia assim como a autora perdeu o pai aos vinte poucos anos de idade. Provavelmente muito das emoções sentidas pela própria autora estão contidas em sua personagem. Aqui realidade e ficção se esbarram e caminham lado a lado. E é por isso que a história de Duda é tão peculiar, particularmente única no ponto de vista literário. A sinopse já nos dá uma boa noção do que está por vir, por esse motivo não acho válido entrar em maiores detalhes.

Para conter um pouco do sofrimento Georgia passa a escrever cartas para expressar seus sentimentos na tentativa de aliviar a ausência do pai. A princípio Georgia não compreendia muito bem o sentido de escrever sobre o que sentia, já que assim ela só passaria a relembrar ainda mais a falta do pai, porém Georgia estava disposta a seguir as instruções de sua psicóloga.


Sabe aquele velho ditado: “Fulano comeu o pão que o diabo amassou”, então, isso é fichinha no caso de Georgia. Nossa mãe! Georgia passou por tudo de desgraça que vocês possam imaginar até a perda do pai. Apesar de tudo Georgia, os pais e a irmã conseguiram superar os contratempos da vida. E olha que não foram poucos. Porém, o pai de Georgia era sua base, sua sustentação. Era ele que a compreendia, que a mantinha segura diante suas falhas e inseguranças e, por esse motivo sua perda tenha sido irremediavelmente tão profunda.

Ao longo das páginas vamos acompanhando um diálogo incessante de revolta e questionamento sobre suas dores com aquela que no entendimento de Georgia devia ser questionada desde o início: a querida Aceitação. Georgia se refere à Aceitação com um tanto de revolta e desprezo, porém ao longo das cartas ela consegue encontrar um meio termo para dialogar com sua própria consciência. 

O livro possui inúmeros trechos emocionantes que descrevem o convívio que Georgia vivenciou com o pai, mas um dos mais marcantes, sem sombras de dúvidas, é o discurso preparado por Georgia para sua formatura.

Apesar da mensagem do livro ser digna de muito respeito e admiração confesso que a sua linguagem me incomodou bastante ao longo da leitura. Ainda que sua linguagem seja intencional, já que a história é direcionada por cartas eu não me senti confortável durante a leitura. A linguagem é simplória, ora repetitiva demais tornando alguns momentos da leitura um tanto cansativa. A minha estratégia foi a seguinte: tentei separar as duas coisas ainda que isso pareça impossível. Consegui encontrar uma maneira de apreciar a leitura respeitando e captando toda sua essência tentando me conectar apenas a ela. Consegui curtir a leitura de um modo geral ainda que a linguagem utilizada pela autora não tenha me agradado entre um capítulo e outro.

Cartas para Você é um livro tocante e que emociona o leitor com sua linda mensagem de superação. Georgia é a prova de que conseguimos sobreviver a tudo se tivermos fé, determinação e, principalmente o apoio dos nossos entes queridos. A aproximação com a mãe e a irmã também foi um ponto da narrativa que merece destaque. 
A autora ainda apresenta diversas referências ao longo da narrativa que contribuem para a sua fluidez e que todo leitor poderá facilmente encontrar alguma identificação.

“Li em algum lugar que, na verdade, o tempo não cura nada, ele só tira o incurável do centro das atenções. Até mesmo na série que adoro, The Walking Dead, o escritor Kirkman descreve: “A dor não passa, você só se acostuma com ela”.
“Stephen Chbosky, autor de um dos meus livros preferidos, o que deu origem a toda essa onda de cartas para você, escreveu: “Eu não sei se você já se sentiu assim. Querendo dormir por mil anos?”.

Entre tantas referências o capítulo 51 traz citações da autora Bruna Vieira que assim como Georgia, todos os leitores irão se identificar em algum momento. Foi de extrema valia a inserção de tais reflexões para que todos nós saibamos distinguir a diferença entre aquilo que realmente somos e a realidade inventada e velada exposta na internet através das redes sociais. 

“ Eu estava despretensiosamente lendo Depois dos Quinze, de Bruna Vieira, e me deparei com o capítulo “Eu te amo e enter” e percebi que isso define muito essa minha procura por alguém que preencha o meu vazio.  
Nesse capítulo, ela descreve a era virtual em que nasci. Bastam duas ou três horas de conversa para sabermos tudo o que se tem para saber um do outro. Os sonhos, os medos, as frustrações. Ou pode ser nem tanta coisa assim, mas já sabemos muito mais do que saberíamos se estivéssemos m uma conversa olho a olho.
[...] Eu sempre achei que tudo fosse lindo on-line, mas a Bruna diz exatamente o contrário: “As pessoas nunca são felizes na internet, Caio F. Abreu nunca foi tão citado”. E é verdade. Eu mesma já citei esse autor umas mil vezes desde que meu pai faleceu. É sempre mais romântico sofrer com classe, né?”.

Bem, pelo que vocês podem notar Cartas para Você não é um livro que irá focar o sofrimento em si como algo irremediável. Duda nos demonstra sabedoria em cada palavra e vai conduzindo sua narrativa com muita delicadeza, tirando o recadinho um tanto "revoltado" direcionado ao seu ex-namorado, que diga-se de passagem foi "demais"!

Felizmente a editora Novo Século fez um excelente trabalho. A edição e revisão do livro não deixaram a desejar, Nossa! Pensei que nunca viria um livro editado pela editora através do selo direcionado a literatura nacional sendo publicado como os demais títulos do selo principal. Respeito aos autores nacionais é o que todos desejamos!

Em suma gostaria de recomendá-los a leitura e dizer, que apesar da premissa simples o livro poderá surpreendê-los. Cartas para Você é um livro que possuí uma linda história de amizade, amor e cumplicidade. A autora mantém um blog onde posta dicas para escritores, resenhas, além de textos que contam um pouco da sua história. 
Visite: http://www.dudarazzera.com

“Eu gosto de palavras, mas também gosto de sentir pele na pele, ver sorrisos e até mesmo lágrimas”.

Acompanhe a autora Duda Razzera 
 Facebook | Twitter | Site do livro | 


Título: Cartas para Você - Só o tempo pode curar uma perda
Autor(a): Duda Razzera

Editora: Novo Século
Selo: Talentos da Literatura Brasileira
Páginas: 215 
Skoob




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Post por Zilda Peixoto

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Olá, pessoal!

Hoje apresento-lhes nossa mais nova parceira. Duda Razzera é autora do livro "Cartas para você - Só o tempo cura uma perda " que será lançado nos próximos dias pela editora Novo Século. 



A história retrata a vida de Georgia Castro, uma menina mulher em seus vinte e dois anos que acabou de perder o pai. Inconformada com a morte de seu pai - e também melhor amigo, Georgia entra em depressão. Sua psicóloga aconselha-a a escrever para o seu pai ou manter um diário pois Georgia gosta muito de escrever. A partir daí, Georgia começa a escrever cartas para a Aceitação, pedindo para que ela bate à sua porta. As cartas são uma espécie de diário e Georgia trata a Aceitação como sua confidente. Ela conta sobre a história de amor de seus pais, sobre a história de sua família, o falecimento de seu pai e as intrigas em família que decorreram do falecimento. 
Além da questão familiar e do processo de luto, Georgia também desabafa sobre sua vida amorosa, pois o cara de quem gostava não quis mais ficar com ela após a morte de seu pai. Com mais essa perda, ela começa a lembrar do péssimo ex-namorado que marcou muito a vida dela e da sucessão de casos amorosos mal sucedidos depois dele. Tentando seguir a vida, Georgia termina a faculdade de Economia e conta sobre a formatura, o primeiro emprego, suas saídas com os amigos e novos amores. 
Basicamente, Cartas para você conta o processo de superação da morte de seu pai, sobre amadurecer e confiar em si mesma para tomar as decisões e acima de tudo, voltar a viver mesmo sentindo saudade.

SOBRE A AUTORA


Duda Razzera nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, mas mora em Florianópolis desde os três anos de idade. Aos seis anos já tinha milhões de personagens e histórias em seus cadernos. Aos nove anos escreveu seu primeiro poema e foi nesse momento que seu coração soube “o que ela queria ser quando crescer”. Hoje, com 23 anos, tem uma empresa de climatização, a Razzera, escreve no blog e inventa novas histórias. Colorada. Slytherin. Nerd. Viciada em livros, filmes e séries de tv. Adora esmaltes, boas fotos e cantar no chuveiro. Economista por profissão e escritora por amor, escreveu “Cartas para você” como uma forma de curar o coração e realizar o sonho de ajudar outras pessoas através de sua escrita.

A autora está realizando um sorteio do livro no Facebook. Se você ficou curioso e deseja conhecer a sua obra não deixe de participar do sorteio. Clique AQUI e boa sorte! Em breve teremos resenha dele aqui no blog.

Visite o site Cartas para Você e saiba mais informações.


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Joe tem muitos e muitos motivos para estar feliz. Mais ou menos um bilhão deles, para ser exato. Pois então, Joe é rico. Na verdade, ele é um menino beeem rico. Joe tem sua própria pista de boliche. Um cinema particular.
Por um tempo, teve até um mordomo orangotango. Ele é o garoto de doze anos mais rico do planeta! Só que Joe não está feliz. Ele tem absolutamente tudo o que poderia querer, mas há apenas uma única coisa de que ele realmente precisa: um amigo...


Vários fatores favorecem a escolha de um determinado livro. Dentre eles há aqueles que se rendem a capa antes mesmo de ler a sinopse. Ah..não me diga que você não se deixa levar uma vez ou outra por uma bela capa? E isso também ocorre quando nos apaixonamos pelo livro pela maneira como a sinopse é apresentada. E há ainda aquele tipo de livro que te seduz, enfeitiça de imediato. Seja pela sua linda capa, pela sinopse atraente e tudo mais. Mas imagine se este livro ainda possuir capa dura? Ah..meu Deus! Aí a gente pira de vez né? Então é com muita alegria que lhes apresento: O menino bilionário. Um livro que possui todas essas qualidades. E o mais importante: a narrativa é uma delícia.

Delícia seria um adjetivo apropriado para denominá-lo. O menino bilionário é aquele tipo de livro que você o devora literalmente. A leitura flui naturalmente sem que percebamos que o fim está se aproximando. E quando ele chega só nos resta lamentar.

Quando vi esse livro pela primeira vez não tive dúvida de que iria apreciá-lo. Gosto de ler livros infanto-juvenis e, por esse motivo não encontrei problema algum em me adaptar à leitura. Aliás, se você tem alguma dúvida em relação à linguagem utilizada pelo autor fique tranquilo, pois David Walliams irá lhe surpreender.

Apesar de o livro ter um público específico, afirmo que a leitura é indicada a todas as idades tendo em vista a maneira como o autor a apresenta. A linguagem utilizada não é boba, digo infantil. Os diálogos são bem construídos e faz com que qualquer leitor, independente da faixa etária se identifique com a história.


O enredo escolhido por David também é um grande acerto. Quem nunca desejou ser um bilionário? Possuir todas as riquezas do mundo? Imagina só: Que tal 500 pares de tênis Nike? Um cinema 3D no porão? Uma montanha russa no quintal? Um tubarão de verdade no quintal? Ou quem sabe 100.000,00 por semana para usar no dia a dia? Então, pense nisso tudo multiplicado por mil. Nosso protagonista tem tudo isso e mesmo assim não é feliz. Como pode?


Pois é, Joe Spud é bilionário, tem tudo o que deseja, mas não tem um amigo. Joe não tem ninguém para compartilhar tudo isso.
Seu pai, o Sr Spud é um grande empresário e responsável por criar o papel higiênico “Freshbrum”, um papel higiênico úmido de um lado e seco do outro, criado com o intuito de facilitar a vida dos consumidores.

Sr. Spud era um homem muito ocupado e por esse motivo não dava muito atenção ao filho. Restava a Joe apenas a riqueza e nada mais, ou seja, sobrava dinheiro e faltava atenção e carinho. Além de não ter amigos Joe sofre com a perseguição dos colegas de classe por ser gordinho e filho do cara mais rico limpador de bumbuns. Bem, você pode imaginar o quanto Joe sofre com isso. 


Em O menino bilionário David Walliams constrói uma narrativa incrível cheia de aventura e descobertas. O autor preenche com veemência a máxima que dinheiro não compra felicidade. Ele ainda apresenta vários assuntos importantes que corroboram para o sucesso de sua narrativa. O bullying sofrido por Joe e ausência do seu pai são assuntos muito bem trabalhados dentro do enredo. A narrativa é muito divertida. O leitor irá “rolar de rir” com as descrições do autor. O livro é relativamente curto, porém David apresenta uma narrativa coesa e bem estruturada.

Os personagens são cativantes e muito engraçados. Aqui você identificará diversas situações comuns ao nosso cotidiano. 
Com ilustrações de Tony Ross a narrativa de David ganha vida. No interior de suas páginas o leitor encontrará diversas imagens que ilustram as aventuras de Joe. A editora foi muito cuidadosa em todo o projeto, principalmente no que diz respeito à revisão.

O menino bilionário é um excelente livro indicado a todas as idades e uma ótima dica para os leitores que estão iniciando a leitura. O livro traz uma linda mensagem de amor e amizade e faz com que as crianças conheçam os verdadeiros valores das coisas. 





FICHA TÉCNICA
Título: O Menino Bilionário
Autor: David Walliams
ISBN: 9788542801651
Editora: Novo Século
Nº de páginas: 216
Skoob

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Colby Cavendish, uma ex-nerd, decide mudar radicalmente sua própria imagem. Está ansiosa por participar de festas descoladas com a turma da praia e, se tudo der certo, ficar com o cara mais gostoso da escola, Levi Bonham. Mas seus planos vão por água abaixo quando seus pais a mandam passar férias forçadas na Grécia com sua tia.
Presa em uma ilha sem shoppings e sem sinal de celular, ela teme ser rapidamente esquecida por seus amigos. Mas eis que conhece Yanni, um deus grego, e tudo muda. Colby acaba confusa e tudo indica que aquele sentimento será mais que uma simples paixonite de verão.


Alyson Noël está de volta e dessa vez para nos convidar a passar as férias de verão numa ilha paradisíaca da Grécia. Mas como um verão poderia ser cruel num lugar desses? Só mesmo uma pessoa chata como Colby Cavendish para considerar um castigo passar as férias de verão num lugar como esse.

Há de se convir que Colby não esteja passando por uma de suas melhores fases. Tendo em vista que seus pais estão se separando e vivem em pé de guerra constantemente. Por decisão dos pais Colby não tivera escolha. Sua vida estava prestes a mudar completamente após uma temporada na casa de sua tia Tally localizada na pequena ilha de Tinos, na Grécia. 

Tinos é muito conhecida por hospedar peregrinos religiosos e por sua tranquilidade. Um lugar que o comércio é quase nulo. E para piorar Colby irá descobrir que na casa de sua tia não existe telefone, wi-fi, internet muito menos. Definitivamente, esse é o retrato do apocalipse para Colby. Pode parecer frescura, mas não é. Colby é uma garota de 16 anos muito antenada e que nunca se desconecta.

Colby deverá suportar o verão sem internet, sem celular e terá que descobrir meios de se comunicar com o mundo. Por isso, a única coisa que lhe restará é escrever num diário dado por sua mãe as vésperas da viagem. Mas o que Colby fará com um diário? Uma nerd não sabe nem o que isso significa? Escrever cartas e postais, muito menos. Obrigatoriamente Colby terá de se resetar por um tempo e quem sabe assim ela poderá descobrir um mundo real muito interessante por detrás de um emaranhado de fibras óticas. Colby só tem uma saída: curtir o verão longe dos amigos e de toda a parafernália tecnológica que lhe sempre lhe acompanha. Mas será que ela conseguirá?

Hum...você deve estar se perguntando: Mas o que essa história tem de inovadora? Os elementos são os mesmos. Uma garota chata e mimada que reclama de tudo. Um lugar lindo, novas oportunidades, um novo amor, talvez. 
Bem, para ser bem sincera minha resposta seria a mais óbvia possível. Sim. É bem por aí. Os elementos que constituem a narrativa de Alyson são comuns, mas como estamos falando da diva Alyson Noël podemos esperar tudo, não é mesmo?

Alyson nos apresenta um enredo comum, porém a estrutura como ela o apresenta é que faz toda a diferença. 
O livro possui uma estrutura bem diferenciada e versátil. Como Colby tem a companhia de um diário como única maneira de relatar suas experiências iniciais é através dele que passamos a conhecê-las. Com o decorrer da narrativa, Alyson passa a fazer uso de outros meios de comunicação para retratar o verão cruel de Colby.


Além de escrever no diário acompanharemos seus escritos por meio de e mails direcionados aos pais e amigos, postais e por fim, Colby cria um blog para relatar suas experiências.
Achei bem legal esse dinamismo. Fora a escrita de Alyson que é deliciosa. A leitura flui naturalmente e os personagens são cativantes tirando os chiliques de Colby. Mas num contexto geral a leitura é muito prazerosa. O livro é curtinho e num piscar de olhos você o conclui. 

Apesar de o livro focar nos dilemas da personagem principal ao longo da narrativa vamos conhecendo aos poucos os personagens secundários, responsáveis pelo bom desenvolvimento da história. 
Inicialmente você poderá até nutrir uma certa antipatia pela personagem devido a suas reclamações, mas com o tempo você vai se acostumando com o seu jeito. Colby é divertida, sarcástica e muito temperamental. Divertimos-nos com suas comparações e respectivas conclusões. E quando o livro termina só nos resta à expressão de: Acabou? _ Poxa vida!


Alyson deixa bem claro desde os primeiros capítulos sua intenção. A ideia central é fazer com que o leitor se divirta, mas que acima de tudo nós possamos enxergar as pessoas e principalmente, outras culturas de uma maneira menos preconceituosa. E isso é o mais difícil não é mesmo? Mudanças sempre nos assustam e o livro surge para nos fazer refletir sobre o assunto. Outros assuntos recorrentes em narrativas juvenis também estão presentes como: o valor das verdadeiras amizades, o relacionamento entre pais divorciados, etc.

Verão Cruel é um livro leve e despretensioso. O grande barato da narrativa é que você provavelmente irá se enxergar em diversas situações que a personagem vivencia. Quem já não foi passar aquela temporada num lugar sem internet, que o celular não funciona e se viu pirando por conta disso? 

Eu já passei por isso e não desejo isso pra ninguém, por isso compreendo perfeitamente o desespero da personagem. Mas lembrem-se: Grécia significa: lugares lindos? Ok. Ilhas paradisíacas? Ok. Homens lindos de tirar o fôlego? Correto.
Então, reclamar pra quê? Iria pra um lugar desses só com a passagem de ida. #sonhandoaltoquerdeixar

O livro possui uma diagramação bem legal. Passei por Tinos rapidamente, mas ao final da leitura deu aquele gostinho amargo de despedida porque Alyson Noël é mestre nesta arte.
Leitura recomendada.




FICHA TÉCNICA
Título: Verão Cruel
Autor (a): Alyson Noël
ISBN: 978-85-428-0172-9
Editora: Novo Século
Número de páginas: 178
Ano: 2014

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Oi, eu sou Zilda Peixoto! Comando a Cachola desde 2009. Aqui compartilho um pouquinho sobre meu universo particular: resenhas de livros, séries, filmes, música boa, paixão por plantas, pugs, decoração afetiva, maternidade real e o que mais der na cachola..rs.. Sejam muito bem vindos!!!

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