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Cachola Literária

Uma declaração de amor ao mundo mágico dos livros


Olá, meu amores!

Tudo certinho? Espero que sim. Bem, hoje estou aqui para apresentar nossa mais nova parceira: Giovanna Vaccaro - autora de Procura-se recentemente publicado pela editora Novo Século.

Estou muito feliz em receber o convite da Giovanna para conhecer sua obra. Estou bem ansiosa para compartilhar com vocês a minha opinião. Além do livro para resenha teremos brindes para sortear enviados com muito carinho pela autora. Gente! O livro fez tanto sucesso na Bienal do Rio que esgotou todos os exemplares!!! Uau!!! 

Seja muito bem vinda, Giovanna!

Sobre a autora

Nascida em São Paulo, Giovanna Vaccaro (com 15 anos) ama escrever desde que conheceu as letras. Aluna do ensino médio, Giovanna aventura-se no mundo da literatura com sua primeira obra, o romance de ficção “Procura-se”, publicado pelo selo da Novo Século Editora, Talentos da Literatura Brasileira.

Amante de seriados americanos e de mídias sociais, a autora criou neste livro um cenário de amor e esperança com a personagem Ariane, adolescente que descobre uma paixão por seu novo amigo, Miles. Apesar desse raio de luz, Ariane sofre desde os seis anos com uma doença arterial coronariana, uma deficiência cardíaca rara em jovens, porém fatal. Mantendo-se viva à base de remédios, ela precisa fazer um transplante de coração com urgência. Em meio a esses acontecimentos, surge o amor entre Ariane e Miles, que enfrentarão juntos esse difícil drama e encontrarão uma saída, tentando congelar o tempo e eternizar cada segundo que lhes restam, como um extenso fio de esperança que surge em um futuro tão incerto.

Giovanna poderá galgar degraus importantes no cenário literário nacional e também internacional. Ela vem conquistando os leitores do Brasil a cada dia que se passa, por ser uma escritora tão talentosa e de tão tenra idade. 

Sobre a obra


O tempo que Ariane tem de vida é bem menor do que se imagina. Desde os seis anos, sofre com a doença arterial coronariana, uma deficiência cardíaca genética; rara em pessoas jovens, mas fatal.

Mantendo-se com a ajuda de remédios, ela conta com a ajuda de seu pai e de sua irmã Becky. Para agravar a situação, após uma crise de insuficiência cardíaca, ela recebe a notícia de que deverá passar, o mais urgente possível, por um transplante de coração, caso contrário, seus dias estão por um fio.

Porém, ela tem uma nova razão para pulsar: seu novo amigo Miles. Ariane se envolve em uma paixão “quase” perfeita – diante do difícil drama que enfrenta! Juntos, eles tentarão encontrar uma saída e farão de tudo para congelar o tempo e eternizar cada segundo que lhes resta, como um extenso fio de esperança que surge a seu futuro tão incerto.

Ficha Técnica

Livro: Procura-se
Autora: Giovanna Vaccaro
Editora: Novo Século
Selo: Talentos da literatura brasileira
Páginas: 200

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Olá, queridos leitores!
Hoje venho compartilhar mais uma boa notícia com vocês. O blog tem o prazer de apresentar a nossa mais nova parceira; a autora Ligia Ortiz. Estou muito feliz em fechar mais uma parceria que tem tudo para ser um sucesso. Desde o início sempre apoiei a literatura nacional. Fico feliz em receber tantos convites todos os dias de autores de todo o país. Estou muito empolgada para conhecer a sua obra. Fiquem ligados nas redes sociais do blog que irei compartilhar cada momento com vocês. Agora, que tal conhecer um pouquinho sobre a Ligia. Vem comigo!
 

Ligia Ortiz nasceu na capital de São Paulo em 1981. Inquieta por natureza, cursou Publicidade e Propaganda e atuou em agências conceituadas onde trabalhou com grandes clientes. Encontrou na escrita uma forma de aplicar seu instinto criativo. Além de escrever, ama ler e, principalmente, estar com a família. Atualmente reside em Jundiaí com seu marido e filho. Nas Proximidades do Amor é seu primeiro romance.






Sinopse: 
Nalu Alcântara Hanz, uma jovem e atraente publicitária, faz de tudo para preservar seus sentimentos após ter sido traída pelo noivo. Passado o período turbulento, ela encontra em Caio uma ilha segura e mantém seu coração afastado de qualquer possibilidade de ser quebrado novamente. Numa jogada do destino, sua vida esbarra com a de Alec e, a partir desse momento uma bagunça deliciosa acontece balançando suas estruturas e questionando suas regras. Alec está determinado a ficar com Nalu, que só recua de suas aproximações. Contudo não se foge da verdade por muito tempo, ela sempre aparece.
O que fazer quando suas crenças são postas à prova?
 

Para mais informações:
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A autora estará na Bienal lançando Nas Proximidades do Amor no dia 7 de setembro.


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Ganhei o livro Diário póstumo de Charlotte em um sorteio promovido pelo próprio autor em sua página no Facebook. Ao ver o anúncio do sorteio fiquei imediatamente curiosa para conhecer a obra. A primeira coisa que me chamou a atenção foi à belíssima capa do livro. Uma combinação singela de cores e imagens bucólicas tornava-o muito atraente. Mas e a história? Bem, eu nada sabia a respeito sobre o livro. Minha única referência era a sinopse. Seria um tiro no escuro, deveria confiar puramente na esperança de que a história tivesse algo mais a dizer. Bem, infelizmente, as coisas não saíram como eu esperava.


Jairo Sarfati poderia ter alcançado o sucesso com sua narrativa senão tivesse cometido erros grotescos, tais como: escrever a história em primeira pessoa. Esse talvez tenha sido o seu maior erro. Particularmente gosto bastante de narrativas em primeira pessoa, mas são poucos os autores que conseguem tal façanha. Para escrever sobre a perspectiva do personagem principal é preciso que o autor tenha muito cuidado, pois é muito comum vê-lo repetir inúmeras vezes o mesmo pensamento, ou seja, colocar frases repetidas. Muitas vezes o personagem passa tempo demais divagando, conjecturando ideias pífias que só servem para deixar a narrativa lenta e cansativa. E foi exatamente isto que aconteceu durante toda a leitura do livro.

Outra coisa que me incomodou bastante foi o comportamento demasiadamente infantil por parte de Charlotte. Gente! A garota tinha dezesseis anos, mas tinha uma mentalidade e se comportava como uma garota de 7 anos. Pelo amor de Deus! Seus pensamentos, suas frases melódicas, tudo em Charlotte soa tão falso como uma nota de três reais.
E em terceiro lugar, o enredo e o desenvolvimento da narrativa deixam muito a desejar. Inicialmente tentei me conectar com a história e compreender um pouco a cabecinha de Charlotte, mas conforme a história ia sendo construída as coisas se tornavam ainda mais difíceis. 

Charlotte era uma menina (de 16 anos) muito pobre que sofria muito com a rejeição dos colegas da escola. Charlotte sofria porque era pobre e gorda. Mesmo sendo muito inteligente isso não fazia de Charlotte uma pessoa benquista no colégio. Todos a perseguiam e insultavam-na sempre que possível. Charlotte era bolsista na Academia de Cambridge, a melhor escola de ensino médio de Londres. Charlotte era uma menina muito estudiosa. Apesar de toda sua dedicação, Charlotte sofria com a escassez de recursos de sua família. Ela morava na periferia de Londres junto com a mãe, sua irmã caçula Melaine e seu padrasto. Mesmo passando por dificuldades financeiras Charlotte não se deixava abater. A única coisa que lhe fazia sentir mal era ser perseguida e humilhada por seus colegas de classe.

Mas em meio todo o desconforto causado pelo bullying, Charlotte tinha um motivo para ter esperança. Ela se apaixonara por Victor, um garoto lindo e de olhos azuis que sentava ao seu lado na sala de aula. O início da amizade entre Charlotte e Victor foi como um conto de fadas, só que às avessas. Charlotte amava Victor que não sabia do sentimento de Charlotte. e, isso consumia toda a energia de Charlotte. Como se declarar a Victor? Eu sou gorda e pobre e feia! (isso cansa minha beleza). 

Depois de ambos ficarem amigos, as coisas se tornaram um pouco mais fácil para Charlotte que deixara de se preocupar com a perseguição das meninas que a insultavam. Porém, a maldade de Katherine e Maggie, suas antagonistas não tinha fim. Graças à perversidade de Katherine, Charlotte é atropelada no momento em que a malvada Katherine lança o diário de Charlotte pela janela da sala de aula. A humilhação de ver todos os colegas caçoando de seu amor por Victor, já que Katherine lera em voz alta as confissões de seu diário foi um momento terrível para Charlotte. Atordoada, Charlotte sai correndo desesperadamente da sala de aula para recuperar seu diário e morre atropelada em frente à escola.


Isso tudo parecer extremamente chocante, mas a morte de Charlotte não causa nenhum sofrimento por conta da falta de continuidade da história. Ao fazer a passagem Charlotte reencarna inexplicavelmente no corpo de Sophia, uma menina da mesma idade que está em coma num hospital da cidade. Tudo acontece muito superficialmente. Um anjo leva Charlotte até o hospital onde está Sophia e diz a Charlotte que ela tem uma nova chance. 

Charlotte tem a missão de continuar a seguir sua vida só que habitando o corpo de outra pessoa. Sem as memórias de Sophia, Charlotte terá de descobrir qual é a missão que o anjo lhe dissera. Em seu novo corpo, Charlotte terá a oportunidade de conhecer o luxo, a riqueza, a facilidade que o dinheiro pode lhe oferecer, coisa que jamais poderia sonhar quando era pobre. Agora como Sophia, Charlotte terá de descobrir uma maneira de se reaproximar da mãe, da irmã e de seu amado Victor sem que ninguém desconfie da verdade.


Fiquei extremamente decepcionada com o livro por diversos motivos. Não gostei da manobra ou seja lá qual for o nome que o autor tenha dado ao fato de trazer a reencarnação para a história. Mesmo se tratando de uma ficção é inadmissível aceitar que um corpo habite outro sem um mero preparo ou pelo menos que algo seja explicado. Charlotte ocupa o lugar de Sophia sem mais nem menos. Um anjo surge com metáforas e frases que não tem sentido algum, nem pra Charlotte, nem pra nenhum ser que tenha um mínimo de compreensão. Os diálogos trocados entre Charlotte e o anjo são confusos, cheios de mensagens sublinhares que, mas parece algum tipo de contato alienígena. 

Sophia, por exemplo, coitada, morre sei lá de quê. Nós não temos esse conhecimento e tudo fica sem ser explicado até o final da história. Podemos saber um pouco sobre a personagem somente após o término do livro quando o autor decide dar uma prévia do segundo livro, já que o diário póstumo de Charlotte é o primeiro livro de uma série. 

Victor é outro personagem extremamente chato e desnecessário no livro, caso ele não fosse o personagem principal. O garoto de (17 anos) é tão bobo, confuso e imaturo quanto Charlotte. O pouco diálogo proferido por ele não agrega em nada. Assim como Charlotte, Victor é um menino inseguro que não sabe lidar com seus sentimentos.

Uma das coisas que me deixaram bastante curiosa foi o fato de Charlotte contar seus sentimentos através de seu diário. Eu gosto de narrativas que incluam este tipo de recurso, mas até nisso o autor estragou tudo deixando a narrativa ainda mais cansativa e infantil. As confissões de Charlotte são muito infantis, suas frases e colocações são repetitivas. Óh vida! Oh céus! Ainda bem que o diário não podia responder as suas lamúrias.

Em relação à escrita pude perceber a falta de experiência do autor. São muitos parágrafos, às vezes períodos inteiros repetindo a mesma coisa. Em alguns casos, o uso de frases de efeito tornou o capítulo ainda mais amador e cansativo. É uma pena porque a história em si poderia ter sido mais bem aproveitada. 
Uma das mensagens do livro é reforçar a ideia de que para ser feliz nós não precisamos de muito. Mesmo quando pobre, Charlotte tinha o amor e atenção de sua mãe diariamente. Charlotte aprendera que o amor era o bem mais valioso. Já no corpo de Sophia, Charlotte percebe que mesmo morando em uma mansão, sendo linda e rica, a felicidade pode custar bem caro. Sua mãe atual é uma estilista muito poderosa e que não tem tempo para se dedicar a filha. De nada adiantava tanta riqueza se Charlotte não tinha o amor de seu amado e a atenção de sua mãe.

Diário póstumo de Charlotte é um livro romântico muito açucarado que pode causar diabete crônica aos desavisados. Sua narrativa um tanto lenta pode causar dormência cerebral e sua escrita simplória e redundante pode causar traumas irreversíveis.

Para leitores menos exigentes e que curtam histórias fofinhas pode ser uma boa pedida. Infelizmente comigo não funcionou muito bem. História fraca, personagens apáticos, narrativa lenta e cansativa. No final do livro temos uma playlist bem interessante. Deu pra salvar alguma coisa.


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Sinopse: "A morte era a única maneira de escapar daquela dor; a dor de meu corpo ensanguentado era menor que a dor de cada risada, era menor do que a dor de ver o rosto de Victor ao saber de tudo aquilo, de minha paixão, principalmente. Quem diria que a morte seria o alívio para toda aquela dor. Não pude mais resistir..." Existe vida após a morte? Será que existe um amor tão forte que conseguiria atravessar uma vida, e florescer em outra? Charlotte é uma garota humilde e fora dos padrões estéticos que mora no subúrbio de Londres, estuda em uma escola particular por ser bolsista. Isolada e sem amigos, ela conta apenas com o seu diário para desabafar, até encontrar um jovem transferido, chamado Victor. Mas o que aconteceria se algo interrompesse a sua vida medíocre e a recolocasse no corpo de uma jovem bonita e de alta sociedade? Será que os seus laços com Victor continuariam tão estreitos? A morte pode não ser o fim para sua história.

Título: Diário Póstumo de Charlotte
Autor: Jairo Sarfati
Editora: Novo Século
Ano: 2013
Páginas: 272


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Conheci Rainbow Rowell a partir do livro Eleanor & Park e, desde então, Rainbow figura entre as minhas autoras favoritas. Não é por acaso que ela ocupa tal lugar já que Eleanor & Park é considerado um romance YA mais fofo dos últimos tempos. O único problema é quando nos fascinamos pela escrita de alguém e passamos a criar muitas expectativas em relação aos seus trabalhos. Qualquer coisa que viesse depois de Eleanor & Park deveria ser de altíssima qualidade. Contudo, há de se ter muita calma nessa hora porque nem sempre as coisas saem como o esperado. 

Confesso que criei muitas expectativas em relação a Fangirl e inicialmente elas não foram correspondidas. Eu disse, inicialmente. Eu não poderia apedrejar Rainbow logo de cara, mas é preciso alertá-los que é preciso paciência para que você consiga se identificar com a história. 
O primeiro ponto a ser esclarecido é que Cath – a personagem central de Fangirl não é nem de longe simpática e cativante como Eleanor (primeira comparação inevitável a ser feita).

Leia a resenha de Eleanor & Park

Cath é uma jovem que acabara de ingressar na faculdade e por conta disso ela se vê obrigada a enfrentar todos os seus receios em relação à nova vida. Anteriormente Cath era somente uma garota que curtia escrever fanfiction de Simon Snow - sua série de livros favorita. Cath, na verdade, é uma garota insegura totalmente o oposto de sua irmã gêmea Wren – a descolada. Cath faz o gênero careta, aquela que nunca saiu da zona de conforto. Já Wren assumiu a responsabilidade de seguir em frente a caminho da faculdade. Cath e Wren compartilhavam a mesma paixão pela fanfic, mas ao ingressar na faculdade Wren não deseja mais ser a garotinha de antes. A começar pelo fato de que ela não quer dividir o mesmo quarto na faculdade. Cabe a Cath tentar sobreviver na faculdade sem a companhia da irmã. Para Cath escrever fanfiction é uma espécie de refúgio aonde ela sabe lidar com as adversidades. O problema é que Cath não sabe separar a realidade da ficção. O seu hobby acaba se tornando uma verdadeira obsessão. 

Até certo ponto dá pra entender o porquê de tanta chatice da parte de Cath. Sair da zona de conforto nem sempre é fácil, mas o que é inaceitável é a sua total rabugice com Reagan – sua atual colega de quarto na faculdade. Tudo bem que Reagan é aquele tipo de pessoa que dá medo só de olhar. Reagan é normalmente ríspida e indiferente, mas não há motivo para que Cath seja tão infantil. Obviamente que, as coisas tendem a melhorar já que Reagan não é exatamente tão cruel quanto parece e, uma amizade verdadeira surgirá com o tempo de convivência.

O livro tem como foco principal apresentar o amadurecimento de ambas as irmãs, porém é possível notar o enfoque principal em Cath já que é ela que sofrerá maiores mudanças. Como de costume Rainbow sabe muito bem construir personagens apaixonantes e caberá a Levi o título de personagem mais fofo do livro. Graças a ele que o livro não cai definitivamente no limbo (mais um motivo para compará-lo com Park). 

Eu nunca prestei atenção nessa coisa de fanfiction e, talvez, por esse motivo a personagem não tenha sido bem aceita. O hobby de Cath é praticamente uma obsessão. É como aqueles leitores fanáticos por Harry Potter. 

Para compreender melhor o livro a primeira coisa a se levar em consideração é o fato de que a própria Rainbow adorava escrever fanfics na sua época de faculdade e, que os mesmos conflitos e inseguranças de Cath foram vivenciados por ela. Fangirl apresenta um viés importante sobre a perspectiva da escrita ficcional. Rainbow descreve como é se descobrir escritora. Cath tem como objetivo principal terminar a fanfiction de Simon Snow antes da publicação do último livro da série. O único problema é que ela não sabe como lidar com suas limitações. Escrever sua própria história é muito mais difícil quanto parece.
"Eu conheço Simon e Baz. Sei o que pensam, o que sentem. Quando estou escrevendo-os, me perco neles completamente, e fico feliz. Quando escrevo minhas próprias coisas. é como nadar contra a correnteza. Ou... despencar de um penhasco, se agarrando nos galhos, tentando inventar os galhos enquanto se cai."

Posso dizer que Fangirl é uma história dentro de outra história. Não curti essa coisa de intercalar as duas histórias ao mesmo tempo. Tornou-se cansativo acompanhar a história de Cath e a fanfiction de Simon Snow que, porventura são personagens muito chatos. Eu diria que Fangirl foi a maneira que Rainbow achou para declarar seu amor a esse tipo de história. 

Deixando a fanfiction de lado ( se é que isso é possível) gostei muito da abordagem da autora no que diz respeito a vida particular de Cath. O livro vai abordar temas sérios que o tornam interessante, por exemplo: de que maneira os jovens lidam com a separação dos pais ou como eles lidam com a pressão que todo jovem enfrenta ao ingressar na faculdade, entre assuntos mais sérios como depressão, alcoolismo e dislexia. Apesar de apresentar tais temas, Rainbow não os abordará de forma dramática já que isso não faz seu estilo. Tudo é muito bem colocado e apresentado com naturalidade e leveza.


A narrativa de Rainbow é sempre muito especial. É característica sua dar ênfase aos personagens secundários e, por esse motivo tais personagens possuírem tamanha importância dentro de suas narrativas. Não seria exagero nenhum dizer que Fangirl é um livro quase cinco estrelas, apesar de todas as minhas ressalvas. Como eu disse anteriormente fora a parte chata de acompanhar a fanfiction de Cath o livro contém mensagens muito legais e que devem sim, serem levadas em consideração. Não existe livro ruim, e não acredito que Rainbow seria capaz de escrever um. O que acontece na maioria das vezes é que criamos expectativas demais em relação a um livro baseando-se em um trabalho anterior do autor. Aí vai uma dica: deixe de lado todas as comparações a Eleanor & Park, assim você conseguirá aproveitar a história.

A narrativa de Rainbow se destaca pelo seu dinamismo e por tratar temas sérios com leveza e, por esse motivo eu indico e recomendo a leitura de Fangirl.


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Sinopse: Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real. Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto. Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências. Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?

Título: Fangirl
Autor: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas: 424
Ano: 2014


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Eleanor é a nova garota na cidade e ela nunca se sentiu tão sozinha. Vestida com peças de roupas que não combinam, cabelo vermelho bagunçado e uma vida caótica em casa, ela não poderia chamar mais atenção.
Então ela se senta ao lado de Park no ônibus escolar. Quieto, cuidado e – nos olhos de Eleanor – impossivelmente descolado, Park decidiu que voar fora do radar é o melhor jeito de sobreviver na escola. Devagar, constante, com conversas até tarde da noite e uma grande quantidade de mixtapes, Eleanor e Park se apaixonam. Eles se apaixonam da mesma forma que você se apaixona pela primeira vez, quando você tem 16 anos e nada e tudo a perder. O livro se passa ao longo de um ano escolar em 1986. Engraçado, triste, chocante e verdadeiro, Eleanor & Park é uma viagem nostálgica para aqueles que nunca esqueceram seu primeiro amor.


Meu coração ainda está em “frangalhos”. E não poderia ser diferente já que Rainbow Rowell nem sequer avisou que chegaria assim “de supetão”. Tirando as coisas do lugar, desconstruindo conceitos e fazendo com que o mundo simplesmente parasse de girar a partir do momento que você se predispõe a conhecer a história de Eleanor & Park. 

Não se assustem com as possíveis metáforas que poderão vir a surgir ao longo desta breve resenha porque como eu dissera anteriormente as ideias ainda estão desconexas tamanho o efeito devastador que esse livro é capaz de causar. 

Tem gente por aí dizendo que Rainbow seria o John Green de saias. Podemos dizer que, ambos escrevem sobre amores imperfeitos. Seus personagens normalmente são jovens desajustados que enfrentam dilemas comuns a sua faixa etária e que lutam bravamente para ocupar seu lugar ao sol. Porém, isto nem sempre é possível já que tanto John quanto Rainbow mostram o lado imperfeito das coisas, muitas vezes omitido por outros autores. Pessoas como John, Rainbow, Levithan não seguem um roteiro. Seus romances vão além do previsível, aliás, palavra esta totalmente desconhecida por eles. Eu diria que Rainbow é tão genial quanto John. Cada um a sua maneira sabe como impactar o leitor. John agrada os feios, gordos, geeks, nerds, branco, preto e colorido. E Rainbow surge para reafirmá-lo só que de um jeito peculiar, único, especial. 


Comparações feitas e devidamente esclarecidas, vamos ao que interessa. Se lhes dissesse que Eleanor & Park é um livro lindo e perfeito eu provavelmente estaria dizendo o óbvio e, espero sinceramente que todos tenham a oportunidade de conhecê-lo para chegar a tal conclusão. 


Eleanor & Park é um livro sobre dois jovens que não tinham aparentemente nada em comum, mas que ao se conhecerem descobrem que um é o reflexo do outro. Eleanor é o retrato da desordem em pessoa. Sempre muito mal vestida e com cabelo desgrenhado, Eleanor é alvo de chacota por onde passa. Não que isso a incomode de fato já que aprendera a conviver com a indiferença das pessoas. Porém, ela não imaginava alguém pudesse lhe enxergar de outra maneira, que a visse com outros olhos, além das aparências. Eleanor não sabia que alguém enxergaria a sua alma. Até que Park surgisse em sua vida. 

Park era bem diferente de Eleanor. Não era o garoto mais popular da escola, mas aprendera a conviver em meio aos leões. A escola era composta por negros em sua maioria, ou brancos e Park era coreano. Só por isso ele já se destacava. Mas Park não queria ser “diferente”, por isso, encontrara um meio de se relacionar com todos tratando-os com a mesma indiferença. A rotina de Park sempre fora a mesma. Ia à escola sempre de ônibus e sentava-se à janela com seus inseparáveis fones de ouvido. 


Park fazia o mesmo trajeto todos os dias e desligava-se completamente. Assim como o interior da escola, o transporte escolar também era um ambiente hostil. Os alunos ao fundo sempre gritando, falando baboseiras, ofensas gratuitas, ou seja, tudo que se espera de pessoas que desejam chamar a atenção, ainda que suas atitudes pudessem ferir outra pessoa e Park sabia muito bem como essas pessoas poderiam ser cruéis. Eleanor senti na pele o que isso significava deste o primeiro momento. Ao entrar naquele ônibus estava prestes a encarar o que fosse preciso para sobreviver ainda que sua intenção fosse contrária. Ela acostumara a se passar por “invisível”, porém o que Eleanor jamais conseguiria era “ser” invisível. 
E foi Park que percebera de imediato o quanto Eleanor era diferente, no sentido literal da palavra. Não eram apenas as roupas ou a cor do cabelo. Era ela. Tudo em sua dimensão. Ela era especial e Park teve a certeza ao tocá-la. 

Rainbow deixa claro desde os primeiros parágrafos que se você espera por frivolidades não é em Eleanor & Park que as encontrará. Não espere uma Eleanor boba, frágil. Não espere que ela se comporte como uma menina de 16 anos que acabara de descobrir o primeiro amor. Na verdade, Eleanor é uma menina de apenas 16 anos que já sofrera o suficiente para ser capaz de encarar a vida como um adulto. E Park não é aquele que surge para resgatar a mocinha indefesa em seu cavalo branco. Park não é americano. É asiático. Curte New Age. Gosta de ler quadrinhos do X-Men e Watchmen. Apesar de parecerem tão diferentes Eleanor e Park são bem mais parecidos do que se imaginam. 

Uma das coisas que mais aprecio em romances do gênero é a capacidade que certos autores têm de nos surpreender ao longo de suas narrativas. E com Rainbow não seria diferente. Eleanor & Park é um livro que desperta em nós o desejo de libertar-se. Rainbow faz com que sejamos um pouco Park, um pouco Eleanor, outrora alguém capaz de mudar o destino das coisas. É angustiante e ao mesmo tempo libertador. 

Rainbow disserta sobre assuntos polêmicos, porém comuns a qualquer narrativa do gênero. Falar sobre jovens que sofrem bullying não é novidade pra ninguém, mas o que diferencia Rainbow dos reles mortais é a maneira como o apresenta. Sabemos o quanto é traumático, mas o que me incomoda de fato é a passividade imposta por determinados autores a seus personagens. Pode ser difícil lutar contra isso, mas não é impossível e Rainbow dá voz a Eleanor. Ela é o que é e isso não a torna pior do que ninguém. Por mais que as coisas na realidade não ocorram desta maneira, sempre esperamos o contrário e, Eleanor não nos decepciona. 

Eleanor é encantadora. A personagem gordinha, de cabelos ruivos e que curte Beatles cativa nossa admiração desde o início. Com sua aparência desastrosa e seu jeito de ser ela rouba a cena com sua ingenuidade. 

E o que dizer de Park? Lindo, sensível, amoroso, frágil, determinado. Perfeito? Não. Como nada é na narrativa de Rainbow. Tantas vezes nos pegamos esperançosos com o dilema vivido por Eleanor, a mais velha de uma família de cinco irmãos, de pais separados e que enfrenta dificuldades em se relacionar com o padrasto. Rainbow apresenta-nos a um retrato comum a muitas famílias, mesmo assim ela consegue nos comover com sua descrição fria e cruel. 

Não é a toa que Eleanor & Park é um dos livros mais cobiçados e comentados do momento. É um acerto de boas escolhas. Uma diagramação linda, uma escrita impecável e uma narrativa incontestavelmente magnífica. A escrita da autora é fluída e viciante. Não dá pra desgrudar por um só minuto. A apresentação dos capítulos também coopera para o seu bom desenvolvimento, pois eles são relativamente curtos. Eles se alternam entre os sentimentos de Eleanor & Park sobre suas descobertas, todos na visão da autora sobre seus personagens. 
O tamanho da fonte escolhida, o papel impresso, todo o projeto gráfico é excelente fazendo com que Eleanor & Park seja a grande aposta da editora. 


E como se o livro por si já não fosse perfeito o suficiente ainda existe a escolha de uma playlist que dispensa apresentação. Ao som de The Smiths, U2, The Cure, Beatles, entre outros a galera dos anos 80 poderá relembrar vários do rock. E quem não pode vivenciar essa época pode aproveitar para conhecer canções inesquecíveis que até hoje fazem parte do repertório musical de muita gente. 
Caramba! É bom demais! Foi difícil escolher apenas uma, então decidi postar algumas músicas que inspiraram a autora durante o processo de criação de seus personagens. Vale a pena conferir a playlist completa. O grande barato é que no site da autora ela apresenta o clipe da música e situa o leitor dentro da narrativa. Cada música representa uma determinada cena do livro e, com isso podemos compreender todo seu processo de criação e idealização de cada cena e personagem. 

Confira a playlist oficial do livro Eleanor & Park


Acho melhor parar por aqui senão é bem provável que eu fique aqui compartilhando todas as músicas da playlist já que não consigo 
Quero dizer que por mais que eu tivesse mil expectativas sobre o livro confesso que não imaginava o quanto ele se tornaria necessário, vital, imprescindível. Nada do que eu dissera anteriormente conseguirá dimensionar o quanto Eleanor & Park realmente significa. O que me resta é indicá-lo. Dizer que se você passar por essa vida sem ter conhecido Rainbow Rowell ela terá sido em vão. Compreende? 

Eleanor & Park é leitura obrigatória a todos que curtam livros desconcertantes e imprevisíveis. E atenção: se você sofre de problemas cardíacos é melhor se precaver, pois somente pontes de safena poderão suportá-lo. 
Posso voltar a suspirar agora? Eleanor & Park...ai...ai.






FICHA TÉCNICA
Título: Eleanor & Park
Autora: Rainbow Rowell 
Páginas: 328
Editora: Novo Século



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Era para ser um simples intercâmbio na Inglaterra, se não fosse o fato de Clarisse ficar hospedada na casa de sua amiga Gio, uma garota que namora nada mais, nada menos do que um dos integrantes da banda Flight 08 , de quem é fã, assim como outras garotas também.
Igual a um sonho maravilhoso, a brasileira conhece e acaba se envolvendo com Mark, um dos vocalistas da banda. Porém, como saber se realmente essa ficada é para valer ou não? Como é difícil o amor nessa fase da vida! Ainda mais quando o famoso vocalista é cobiçado pela maioria das meninas, que rejeitam e até invejam a estrangeira que, aparentemente, conquistou o coração... do líder do Flight 08. Mais do que uma viagem até outro continente e outra cultura, A vivência de Clarisse é uma jornada para dentro de si mesmo, em que os conflitos da personagem são postos à tona, de forma profunda, sensível e cativante. 


Sabe aquele livro que desde o início lhe deixa meio confusa em relação aos seus critérios de avaliação? Digo isto porque sou uma pessoa que gosta de esmiuçar todos os detalhes de um livro: escrita, diagramação, revisão e etc. No primeiro momento A Vivência de Clarisse me causou um leve incômodo. Calma, eu lhes direi o motivo pelo qual me senti tão incomodada.



O primeiro impacto relativamente desagradável fora a escrita utilizada por Isabella Danesi. Não que eu adote uma escrita formal e elitizada como padrão, mas foi a simplicidade empregada pela autora que não me agradou. Porém, vale fazer uma ressalva muito importante. Pude perceber ao longo da narrativa que o estilo escolhido pela autora fora totalmente adequado e proposital, já que o livro conta a história de uma jovem de apenas 17 anos.


Como o livro é narrado em 1ª pessoa isso faz todo o sentido. Sendo assim é difícil imaginar que uma “adolescente” falaria de outra forma. 
Ao dizer que a linguagem do livro é simples não estou afirmando que ela seja pobre. Pelo contrário. Isabella Danesi apresenta ao longo das 231 páginas de seu romance uma narrativa rica em detalhes históricos. E vai além. Convida o leitor a refletir com a personagem sobre seus medos, falhas e inseguranças.

No primeiro capítulo a personagem se apresenta e nos revela como conhecera Giovanna, uma amiga inglesa que veio passar uma temporada em sua casa. Após alguns meses convivendo com Gio, Clair decide fazer um intercâmbio na Inglaterra. Clair hospeda-se na casa de Giovanna e tem a oportunidade de conhecer bem de pertinho os seus grandes ídolos: a banda Flight 08 composto pelos rapazes: Mark Rush, Scott March (namorado de Giovanna), Brian Polow e Anthony Ruver. 

O pai de Giovanna era empresário da banda e Giovanna namorava Scott há mais ou menos três anos. O fato de Gio estar tão próxima dos rapazes faz com que Clair tenha a possibilidade de conhecer o cotidiano de seus ídolos. Parecia um sonho. Que garota não gostaria de estar pertinho de seus ídolos? 
Só que as coisas não saíram como Clair imaginara. Longe de sua família e de seus amigos, Clair tem de se acostumar a uma nova língua e costumes totalmente diferentes de sua cultura. Além das dificuldades existentes de se estar do outro lado do oceano convivendo com pessoas tão diferentes, Clair tem que aprender a lidar com sua insegurança. A jovem que antes tinha em sua família um porto seguro agora precisa saber se virar sozinha.

Londres realmente é uma cidade encantadora e podemos perceber isso graças a minuciosa descrição da autora. Isabella Danesi nos apresenta os principais pontos turísticos da cidade fazendo um verdadeiro tour com o leitor. É impossível não se encantar com a cidade. Também pudemos conhecer a maneira como os ingleses enxergam os brasileiros. O legal disso tudo foi que a autora não deixou de expor o preconceito vivido pelos brasileiros. 


Em vários trechos ao longo da história a personagem descreve os pontos turísticos passando por praças e museus mais visitados.
O hábito de tomar chá as cinco e o de frequentar pubs também não ficaram de fora. Foi muito legal comparar os nossos costumes com os costumes dos ingleses. Isabella Danesi nos apresenta a uma Londres cheia de beleza e muito riqueza. E por fim, não poderia faltar um romance digno de conto de fadas para agradar aos leitores apaixonados de plantão. 
Ao conhecer Mark, Clair tivera uma impressão muito negativa do rapaz, mas o sentimento que os aproxima é mais forte. Obviamente que ao longo da narrativa vamos torcendo pelo sucesso do casal.

A Vivência de Clarisse é um livro despretensioso, simples, com uma narrativa leve e agradável. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi perceber a maneira como a autora conduzira a história. Temos a leve impressão que estamos lendo um diário, aqui no caso, de uma viagem de intercâmbio. Em algumas situações o narrador dialoga com o leitor convidando a participar da história. São pensamentos soltos, perguntas sobre um determinado assunto abordado que fazem a narrativa ter a semelhança de um diário.
Apesar de toda previsibilidade, A Vivência de Clarisse nos serve como uma grande lição de luta, dedicação e perseverança.

A personagem também tem seu momento filosófico e compartilha com o leitor seus anseios e questionamentos sobre como enxerga o mundo em relação a religião, ao sexo, a política educacional exercida no Brasil e na Inglaterra, e discute alguns pontos sobre o relacionamento familiar.
São tantos os pontos positivos em relação à leitura que os pontos que poderiam ser melhorados passam despercebidos. De qualquer maneira é bom atentar para aqueles pequenos incômodos que ocorrem durante a leitura. 

Foi bem legal poder acompanhar o amadurecimento da personagem aos poucos. E, isso faz toda a diferença já que ninguém amadurece de um dia para o outro. Ainda que o livro seja relativamente curto para tantos acontecimentos a autora soube transcorrer com a narrativa sem maiores abalos. 

A diagramação do livro é especialmente linda e delicada. A capa do livro é belíssima. Como a história de Clarisse é totalmente musical não poderia faltar uma imagem que tivesse uma correlação. Entre a apresentação dos capítulos temos a imagem de um violão para ilustrá-los. 


Quem curte música tanto quanto livros irá se deliciar com citações feitas pela autora ao longo do livro. A música favorita dos Flight 08 de Clair é Stay With Me, tema que embala o relacionamento de Clair e Mark.

Por tratar-se de um romance juvenil acredito que o público alvo irá se identificar imediatamente. Eu que já passei da casa dos trinta me vi totalmente envolvida com a temática e seus personagens. O legal é viajar no tempo e poder relembrar que também já tive a minha época de “girl boy band”. Bem, confesso que depois do surgimento das bandas One Direction e Wanted minha paixonite aguda pelos britânicos voltou com força total. Ah...gente! Deixe-me tietar um pouco vai!


Aliás, se existe alguma semelhança entre as bandas Flight 08 e One Direction é mera coincidência. Pois quem tiver a oportunidade de ler o livro, provavelmente irá comparar Mark com Harry da banda One Direction. Cor dos olhos, cabelos enrolados, modo de se vestir, tudo é praticamente idêntico.


A Vivência de Clarisse é um livro indicado a todas as idades. É indicado aos jovens que estão passando por essa fase cheia de descobertas e transformações, assim como é indicado aos pais que saberão como conviver melhor com seus filhos. Foi uma experiência maravilhosa conhecer A Vivência de Clarisse. Espero que a autora possa nos presentear em breve com outro romance. Despeço-me de Clair, Mark e seus amigos com muito pesar, pois todos deixarão saudades. A Vivência de Clarisse ocupará um lugar de destaque tanto na minha estante quanto no meu coração.




FICHA TÉCNICA
Título: A Vivência de Clarisse
Autora: Isabella Danesi
Páginas: 232
Editora: Novo Século 
Selo: Talentos da Literatura Brasileira
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Oi, eu sou Zilda Peixoto! Comando a Cachola desde 2009. Aqui compartilho um pouquinho sobre meu universo particular: resenhas de livros, séries, filmes, música boa, paixão por plantas, pugs, decoração afetiva, maternidade real e o que mais der na cachola..rs.. Sejam muito bem vindos!!!

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