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Cachola Literária

Uma declaração de amor ao mundo mágico dos livros



Querido Papai Noel,

eu me comportei direitinho ao longo do ano. Não arrumei confusão com ninguém, não bati boca no Twitter, nem compartilhei corrente no Whatsapp. Sei que estamos passando por uma crise que possivelmente, afetou até o senhor. As renas, coitadas, nunca estiveram tão abatidas. Mas tenho fé que tudo vai dar certo e que ano de 2017 vai ser um ano bem melhor.
Bem, essa conversa fiada toda é só pra lembrar que estou aguardando ansiosamente pelos meus presentes, ainda que essa cartinha chegue com certo atraso (lembrando: é tudo culpa do sr. Carteiro, é sempre culpa dele!). Fui uma menina boazinha e espero que o sr. corresponda com muito carinho. Ah! só pra facilitar segue minha pequena listinha de desejados só pra garantir que não haja nenhuma surpresa desagradável.

Até dia 25.
Com carinho, da sua adorável menina.

Pensem numa pessoa extremamente desequilibrada? Pensou? Acho que já deu pra perceber que essa ideia de escrever cartinha pra Papai Noel é típico de quem tá apelando de todas as formas pra ganhar livros de Natal. Isso é apenas uma brincadeirinha, mas vai que alguém decide encarnar o bom velhinho.
Loucuras à parte, decidi compartilhar a minha listinha com os livros mais desejados para o Natal. Dá só uma olhada!


Juntando os Pedaços - Jennifer Niven


Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito. 

Jennifer Niven virou uma das minhas autoras favoritas desde que li Por Lugares Incríveis, seu primeiro livro publicado aqui no Brasil (tem resenha dele aqui no blog). Quem já leu sabe do que eu estou falando e, quem ainda não leu, precisa o quanto antes reparar esse erro..rs. Eu tenho a impressão que vou chorar muito com esse livro. Estou muito ansiosa e não vejo a hora de tê-lo em mãos. Possivelmente, esse será o primeiro da lista de leituras.


O Som do Amor - Jojo Moyes


Matt e Laura McCarthy são obcecados pela ideia de herdar a Casa Espanhola — uma construção malcuidada e quase em ruínas no condado de Norfolk, interior da Inglaterra, que tem um valor simbólico para os moradores locais. Para atingir esse objetivo, Laura, a mando do marido, faz todas as vontades do velho Sr. Pottisworth, o proprietário. Entretanto, como o homem nunca deixou nada por escrito, quem acaba por herdar a casa é uma parente distante, Isabel Delancey.
Primeiro violino na Orquestra Sinfônica Municipal, em Londres, Isabel tinha uma vida tranquila com seus dois filhos e o marido, mas tudo virou de cabeça para baixo quando ele morreu em um acidente de carro e deixou uma grande dívida. Sua única oportunidade de recomeço é fincar moradia na Casa Espanhola — algo que o casal McCarthy vai tentar impedir a qualquer custo. 

É quase que superstição. Encerrar o ano sem ter ao menos, lido um livro que seja, da Jojo é um mal presságio. É sinal de que você não vive nesse planeta. Eu já li alguns e quando penso que, já estou completando minha coleção, lá vêm ela outra vez, publicando mais e mais livros. Eu adoro sua escrita e não consigo me decidir por qual livro eu sou mais apaixonada. Cada um têm espaço reservado no meu coração. Espero que esse me surpreenda tanto quanto os demais.


Novembro,9 - Colleen Hoover


Autora número 1 da lista do New York Times retorna com uma história de amor inesquecível entre um aspirante a escritor e sua musa improvável.
Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

CoHo, diva, master, blaster, senhora do universo. Eu amo essa mulher. Colleen tornou-se uma das minhas autoras favoritas faz tempo. Desde que li Métrica e, olha que esse não é dos seus melhores romances, me apaixonei perdidamente pela sua escrita. Suas histórias são tão dramáticas, seus personagens tão maravilhosos que, meu Deus! Eu sofro tanto, choro, perco o ar, o chão, fico à deriva toda vez que leio algum livro seu. Recentemente li Talvez um Dia e não me canso de repetir: Esse livro é lindo! É o melhor de todos! (tem resenha aqui). Bem, talvez eu mude de ideia até ler o próximo.


O Garoto dos meus Sonhos - Lucy Keating




Desde quando consegue se lembrar, Alice tem sonhado com Max. Juntos eles viajaram o mundo, passearam em elefantes cor-de-rosa, fizeram guerra de biscoitos no Metropolitan Museum of Art... e acabaram se apaixonando. Max é o garoto dos sonhos – e somente dos sonhos – até o dia em que Alice o vê, surpreendentemente, na vida real. Mas ele não faz ideia de quem ela é... Ou faz? Enquanto começam a se conhecer, Alice percebe que o Max dos Sonhos em nada se parece com o Max Real. Ele é complicado e teimoso, além de ter uma namorada e uma vida inteira da qual Alice não faz parte. Quando coisas fantásticas dos sonhos começam estranhamente a aparecer na vida real – como pavões gigantes que falam, folhas de outono cor-de-rosa incandescente, e constelações de estrelas coloridas –, Alice e Max precisam tomar a difícil decisão de fazer isso tudo parar. Mesmo que os sonhos sejam mais encantadores que a realidade, seria realmente bom viver neles para sempre?

Confesso que me apaixonei por esse livro desde que o vi exposto na Saraiva. Que capa linda! Mas a sinopse também é muito atraente e, já vi um monte de gente falando superbem nas redes sociais. Por isso, eu preciso lê-lo, o quanto antes, para saber se ele é esse borogodó todo mesmo. 


O menino feito de blocos - Keith Stuart


Uma história sobre um pai e seu filho autista, e sobre um jogo que mudou suas vidas. Alex ama sua família, mas tem dificuldade em se conectar com Sam, o filho autista de oito anos. A tensão crescente da rotina leva seu casamento ao ponto de ruptura. Jody não aguenta mais o marido ausente e que pouco participa da vida do filho. Então Alex vai morar com o melhor amigo, e passa a dormir no colchão inflável mais desconfortável do mundo. Enquanto Alex enfrenta a vida de homem separado, cumpre a função de pai em meio-expediente e é confrontado com segredos de família há muito enterrados, seu filho começa a jogar Minecraft. E o que acontece depois disso é algo que nem Alex, nem Jody, nem Sam poderiam imaginar. Inspirado no relacionamento do autor com seu filho autista.

Quando eu li a sinopse dese livro fiquei bastante curiosa. Minha filha ama o universo Minecraft e, por conta disso eu acabei me interessando também. Imagino que deva ser uma linda história pelo simples fato de retratar a vida de uma criança autista. Eu adoro livros protagonizados/narrados por crianças e acredito que esse deva ser ainda mais especial.

E aí, pessoal! Curtiram minha cartinha? Já fizeram a de vocês? Já leram algum dos livros citados? 

Beijitos!

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Hoje quero com essa postagem transmitir a seguinte mensagem aos leitores e amigos da Cachola: LEIAM MAIS LITERATURA FANTÁSTICA BRASILEIRA! TEM MUITA COISA BOA,GENTE! 

Confiram algumas delas:


Anjo Vadio - Sr. Arcano (Alexandre Souza) 


Os poemas desta obra falam sobre amor e sombras, sentimentos ardentes e sedução, onde inovação e ousadia são as palavras certas para definir o que sua arte por vezes apresenta: dominação, submissão e sexo! Versos que, em sua maioria rimados, foram construídos com o encanto de uma sensualidade noturna, dando um aspecto sublime à poesia de Sr. Arcano, um autor que trabalha suas ideias cercado por um ambiente de mistérios e encantos, como um artesão das sombras dando vida às suas escrituras de beleza e magia.

Editora: Clube dos Autores
Número de páginas: 40
Edição: 1(2011)

A Grande Criação de Nicolas - Dennis Vinicius


Todo contador de histórias imagina como seria se um de seus personagens ganhasse vida. Nicolas descobriu isso da pior maneira possível. 


Seus dias eram simples e solitários: passava a maior parte do seu tempo criando e desenhando as aventuras do Fantasma Vingador – um guerreiro espectral, dotado de poderes incríveis, que vinga as almas daqueles que foram mortos injustamente. Até o dia em que descobre que alguém, vestido e agindo como o seu personagem, caça bandidos perigosos nas ruas de São Paulo. Sem escolha, Nicolas é sugado para o mundo deste misterioso mascarado. Pouco a pouco, a verdade vai sendo revelada, assim como os segredos mais sombrios daqueles à sua volta.
Com reviravoltas, suspense e repleto de ação, “A Grande Criação de Nicolas” irá prendê-lo da primeira até a última página. Alguns segredos, quando revelados, podem mudar a vida não só de uma pessoa, mas de uma cidade inteira.

Edição: 1
Editora: Llyr Editorial
ISBN: 9788580930092
Ano: 2011
Páginas: 286



                   Filhos da Noite - Eles estão entre nós! (Erik Santana)


Em sua primeira obra, o escritor Erik Santana nos mostra a verdadeira realidade da mente e consciência humana, repleta de falsos valores e moralismos. Remontando desde o início do século XIX, até um futuro no qual estaremos todos em enorme provação. Com um misto de ação, lutas, fantasia, amor e aventura, a humanidade é vista e revista em sua essência e escória pelos olhos de Mirella, uma vampira secular.

Edição: 1
Editora: Cidadela Editorial
ISBN: 9788579780547
Ano: 2010
Páginas: 267


O Vale dos Anjos - O Torneio dos Céus P1 - (Leandro Schulai)



A morte tem o poder de separar um amor? Para muitas pessoas a frase “até que a morte os separe” é a afirmação de que morrer é o fim de tudo, inclusive para o amor. Mas se fizermos essa pergunta para o grego Dimitris Saloustros a opinião será bem diferente. 

Com uma morte precoce e uma promessa feita à sua amada o rapaz parte em busca do desconhecido Vale dos Anjos, local onde se encontram as maravilhas do paraíso e o medo e apreensão das oito prisões, em busca de cumprir o seu feito.
Auxiliado pelo anjo guia de enterro Obelisco cujo humor o ajuda nos momentos difíceis, pela cupido Anne cuja beleza é incomparável e treinado pelo misterioso mestre Ramirez, Dimitris parte em uma jornada recheada de grandes belezas, pessoas marcantes e mistérios complexos que o farão perceber que nada é por acaso e que sua estadia nesse misterioso local já era aguardada a muito tempo . . .

Edição: 1
Autor:  Leandro Schulai

Editora: Novo Século

ISBN: 9788576793663
Ano: 2010
Páginas: 416
.



Histórias Envenenadas - Vários autores.




Conhecemos contos de fadas como histórias cheias de magia e fantasia que costumamos contar para crianças. O que muitos não sabem é que eles foram concebidos como entretenimento para adultos e que, em sua forma original, traziam fortes doses de adultério, incesto, canibalismo e mortes hediondas. 

Com o tempo, diversos autores os suavizaram e acrescentaram lições de moral. Em HISTÓRIAS ENVENENADAS, escritores contemporâneos resgataram todo o horror dos contos de fadas originais em releituras de histórias tradicionais ou novos enredos, que não farão nenhuma criança dormir, mas certamente farão você perder o sono…

Edição: 1
Editora: Andross
Ano: 2011
Páginas: 150


Anjo Negro - Mallerey Cálgara.



Até onde você iria para salvar a pessoa que você ama? Até que ponto se sacrificaria e tudo pelo qual você lutou e acreditou? Para muitos, quando tudo parecia ser o fim, para Darian foi apenas o início. Filho de um Anjo que se apaixonou e se envolveu com um humano, e após ser transformada em mortal, comete suicídio. Com a passagem livre entre os dois mundos, Darian recebe uma proposta do Arcanjo Miguel de recolher dez mil almas que querem ser salvas e colocá-las em uma caixa angelical.

Ele vê nesta proposta um meio de amenizar o sofrimento de sua mãe que se encontra no vale dos suicidas. Contando com a ajuda de seu Anjo da guarda, Hadji, ele parte em uma jornada de aprendizagem, mas com grandes conflitos e indecisões. Porém, não só apenas os Anjos do bem o observavam, e uma nova proposta de maior peso, lhe foi feita, por Iblis, o senhor dos infernos: “-... Apenas dez mil almas simples, comuns, por uma especial, uma troca justa.” Cabendo somente a ele, tomar a decisão de não lhe entregar a caixa ou, de salvar sua mãe e tornar-se um Anjo Negro.

Edição: 1
Autora: Mallerey Cálgara
Editora: Novo Século - Novos Talentos da Literatura Brasileira

ISBN: 9788577184958
Ano: 2011
Páginas: 207
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A dica da Cachola de hoje é um livro publicado pelo Grupo Editorial Record..
Confiram a sinopse:



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Fãs de Elizabeth Gilbert, podem comemorar. Chega às livrarias o mais novo livro da autora, intitulado de Peregrinos.




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Pra comemorar seu aniversário, o grupo Arquipélago Editorial preparou uma coleção chamada “Arte da crônica”. Como o nome nos indica, trata-se de uma reunião de cronistas, e o melhor – contemporâneos! 

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Olá, queridos leitores! Como vão todos?

Ontem,caminhando pelos tumultuados corredores da  Bienal, acabei me deparando com um livro que, de cara, me chamou muita a atenção. Aqueles Que Nos Salvaram serviu como um prato cheio aos meus olhos, me empolgando desde o primeiro segundo, tipo amor à primeira vista. 

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Confie em mim, do escrito norte-americano Harlan Coben, é um suspense bem tecido que só revela os mistérios de suas histórias nas pagínas finais. Sim, histórias, no plural. 




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Já pensou ter todos os livros de  Jane Austen num box bem caprichado? A Editora Landmark pensou nisso e está lançando esse super box com os 6 livros de nossa musa romântica.Confiram!

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Escritora Thalita Rebouças

Parece que a escritora Thalita Rebouças conquistou, de vez, seu lugar na preferência do público.Dona de ideias engraçadas e que retratam com simplicidade e coragem o duro cotidiano juvenil, a autora lança seu 12º livro, abordando um tema inesgotável e sempre repleto de surpresas e descobertas: o sexo.


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O volume reúne 40 contos inéditos do autor. Eles seguem o estilo que o consagrou, rápido e fulminante, com assuntos insólitos e cheio de diálogos incomuns.
Conhecido como "Vampiro de Curitiba", o recluso escritor Dalton Trevisan --que completou 86 anos em junho passado-- acaba de lançar o livro "O Anão e a Ninfeta" pela editora Record.


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Em Canalha, Substantivo Feminino, Martha subverte o clichê de gênero que coloca homens e mulheres sempre nos mesmos papéis, mostrando que a mulher, quando quer, sabe muito bem como ser canalha. A canalhice não é um privilégio masculino.


Elas não estão com raiva e não querem vingança. Não são a ex-mulher que aliena os filhos dos pais ou a ex-namorada que arranha todo o carro do cara quando leva um pé-na-bunda. Apenas não conseguem deixar de ser... canalhas. Agem por prazer, por necessidade de manipular e se dar bem.Em seis relatos fictícios, as controvertidas anti-heroínas Larissa, Cristina, Ângela, Diana, Ingrid e Mariana - de diferentes gerações e em diferentes contextos, mas unidas por uma mesma, incontrolável e terrível inclinação - relatam, na primeira pessoa, aonde sua natureza amoral as levou.


O lugar comum literário que coloca o homem no papel de cafajeste e enganador se inverte nas páginas de "Canalha, Substantivo Feminino" (Record, 2011), da escritora Martha Mendonça. Na obra, a autora dá vida a seis histórias curtas protagonizadas por mulheres fatais que conseguem driblar os joguetes masculinos e serem piores do que eles.As anti-heroínas têm idades e personalidades diferentes, mas possuem o mesmo traço comum da amoralidade e falta de escrúpulos. Nos relatos, contam as aventuras e tragédias para as quais o comportamento as levou.
E antes que machistas de plantão digam que são mulheres ressentidas em vingança contra mágoas do passado, a escritora deixa claro que as personagens agem por prazer. Elas são possuídas pelo desejo incontrolável de manipular e mentir para se saírem bem.
Por isso, não resistem à vontade de trair o homem perfeito, fazer sexo com o marido da amiga desligada, viver às custas de um otário e até o extremo de acabar com a vida de um sacaneador.
Martha também é autora de "Eu e Você, Você e Eu" e "Mulheres no Ataque".

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O escritor Adriano Messias é um profundo conhecedor do desconhecido. Ao longo dos anos, e das publicações, essa tem sido uma de suas especialidades: contar histórias mal-assombradas, que desobedecem a ordem natural das coisas e surpreende o leitor. 






Autor de uma série de livros infanto-juvenis, foi na coleção Contos Para Não Dormir que Messias fez desse desconhecido e do quase impossível os protagonistas de suas histórias.
E para falar um pouco desse gênero literário, o escritor bateu um papo com o SaraivaConteúdo. De primeiríssima mão, a Cachola Literária compartilha essa entrevista com você.Confira!



Quando você começou a escrever histórias com esse viés fantástico? Aliás, agora, o fantástico é a nova febre.

Adriano Messias. Sempre gostei da literatura fantástica e eu escrevo desde menino sobre temas fantásticos. Veja: o grande Borges disse que a literatura nasceu fantástica e continuava fantástica, e deu a entender que o realismo literário era uma espécie de “hiato” engendrado pelo século 19. Mas muitos tiveram a percepção inversa – devido, em parte, aos cânones que sempre imperaram nas letras – de que o fantástico seria algo secundário ou menor para a literatura, uma espécie de tentativa escapista e imaginosa, gratuita até. Entretanto, é justamente o contrário: o mundo tem muito de fantástico (e que bom isso!). Ele nos ajuda a entender o mundo, a dar sentido às coisas.

Há algum marco que tenha impulsionado esse gênero no país?

Adriano Messias. O que me encanta na época em que vivemos é que as mídias e as artes se convergem. O cinema se influencia pela literatura, e vice-versa, por exemplo – talvez mais do que em outros momentos. De vez em quando, começa uma nova “onda” e surgem profusões de best-sellers, blockbusters, novelas e seriados sobre um determinado tema, e, em um curto espaço de tempo, essa temática se torna recorrente e transbordante. Multiplicam-se livros, filmes – com os mais diversos estilos e padrões de qualidade.

Foi o caso da onda de filmes, livros e séries sobre vampiros?

Adriano Messias. É o que aconteceu com os vampiros, recentemente. Agora os dentuços deram uma acalmada para, em outro momento, voltarem com mais força (é da índole dos monstros sempre retornarem). Devido a isso, fica difícil mencionar um “marco”. Eu acredito no movimento próprio da cultura e na produção de sentidos. É isso que propicia ondas, marolas e vagalhões na literatura fantástica.

Quais seriam os ingredientes fundamentais para esse tipo de história?


Adriano Messias. Existem bons estudos sobre o fantástico na literatura. No cinema, tais estudos têm uma história mais. Existem compêndios sérios que vão dizer o que faz um enredo ser fantástico, por exemplo. Acredito, entretanto, que um evento que irrompa a ordem esperada das coisas seja uma das principais marcas de uma história fantástica.

Fala-se muito em imaginação e fantasia quando se fala de literatura fantástica. Mas esses elementos estão presentes em qualquer gênero literário, certo?
Adriano Messias. A imaginação e a fantasia que, informalmente, acabam sendo quase sinônimas, são também ferramentas para se produzir uma obra. Porém, não é só isso. Acho que você tocou em um ponto delicado: no caso de um livro, não basta um escritor ter uma torrente de boas ideias se o texto não as acompanha. Se, por um lado, a gente brinca ao dizer que “não há mais o que inventar”, por outro, temos a obrigação de entendermos o que fazemos.

O Brasil tem muitos escritores do gênero?

Adriano Messias. Em termos históricos, poderia ter tido mais, ou, pelo menos, ter “valorizado” mais. Acontece que, em nossa tradição, sempre se valorizou a literatura chamada de “realista”, ou mais voltada para uma imitação ou reprodução da vida social e de seus problemas. Eu chamo atenção é para o fato de que, em vários momentos de nossa produção literária, ter-se desprezado um contexto mais fantasioso ou fabuloso em detrimento do recorte realista e naturalista. Falava-se, no máximo, a partir da segunda metade do século passado, em “realismo mágico” – ainda com grande modéstia. Um preconceito, claro, pois a literatura fantástica sempre foi considerada uma literatura “menos séria”.

Há alguma exceção?

Adriano Messia. Um campo que a recebeu de braços abertos foi o da literatura infantojuvenil, onde os autores se sentem bastante confortáveis para escrever sobre temas fantásticos. Porém, para muitos estudiosos e críticos, sempre pareceu que a literatura fantástica cabia mais à “imaginação infantil” e aos “devaneios dos sonhadores”, o que não é verdade. Afinal, o fantástico é composto pelas dobras fecundas do desejo humano e por tudo o que ele produz.

Quem são seus autores preferidos nesse estilo?

Adriano Messias. Como todo escritor amante do fantástico, li bons autores do século 19 e embrenhei-me na chamada – e tão pouco compreendida – “literatura gótica”. Porém, junto aos clássicos, sempre li de tudo sem preconceitos, passando pelos best-sellers à Stephen King, pela geração dos anos de 1980 – tanto estrangeira quanto brasileira -, e por livros imensamente devedores do cinema - um grande abastecedor do fantástico.

Quais os escritores do gênero que foram marcantes para você?

Adriano Messias. Dentre os “clássicos”, gosto de Coleridge, Byron, Polidori, Bram Stoker, Edgar Allan Poe, H. G. Wells, Théophile Gautier, Anatole France, Guy de Maupassant, Prosper Mérimée, Charles Baudelaire, Robert Louis Stevenson, Rudyard Kipling, Conan Doyle, Henry James, William Jacobs, E. T. A. Hoffmann, Borges, Kafka... Entretanto, é importante não apenas ler os autores fantásticos, mas também estudar sobre aquilo que se escreve, uma vez que, para ser um escritor, não existem “dicas”, “regras”, “receitas”, ao contrário do que tenho visto por aí. A escrita é também um ofício, uma profissão e, como tal, merece empenho, esforço, entendimento. O escritor tem de dominar os signos que lhe dizem respeito.

Foi difícil chegar até uma editora e publicar seu primeiro livro?

Adriano Messias. Dificílimo. Ainda não conheço quem tenha dito ter sido fácil, afinal, muita gente tem um original na gaveta, aliás, no arquivo do computador e, em meio a um mercado editorial tão competitivo e exigente, é um desafio se tornar um escritor. Convencer um editor de que seu material é bom e entender “as curvas e retas” do caminho é algo que vai requerer laboriosa paciência e gentil insistência. Hoje, com os recursos técnicos que temos, é bem fácil publicar. Difícil, porém, é ser publicado. Sempre foi, e acredito que sempre será.

Já está pensando em algum tema para explorar no próximo trabalho?


Adriano Messias. Eu sempre escrevo vários livros ao mesmo tempo. Tenho um processo de escrita que envolve papeizinhos, anotações esparsas, parágrafos que me vêm soltos pela madrugada e, aos poucos, tudo vai tomando forma. Estou sempre rodeado pelos temas do fantástico - seja para adultos ou crianças. E o resultado tem sido muito bom. Este ano já saíram - e ainda sairão mais alguns - livros meus para crianças e adolescentes. Tenho visitado escolas e eventos literários, e podido falar para as pessoas sobre meu trabalho e também ouvir sobre como elas se relacionam com os livros e com a literatura. O retorno de meus leitores me dá muita satisfação.


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Oi, eu sou Zilda Peixoto! Comando a Cachola desde 2009. Aqui compartilho um pouquinho sobre meu universo particular: resenhas de livros, séries, filmes, música boa, paixão por plantas, pugs, decoração afetiva, maternidade real e o que mais der na cachola..rs.. Sejam muito bem vindos!!!

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