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Cachola Literária

Uma declaração de amor ao mundo mágico dos livros


Olá, queridos leitores!
Hoje venho compartilhar mais uma boa notícia com vocês. O blog tem o prazer de apresentar a nossa mais nova parceira; a autora Ligia Ortiz. Estou muito feliz em fechar mais uma parceria que tem tudo para ser um sucesso. Desde o início sempre apoiei a literatura nacional. Fico feliz em receber tantos convites todos os dias de autores de todo o país. Estou muito empolgada para conhecer a sua obra. Fiquem ligados nas redes sociais do blog que irei compartilhar cada momento com vocês. Agora, que tal conhecer um pouquinho sobre a Ligia. Vem comigo!
 

Ligia Ortiz nasceu na capital de São Paulo em 1981. Inquieta por natureza, cursou Publicidade e Propaganda e atuou em agências conceituadas onde trabalhou com grandes clientes. Encontrou na escrita uma forma de aplicar seu instinto criativo. Além de escrever, ama ler e, principalmente, estar com a família. Atualmente reside em Jundiaí com seu marido e filho. Nas Proximidades do Amor é seu primeiro romance.






Sinopse: 
Nalu Alcântara Hanz, uma jovem e atraente publicitária, faz de tudo para preservar seus sentimentos após ter sido traída pelo noivo. Passado o período turbulento, ela encontra em Caio uma ilha segura e mantém seu coração afastado de qualquer possibilidade de ser quebrado novamente. Numa jogada do destino, sua vida esbarra com a de Alec e, a partir desse momento uma bagunça deliciosa acontece balançando suas estruturas e questionando suas regras. Alec está determinado a ficar com Nalu, que só recua de suas aproximações. Contudo não se foge da verdade por muito tempo, ela sempre aparece.
O que fazer quando suas crenças são postas à prova?
 

Para mais informações:
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A autora estará na Bienal lançando Nas Proximidades do Amor no dia 7 de setembro.


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Os jornalistas Khadidja Campos, Rodrigo Dias, Débora Kaoru e Anderson Fernandes participarão, no próximo dia 26 de setembro, das 11h30 às 13h30, da 2ª edição da Feira Literária de Paranapiacaba (FLIParanapiacaba), um megaevento que recebe, durante cinco dias, diversas mesas de debate, lançamentos de livros e muita interação.


A FLIParanapiacaba é realizada na vila histórica ferroviária de Santo André (SP), com o intuito de produzir e disseminar a prática da leitura, escrita e criação literária, de forma diferenciada já que o evento é de integração, informação, formação, inclusão, entretenimento e lazer, com entrada e atividades gratuitas. 

Com um dia a menos do que a edição deste ano, o evento de 2014 apresentou números significantes. Durantes os quatro dias, recebeu cerca de 12 mil pessoas e contou com mais de R$ 250 mil inseridos na vila. Ao todo, foram cinco mesas literárias, duas palestras, 13 contações de histórias, 21 lançamentos de livros e três exposições.

“É mais uma grande oportunidade para apresentarmos nosso livro e trabalho. Vai ser um dia especial e que contribuirá muito nesta jornada literária que temos vivido”, explicou o jornalista Anderson Fernandes. “Acredito que nosso livro atente os objetivos desta feira literária, até porque tratamos um tema atual. Certamente é uma obra literária que aguça as discussões sobre o verdadeiro papel do político frente as demandas do povo”, explicou Khadidja.

O livro “Entre Quatro Poderes” tem gerado muitos comentários desde a pré-venda e tem sido um sucesso nas principais livrarias do País. No momento a obra está esgotada em alguns pontos de venda. O livro foi publicado pela Editora Novo Século e tem o selo Novos Talentos da Literatura Brasileira e discute o relacionamento entre as pessoas que comandam a política brasileira, reunindo histórias fictícias similares a casos vivenciados pelos autores Anderson Fernandes, Rodrigo Dias, Débora Kaoru e Khadidja Campos.

A publicação traz ao público o que acontece nos bastidores da política e quase nunca é divulgado. O romance se passa na cidade fictícia de Suares, porém, representa a realidade política enfrentada em muitos municípios em todo País.

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Ganhei o livro Diário póstumo de Charlotte em um sorteio promovido pelo próprio autor em sua página no Facebook. Ao ver o anúncio do sorteio fiquei imediatamente curiosa para conhecer a obra. A primeira coisa que me chamou a atenção foi à belíssima capa do livro. Uma combinação singela de cores e imagens bucólicas tornava-o muito atraente. Mas e a história? Bem, eu nada sabia a respeito sobre o livro. Minha única referência era a sinopse. Seria um tiro no escuro, deveria confiar puramente na esperança de que a história tivesse algo mais a dizer. Bem, infelizmente, as coisas não saíram como eu esperava.


Jairo Sarfati poderia ter alcançado o sucesso com sua narrativa senão tivesse cometido erros grotescos, tais como: escrever a história em primeira pessoa. Esse talvez tenha sido o seu maior erro. Particularmente gosto bastante de narrativas em primeira pessoa, mas são poucos os autores que conseguem tal façanha. Para escrever sobre a perspectiva do personagem principal é preciso que o autor tenha muito cuidado, pois é muito comum vê-lo repetir inúmeras vezes o mesmo pensamento, ou seja, colocar frases repetidas. Muitas vezes o personagem passa tempo demais divagando, conjecturando ideias pífias que só servem para deixar a narrativa lenta e cansativa. E foi exatamente isto que aconteceu durante toda a leitura do livro.

Outra coisa que me incomodou bastante foi o comportamento demasiadamente infantil por parte de Charlotte. Gente! A garota tinha dezesseis anos, mas tinha uma mentalidade e se comportava como uma garota de 7 anos. Pelo amor de Deus! Seus pensamentos, suas frases melódicas, tudo em Charlotte soa tão falso como uma nota de três reais.
E em terceiro lugar, o enredo e o desenvolvimento da narrativa deixam muito a desejar. Inicialmente tentei me conectar com a história e compreender um pouco a cabecinha de Charlotte, mas conforme a história ia sendo construída as coisas se tornavam ainda mais difíceis. 

Charlotte era uma menina (de 16 anos) muito pobre que sofria muito com a rejeição dos colegas da escola. Charlotte sofria porque era pobre e gorda. Mesmo sendo muito inteligente isso não fazia de Charlotte uma pessoa benquista no colégio. Todos a perseguiam e insultavam-na sempre que possível. Charlotte era bolsista na Academia de Cambridge, a melhor escola de ensino médio de Londres. Charlotte era uma menina muito estudiosa. Apesar de toda sua dedicação, Charlotte sofria com a escassez de recursos de sua família. Ela morava na periferia de Londres junto com a mãe, sua irmã caçula Melaine e seu padrasto. Mesmo passando por dificuldades financeiras Charlotte não se deixava abater. A única coisa que lhe fazia sentir mal era ser perseguida e humilhada por seus colegas de classe.

Mas em meio todo o desconforto causado pelo bullying, Charlotte tinha um motivo para ter esperança. Ela se apaixonara por Victor, um garoto lindo e de olhos azuis que sentava ao seu lado na sala de aula. O início da amizade entre Charlotte e Victor foi como um conto de fadas, só que às avessas. Charlotte amava Victor que não sabia do sentimento de Charlotte. e, isso consumia toda a energia de Charlotte. Como se declarar a Victor? Eu sou gorda e pobre e feia! (isso cansa minha beleza). 

Depois de ambos ficarem amigos, as coisas se tornaram um pouco mais fácil para Charlotte que deixara de se preocupar com a perseguição das meninas que a insultavam. Porém, a maldade de Katherine e Maggie, suas antagonistas não tinha fim. Graças à perversidade de Katherine, Charlotte é atropelada no momento em que a malvada Katherine lança o diário de Charlotte pela janela da sala de aula. A humilhação de ver todos os colegas caçoando de seu amor por Victor, já que Katherine lera em voz alta as confissões de seu diário foi um momento terrível para Charlotte. Atordoada, Charlotte sai correndo desesperadamente da sala de aula para recuperar seu diário e morre atropelada em frente à escola.


Isso tudo parecer extremamente chocante, mas a morte de Charlotte não causa nenhum sofrimento por conta da falta de continuidade da história. Ao fazer a passagem Charlotte reencarna inexplicavelmente no corpo de Sophia, uma menina da mesma idade que está em coma num hospital da cidade. Tudo acontece muito superficialmente. Um anjo leva Charlotte até o hospital onde está Sophia e diz a Charlotte que ela tem uma nova chance. 

Charlotte tem a missão de continuar a seguir sua vida só que habitando o corpo de outra pessoa. Sem as memórias de Sophia, Charlotte terá de descobrir qual é a missão que o anjo lhe dissera. Em seu novo corpo, Charlotte terá a oportunidade de conhecer o luxo, a riqueza, a facilidade que o dinheiro pode lhe oferecer, coisa que jamais poderia sonhar quando era pobre. Agora como Sophia, Charlotte terá de descobrir uma maneira de se reaproximar da mãe, da irmã e de seu amado Victor sem que ninguém desconfie da verdade.


Fiquei extremamente decepcionada com o livro por diversos motivos. Não gostei da manobra ou seja lá qual for o nome que o autor tenha dado ao fato de trazer a reencarnação para a história. Mesmo se tratando de uma ficção é inadmissível aceitar que um corpo habite outro sem um mero preparo ou pelo menos que algo seja explicado. Charlotte ocupa o lugar de Sophia sem mais nem menos. Um anjo surge com metáforas e frases que não tem sentido algum, nem pra Charlotte, nem pra nenhum ser que tenha um mínimo de compreensão. Os diálogos trocados entre Charlotte e o anjo são confusos, cheios de mensagens sublinhares que, mas parece algum tipo de contato alienígena. 

Sophia, por exemplo, coitada, morre sei lá de quê. Nós não temos esse conhecimento e tudo fica sem ser explicado até o final da história. Podemos saber um pouco sobre a personagem somente após o término do livro quando o autor decide dar uma prévia do segundo livro, já que o diário póstumo de Charlotte é o primeiro livro de uma série. 

Victor é outro personagem extremamente chato e desnecessário no livro, caso ele não fosse o personagem principal. O garoto de (17 anos) é tão bobo, confuso e imaturo quanto Charlotte. O pouco diálogo proferido por ele não agrega em nada. Assim como Charlotte, Victor é um menino inseguro que não sabe lidar com seus sentimentos.

Uma das coisas que me deixaram bastante curiosa foi o fato de Charlotte contar seus sentimentos através de seu diário. Eu gosto de narrativas que incluam este tipo de recurso, mas até nisso o autor estragou tudo deixando a narrativa ainda mais cansativa e infantil. As confissões de Charlotte são muito infantis, suas frases e colocações são repetitivas. Óh vida! Oh céus! Ainda bem que o diário não podia responder as suas lamúrias.

Em relação à escrita pude perceber a falta de experiência do autor. São muitos parágrafos, às vezes períodos inteiros repetindo a mesma coisa. Em alguns casos, o uso de frases de efeito tornou o capítulo ainda mais amador e cansativo. É uma pena porque a história em si poderia ter sido mais bem aproveitada. 
Uma das mensagens do livro é reforçar a ideia de que para ser feliz nós não precisamos de muito. Mesmo quando pobre, Charlotte tinha o amor e atenção de sua mãe diariamente. Charlotte aprendera que o amor era o bem mais valioso. Já no corpo de Sophia, Charlotte percebe que mesmo morando em uma mansão, sendo linda e rica, a felicidade pode custar bem caro. Sua mãe atual é uma estilista muito poderosa e que não tem tempo para se dedicar a filha. De nada adiantava tanta riqueza se Charlotte não tinha o amor de seu amado e a atenção de sua mãe.

Diário póstumo de Charlotte é um livro romântico muito açucarado que pode causar diabete crônica aos desavisados. Sua narrativa um tanto lenta pode causar dormência cerebral e sua escrita simplória e redundante pode causar traumas irreversíveis.

Para leitores menos exigentes e que curtam histórias fofinhas pode ser uma boa pedida. Infelizmente comigo não funcionou muito bem. História fraca, personagens apáticos, narrativa lenta e cansativa. No final do livro temos uma playlist bem interessante. Deu pra salvar alguma coisa.


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Sinopse: "A morte era a única maneira de escapar daquela dor; a dor de meu corpo ensanguentado era menor que a dor de cada risada, era menor do que a dor de ver o rosto de Victor ao saber de tudo aquilo, de minha paixão, principalmente. Quem diria que a morte seria o alívio para toda aquela dor. Não pude mais resistir..." Existe vida após a morte? Será que existe um amor tão forte que conseguiria atravessar uma vida, e florescer em outra? Charlotte é uma garota humilde e fora dos padrões estéticos que mora no subúrbio de Londres, estuda em uma escola particular por ser bolsista. Isolada e sem amigos, ela conta apenas com o seu diário para desabafar, até encontrar um jovem transferido, chamado Victor. Mas o que aconteceria se algo interrompesse a sua vida medíocre e a recolocasse no corpo de uma jovem bonita e de alta sociedade? Será que os seus laços com Victor continuariam tão estreitos? A morte pode não ser o fim para sua história.

Título: Diário Póstumo de Charlotte
Autor: Jairo Sarfati
Editora: Novo Século
Ano: 2013
Páginas: 272


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Um homem, no limite do sofrimento, decide compartilhar sua jornada e escreve a mais sincera declaração de amor. Dessa forma, ele leva até você, leitor, a trajetória vívida de uma paixão que, sem imaginar, mudaria sua forma de ver a vida. Beatrice Dumont, 23 anos, estava habituada à mesmice do dia a dia, mas percebe, durante uma noite de forte chuva, que aproveitava pouco sua juventude. Sem achar uma luz no fim do túnel, sente a necessidade de dar um passo em direção à mudança de vida. Mas o que ela parecia ter esquecido é que a felicidade, muitas vezes, pode trazer consigo perdas irreparáveis, principalmente quando os laços afetivos com as pessoas que amamos são muito fortes. A Ideia não é uma história de um amor perfeito, no qual o universo conspira a favor. É uma história de luta pelo amor, quando tudo parece estar contra. Fala da vida em sua brevidade, sem deixar de lado os instantes que fazem dela eterna. Embarque neste romance e descubra que o primeiro passo deve ser dado e que uma simples ação pode mudar toda uma história.


De um tempo para cá não tenho sido muito feliz com minhas leituras e digo isso com muito pesar porque é muito ruim você ter que insistir numa leitura enfadonha. Bem, foi exatamente isso que aconteceu durante a leitura de A Ideia. Foi um dilema escrever a respeito. Terminei de lê-lo faz um tempo, mas simplesmente não conseguia dissertar nada relevante. Quando a leitura é prazerosa isso se torna fácil e ocorre naturalmente. Quando ocorre o contrário, isso é bem mais delicado porque é preciso concatenar as ideias e tentar ser o mais objetivo possível.

Primeiramente vamos falar a respeito da personagem principal: Beatrice Dumont. Bia tem 23 anos, cursa Letras, é muito estudiosa e nutre sonhos como qualquer outro jovem da sua idade. Ela perdera seus pais ainda criança e por esse motivo dividia o apartamento com sua tia Vera. O relacionamento das duas era muito esquisito. Parecia duas estranhas dividindo o mesmo espaço. Bia trabalhava como monitora na universidade onde estudava. Quando não estava estudando em casa ou na universidade, passava o tempo todo todo dormindo. Ela não tinha uma vida muito interessante. E quando o assunto era relacionamento as coisas eram ainda piores. 

Bia é uma garota muito chata. Pense em alguém chato! Pensou? Eleve ao cubo! É isso mesmo. A personagem passa o livro inteiro reclamando da vida e no momento seguinte, ela entre em contradição dizendo que ela é uma pessoa que corre atrás de seus objetivos. Definitivamente, não convence. 

Lembram-se da fala da hiena Hardy: 
“_Oh céus! Oh Vida! Oh Azar! Isto Não Vai Dar Certo!"


É exatamente assim que Bia se enquadra. Ela passa o tempo todo se lamentando, indagando a vida, que tudo é injusto, que ela é uma pessoa infeliz e tem uma vida muito triste. E vocês querem saber o motivo de tanta autocompaixão e desânimo? Bia não é amada! Ela deseja encontrar alguém que a ame de verdade. Imagine alguém descrevendo o seu descontentamento em relação à vida durante 421 páginas. Que dureza! Infelizmente, a história não justifica o tamanho do livro. Eu o reduziria pela metade sendo muito otimista. 

O livro não correspondeu minhas expectativas. Cheguei a nutrir boas expectativas por vários motivos. Primeiramente por considerar um ato de bravura do autor Lucas Chagas que escreveu um romance no qual ele narrava a história pela voz de Bia. Histórias narradas em 1ª pessoa sempre me atraem por me aproximarem da realidade do personagem. Mas nesse caso nunca desejei tanto que uma história fosse narrada em 3ª pessoa. Bia é muito insegura, chata e infantil. Meu Deus! A salvação de Bia era ter alguém como Brenda ao seu lado. Sua melhor amiga foi a salvação da narrativa, assim como a existência dos demais personagens secundários que fizeram parte da história. Os amigos de Bia tornavam o livro bem mais agradável. 

Bia nutre um romance platônico por Benjamim, um carinha que ela conhece no bar onde costuma frequentar com os amigos para jogar bilhar. Quem já não viveu um romance platônico, não é mesmo? Mas como no caso de Bia tudo é extremamente chato, esse amor torna-se a coisa mais insuportável do mundo. E como não poderia ser diferente Ben é tão chato quanto Bia. Um jovem sem sal, inexpressivo, inseguro. O autor até tentou transmitir a ideia de um personagem interessante com jeito enigmático, mas não conseguiu. Ao conhecê-lo Bia perde completamente o prumo. Daí por diante, a vida de Bia não será a mesma. Uma simples atitude pode colocar tudo a perder. Muitos desencontros, decepções e coisas do tipo acontecerão com o casal. 

A leitura não flui e se arrasta até os confins do universo. E no último capítulo, um suspense faz com que a narrativa mereça 5 segundos de atenção. E só. Sem emoção e sem expressão, A Ideia termina sem acrescentar nada. Fiquei a pensar sobre o título do livro. Em certos momentos cheguei a compreendê-lo, mas ao chegar ao fim do livro percebi que a essência do livro o explica. Mas para absorvê-lo é preciso atenção e muita persistência. A história é permeada de pensamentos filosóficos e isso a torna ainda mais cansativa.

O mais intrigante é que logo no início do livro, o autor desperta até a nossa atenção. Ele nos convida a refletir sobre nossas escolhas, sobre o amor e a importância dele em nossas vidas. Brinca com a questão: “Perceberá, em alguns instantes ( ou quem sabe em alguns dias, se não se cansar e fechar o livro), que a história será narrada na voz dela.” Diz que provavelmente acharíamos um pouco estranho. Mas isso não é o problema. O que realmente torna a narrativa cansativa são as colocações redundantes da personagem principal. O romance propriamente dito entre os personagens principais torna-se um ponto fraco. O que deveria ser uma linda história de amor, de crescimento por parte da personagem feminina torna-se uma história chata, sem emoção alguma. A única coisa que dá para se tirar proveito durante toda a narrativa são as citações musicais como: Djavan, Legião Urbana, Cássia Eller, entre outras. 

Insisti no livro por acreditar na mensagem central do livro. Compreendo que devemos aproveitar cada momento de nossas vidas, que o amor é o que move o mundo. É o que realmente nos completa e coisas do tipo. Mas o que não me agradou foi a maneira como a história foi desenvolvida. 

A diagramação do livro é simples e a capa do livro é bem legal. A escrita do autor é consideravelmente boa. Encontrei pouquíssimos erros. Alguns vícios de linguagem incomodaram um pouco, como alguns pleonasmos. Mas em alguns momentos conclui que o autor o utilizara para dar expressividade à oração; já que tal recurso é aceitável no âmbito literário. O que realmente deixa a desejar são o desenvolvimento e a construção da narrativa. 

Espero que sintam-se tocados de alguma maneira porque da minha parte não rolou. Para quem curte romances leves pode ser uma boa pedida. 


FICHA TÉCNICA
Título: A Ideia
Autor: Lucas Chagas
Páginas: 421
Editora: Novo Século 
Selo: Novos Talentos da Literatura Brasileira



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Uma mulher em fuga, um homem desconfiado, um passado que se torna presente com a descoberta do amor.


Neste primeiro livro da Trilogia Olhares, somos apresentados à Fazenda Filó, aos seus moradores, e à pequena cidade de Kerexú, no interior do Mato Grosso do Sul. 
É com esse cenário bucólico que Eva dos Anjos se depara ao ser acolhida por Margarete Ribeiro em sua fazenda. Dona Margô, como carinhosamente é chamada, se encanta pela menina envolta em mistérios, grávida e nitidamente em fuga. 
Eva conquista a todos com seu jeito meigo e amoroso e torna-se parte da família. Mesmo vivendo reclusa, relutando em libertar-se do passado, ela constrói a vida que sempre desejou e cria seu filho em um ambiente protegido. Aos poucos, vai se sentindo mais segura, até que a sensação de paz é abalada por desconfianças.
Desconhecendo as surpresas que o destino ainda lhe reserva, Eva descobre sensações que nem imaginava existir, enquanto o passado que acreditava ter deixado para trás vai ao seu encontro.




Imaginem um livro com uma linguagem simplesmente perfeita, uma escrita magnífica e com uma narrativa impecável. Imaginou? Estou descrevendo Eva; o primeiro livro da trilogia Olhares. Ana Jensine nos presenteia com uma história fascinante que se passa num cenário bucólico e encantador.

Com características de um romance regionalista, Ana Jensine descreve brilhantemente a vida dos personagens que habitam a pequena cidade de Kerexú, localizada no interior de Mato Grosso do Sul. Somos apresentados à Eva, personagem que dá nome ao livro. Eva chega à cidade de Kerexú muito abalada. Grávida, desempregada e sem moradia, ela encontra Dona Margô, uma senhora muito bondosa que lhe estende a mão em um dos momentos mais difíceis de sua vida.

Dona Margô leva Eva para viver na fazenda Filó numa desativada vila de funcionários. Dona Margô é  casada com o senhor José Francisco Ribeiro e mãe de quatro filhos: José Luiz, o filho mais velho, José Eduardo, responsável por cuidar da fazenda, Maria Clara e Maria Gabriela, a filha mais nova.

Eva é mãe de Lucas, um menino de 3 anos muito dócil e inteligente. Eva passa o tempo todo muito aflita e preocupada com a segurança do filho. Eva teme que os moradores da fazenda descubram o que há por trás de seu passado que tanto lhe aflige. Com o passar do tempo, Eva sente-se um pouco mais tranquila na fazenda Filó e seu tenebroso passado parece estar adormecido. Até a chegada de José Luiz. 

Sem adentrar muito na história para que os indesejáveiss "spoilers" não sejam liberados vamos atentar as principais características da narrativa.
Narrado em terceira pessoa, Eva descreve perfeitamente a vida rural na inóspita Kerexú. Todos os elementos da narrativa são primorosamente bem construídos, desde os personagens característicos que permeiam a vida rural até o ambiente bucólico e pitoresco descrito pela autora. 

Ana Jensine consegue prender o leitor até a última página do livro. Lembrando que, Eva é o primeiro livro de uma trilogia. Sempre fico muito receosa ao ler uma trilogia ou série porque muitos autores engatam uma série com um única finalidade: vender mais livros. E saem por aí, escrevendo qualquer coisa. Felizmente, não é o caso de Ana Jensine. Esbanjando talento e confiança, a autora começa com pé direito no mercado editorial.

Eva é uma personagem muito marcante, assim como todos os outros. Mas, as personagens femininas merecem o destaque. Dona Margô e Bianca, a fiel amiga de Eva colaboram com o bom desenvolvimento da narrativa. Os personagens masculinos não ficam atrás. Esbanjando sensualidade em trajes rurais, Luiz, Eduardo e João fazem a alegria da mulherada. 

O livro aborda um tema muito delicado: a violência doméstica. Com muita segurança, a autora descreve toda a agonia que muitas mulheres enfrentam ao conviver com esse drama. O tema é bem desenvolvido e faz com que o leitor se envolva com a história torcendo para que tudo seja solucionado. Eva descreve a vida de muitas mulheres que convivem com esse dilema e que simplesmente resolvem se anular diante da humilhação que lhe são impostas.   

Eva é um livro incrível no sentido amplo da palavra. Com uma narrativa coesa, a leitura flui e quando percebemos o livro terminou. E lamentamos: _ Poxa! Acabou?!
O livro possui uma linguagem impecável. Felizmente, a editora Novo Século fez um ótimo trabalho. Com uma diagramação simples e singela, o livro possui uma capa fosca com adornos de flores em verniz.

Eva é um livro muito especial. Nos dias de hoje, é muito difícil encontrar autores que escrevam sobre a nossa literatura nacional sem parecer piegas, sem que os personagens ou o próprio ambiente seja descrito de forma caricata, ou simplesmente que escrevam um romance clichê. Fico feliz de ter conhecido Eva e saber que existem ótimos autores escrevendo boas histórias que fogem a modinha literária. 

O livro reúne tudo o que leitor espera de um bom livro: personagens marcantes, uma história coesa, coerente e uma finalização condizente para um livro que inicia uma série. Eva é um livro repleto de emoções, que emociona o leitor com suas mensagens de amor, coragem, amizade, determinação e superação. 

Recomendo a leitura a todos. E não poderia dar outra nota que não fosse a maior. Espero que todos possam ter a oportunidade de ler essa obra fantástica escrita por Ana Jensine.
Agora, resta-nos aguardar pelo próximo volume da trilogia: Clara. Tenho certeza que vem muita emoção por aí. 


FICHA TÉCNICA
EVA –TRILOGIA OLHARES - LIVRO 1 
Autora: Ana Jensine
Páginas:320
Formato: 21 x 14 cm
Acabamento: Brochura
ISBN: 978-85-7679-769
Compre: No site da editora - Autografado com a autora

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Alícia Martelli nunca mais seria uma pessoa normal depois de ter fugido da morte. Sua vida que antes era calma e sem nenhum imprevisto, hoje mais parece com uma tragédia grega. Raul, o seu melhor amigo, está ao seu lado lhe confortando de todas as lembranças ruins que a perseguem, mas, ele não a livrará do descontrole e da beira da loucura, já que Alícia descobre um mundo paralelo para o qual deve algo. E Noah, o anjo da morte, faz de tudo para que ela não se esqueça dessa dívida. Será que esse seria o seu fim? Estaria ela predestinada a ser uma maluca em mais um dos corredores dos hospitais psiquiátricos ou a ter seu nome estampado em uma lápide?


Entre Dois Mundos narra à história de Alícia, uma jovem muito bonita que sofre um grave acidente de carro após uma viagem de férias com seus pais, sua irmã mais velha Anna e seu irmão Léo de apenas 8 anos. No acidente Léo morre e após 41 dias em coma, Alícia desperta para uma terrível mudança. Ela passa a conviver com frequentes visões de seres enigmáticos. Alícia passa a enxergar homens de preto por toda a parte (não são os homens do filme MIB), essa referência  é mera coincidência, pois é desse jeito que Alícia se refere aos homens que estão por todos os lados.

Entre tantos seres macabros, a presença de um deles destaca-se na vida de Alícia. Noah é um anjo caído completamente perturbado (é óbvio) e muito ousado. Noah vai desestabilizar a vida de Alícia e só resta uma única saída: descobrir aonde esse ser tenebroso  quer chegar. Pronto. É só isso e mais nada. Muita coisa deixa de ser dita e o livro leva o enredo para uma via contrária a que o livro propõe, já que se trata de um livro sobrenatural.

O livro é narrado em 1ª pessoa e dessa maneira podemos sentir todas as aflições vivenciadas pela personagem principal. Isso é muito interessante, mas é um caminho difícil de ser trilhado. A narrativa em 1ª pessoa é um grande desafio. Pois, ao mesmo tempo em que aproxima o leitor, ela pode desgastar a leitura se o autor cometer o deslize de repetir passagens do livro como lembranças recorrentes do personagem ou cair na cilada de narrar diálogos intermináveis.  Infelizmente, os dois casos ocorrem na narrativa em questão. Tais deslizes tendem a prolongar a narrativa para um caminho sem volta.

Outro ponto não explorado foi a proposta central do livro. Entre Dois Mundos sugere uma narrativa sobrenatural. Estou me baseando na obra como um todo, incluindo a sugestiva capa e o nome do livro. O sobrenatural  é pouco explorado e  o foco da narrativa é baseado no relacionamento amoroso e caliente dos personagens Alícia e Raul.

A autora acertou na química entre eles que por sinal torna-se um pouco repetitiva no decorrer da história. Tudo é lindo e perfeito. O casal transborda sensualidade e um pouco mais, além disso,  Raul é o cara! Lindo, viril, romântico, um amante exemplar. As cenas de sexo ou amor, vocês podem escolher o que mais lhe convenham, mas eu prefiro dizer que eles pareciam dois adolescentes no auge da puberdade. Enfim, devaneios à parte, essa é a parte boa do livro. O convívio amoroso do casal é descrito incansavelmente. Eu diria que o livro trata-se do relacionamento de Alícia e Raul. Faltou uma abordagem criteriosa e abrangente sobre o tema proposto, que no caso deveria descrever o sobrenatural.

Podemos levar em consideração que Entre Dois Mundos é o primeiro livro de uma série. Talvez, por esse motivo a autora tenha deixado de lado pontos importantes que valorizassem a narrativa para dessa maneira dar continuidade nos próximos volumes.

A linguagem utilizada foi outro incômodo. O uso da linguagem informal em demasia prejudicou muito a fluidez da leitura. Alguns não se apegam a esses detalhes, mas meu olhar clínico e crítico travam em vocábulos como “tô” e “tava”. Mas, o cúmulo do absurdo está por vir. O que parece ser recorrente e muito comum em publicações da editora Novo Século pelo selo Novos Talentos da Literatura Brasileira é o descaso com algumas de suas obras. Isso é muito irritante! Não é possível que somente a blogueira que vos fala perceba tamanho descaso da editora com livros  publicados por esse selo.

Selo este que deveria valorizar e destacar a literatura nacional com respeito. Infelizmente, isso não aconteceu apenas com o livro em questão. Venho repetindo isso um milhão de vezes! Tive a impressão que Entre Dois Mundos não foi revisado. Erros grotescos e estapafúrdios são encontrados do início ao fim da narrativa. Palavras escritas erroneamente, ausência  de elos coesivos, pontuação, acentuação, enfim, uma lambança generalizada! Isso me deixa muito triste, pois, a autora é uma pessoa muito querida e batalhou muito pelo seu trabalho ser reconhecido. 

Apesar do descaso e desrespeito com a autora e, principalmente, com os leitores Entre Dois Mundos salva-se de seu naufrágio por conter uma história bem interessante e que prende o leitor com seus mistérios não esclarecidos. Ficamos ávidos pelo término do sofrimento dos personagens e por um desfecho feliz. O final do livro deixa o gostinho de quero mais e o leitor terá de se contentar com a espera. Só fica a dica para que os mesmos erros não venham se repetir.

Espero que entendam minhas colocações, pois nada que foi dito poderia ser passado em branco. A história é boa, os personagens cativantes e ponto. Fica a desejar em vários aspectos, principalmente no que diz respeito à editora. Que a Novo Século possa rever seu quadro de revisores porque se continuarem a trabalhar desse jeito ninguém mais acreditará no potencial dos autores nacionais.

Quero parabenizar a Lígia pelo seu talento porque apesar de tudo eu acredito no sucesso do seu trabalho. Recomendo a leitura do livro e peço que continuem acreditando na literatura nacional apesar dos pesares.


FICHA TÉCNICA
Título: Entre Dois Mundos 
Autora: Lígia Gama Miraglia 
Editora: Novo Século
Páginas: 400
Lançamento: 2012 
ISBN: 9788576796749
Skoob
Compre: No site da editora | Saraiva

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Oi, eu sou Zilda Peixoto! Comando a Cachola desde 2009. Aqui compartilho um pouquinho sobre meu universo particular: resenhas de livros, séries, filmes, música boa, paixão por plantas, pugs, decoração afetiva, maternidade real e o que mais der na cachola..rs.. Sejam muito bem vindos!!!

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